terça-feira, 14 de abril de 2009

A Caminho da Esquerdização das Américas 2 : O "Coma Andante"



Cuba quer fim de embargo, não esmola, diz Fidel Castro

Declarações foram feitas após Obama anunciar o levantamento de restrições de viagens e remessas à ilha

Agências internacionais


HAVANA - O ex-presidente Fidel Castro afirmou nesta segunda-feira, 13, que "Cuba resistiu e continuará resistindo" e "não estenderá jamais suas mãos pedindo esmola", horas depois de o presidente Barack Obama levantar restrições sobre viagens e transferências de dinheiro por cubano-americanos. "Nem uma palavra foi dita sobre o embargo, que é a mais cruel de todas as ações", disse Castro, num artigo publicado no site oficial Cubadebate, em reação à decisão do presidente americano.

Cuba "seguirá adiante com a cabeça erguida, cooperando com os povos irmãos da América Latina e do Caribe, haja ou não cúpulas das Américas, presida ou não Obama os EUA, um homem ou uma mulher, um cidadão branco ou um cidadão negro", diz Fidel. O líder cubano, de 82 anos e ainda primeiro-secretário do governante Partido Comunista, diz também que "agora só falta Obama persuadir (na cúpula do próximo fim de semana em Trinidad e Tobago) todos os presidentes latino-americanos de que o bloqueio é inofensivo".

Fidel assegura em sua coluna "Reflexões" que "Cuba não aplaude as mal chamadas Cúpulas das Américas, onde os países não discutem em igualdade de condições". O artigo registra o anúncio feito pelo governo Obama, citando o que foi dito em Washington em coletiva de imprensa pelo assessor presidencial para a América Latina, Dan Restrepo, e detalha que o diplomata, ao terminar, "confessou com franqueza: 'Tudo é feito pela liberdade de Cuba'".

Também revela que antes, na tarde da segunda-feira, "o chefe do Escritório de Interesses de Cuba em Washington, Jorge Bolaños, foi citado pelo subsecretário de Estado, Tomas Shannon", mas que não foi dito nada de novo a respeito da política americana.

Fidel diz que antes "o governo dos EUA anunciou" que esta semana Obama aliviaria "algumas odiosas restrições (...) aos cubanos residentes nos EUA para visitar seus familiares em Cuba". "Quando se indagou se tais prerrogativas reconheciam outros cidadãos americanos, a resposta foi que não estavam autorizados", diz Fidel no artigo. "As condições são tais que Obama poderia usar seu talento na direção de uma política construtiva que possa encerrar o que já fracassou por quase meio século", afirmou o ex-presidente cubano.


Estadão online

Veja os principais pontos do embargo dos EUA contra Cuba

Obama retirou restrições sobre viagens e remessas, mas ainda não levantou sanções comerciais de 4 décadas.


HAVANA - O presidente americano Barack Obama aliviou nesta segunda-feira, 13, algumas restrições contra Cuba, permitindo viagens e remessas de dinheiro à ilha. Veja os principais fatos sobre o embargo:


- A decisão de Obama anunciada nesta segunda abre uma nova perspectiva para o comércio bilateral, mas não levanta o embargo mantido pelo governo americano há mais de quatro décadas. Durante sua campanha presidencial, o democrata ressaltou que não retiraria as restrições sobre o comércio até que a ilha demonstra progresso democrático.

- A permissão de viagens será útil para que cubanos americanos viagem mais livremente e afetará mais de 1,5 milhão de americanos com famílias que vivem na ilha.

- Sob a lei atual, os cubanos que vivem nos EUA podem ir à ilha apenas uma vez por ano, e cada pessoa pode enviar no máximo US$ 1,2 mil anuais aos seus familiares.

- As medidas seguem uma longa história de sanções contra Cuba, iniciadas depois que o ex-presidente Fidel Castro chegou ao poder, em 1.º de janeiro de 1959.

- Em 29 de julho de 1960, os EUA suspenderam a importação de açúcar cubano depois que Fidel nacionalizou a refinaria Texaco, que se recusou a fornecer petróleo para a União Soviética.

- Em 19 de outubro de 1960, a administração Eisenhower impôs o embargo contra Cuba, abrindo exceção para alimentos e remédios.

- Em 3 de janeiro de 1961, os EUA romperam relações diplomáticas com Havana, e um ano depois, em 7 de fevereiro de 1962, a administração Kennedy anunciou embargo total contra a ilha. Todas as importações e exportações foram suspensas.


Estadão online


Comento: Bem...
O que dizer do Obama e sua abertura...
O que dizer do Coma Andante, que já deve estar morto e embalsamado, esperando alguma data "cabalistica" para declarar sua morte.
O que dizer de ser "gentil" com um governo Terrorista , ditatorial. Embargo Total já!
No meu modo de ver, pode-se tirar o embargo, desde que se extermine a censura na Ilha-Prisão e se abra a política para a Democracia. Aí sim Cuba volta a ser uma Nação bem vinda às realções internacionais.
Àqueles que justificam o fracasso econômico e social do Comunimo Cubano com o embargo, vale dizer que porque após 50 anos ainda é necessária ditadura e censura para manter o Regime Comunista.
Ainda mais: Me contem algum país comunista de fato democrático....

3 comentários:

Nacionalista disse...

Cuba será verdeiramente livre quando Fidel Castro morrer,para se recuperar de 50 anos de ditadura comunista.

PoPa disse...

O embargo é uma grande bobagem, na verdade. Não é por causa dele que a ilha está nesta penúria, já que pode negociar com o resto do mundo, Brasil, Venezuela, Bolívia, México, incluídos. O que ninguém conta, é que mercado internacional se faz bilateralmente e Cuba não tem nada para dar em troca...

Mas a sacada mais inteligente de Obama, foi autorizar empresas de comunicação a se instalarem na ilha e cobrarem de cidadãos americanos. Esta foi muito boa! Castro, claro, não vai topar. E vai ter que explicar o porque!

Laguardia disse...

Fidel deveria adotar uma política de reprociadade. Já que agora americanos e cubanos exilados podem visitar seus parentes em cuba, os Cubanos residentes em Cuba deveraim também ter autorização para visitar seus parentes nos Estados Unidos, México, Espanha etc. Em quanto tempo a ilha ficaria desabitada?

PoPa tem razão, a miséria em Cuba e fruto do socialismo e não do embargo americano.