quinta-feira, 16 de abril de 2009

Cuba deve dar 'próximo passo' com EUA, diz Hillary Clinton


PORTO PRÍNCIPE - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira, 16, que Cuba deve dar o próximo passo para melhorar as relações com a nova administração dos Estados Unidos. A chefe da diplomacia de Washington afirmou que o fim das restrições para viagens a Cuba, anunciado pelo presidente Barack Obama nesta semana, foi um passo "muito importante". Agora, ela disse que o governo de Raúl Castro deve mostrar "reciprocidade."

Hillary acrescentou que os EUA estão esperando para discutir questões adicionais, mas primeiro gostaria de ver Cuba soltando prisioneiros políticos e levantando restrições à mídia. A secretária de Estado fez os comentários durante uma parada no Haiti, rumo à Cúpula das Américas, para a qual Cuba não foi convidada.

O governo cubano não fez nenhuma declaração imediata sobre a declaração de Hillary. Mais cedo, o ex-presidente Fidel Castro elogiou comandantes militares nos Estados Unidos que pediram a Obama para eliminar a proibição de viajar a Cuba para todos os americanos, e não só para os que têm família na ilha, como anunciado na segunda-feira.

Em um novo artigo das Reflexões, Fidel cita uma carta enviada a Obama pelos militares, na qual argumentam que o embargo comercial e financeiro que Washington aplica a Cuba desde 1962 não serve aos propósitos políticos e de segurança de Washington. "Eles não acham que Cuba seja uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, como tentaram nos apresentar diante da opinião pública americana", afirma.

"Foram os governos desse país que transformaram a base de Guantánamo em refúgio de contrarrevolucionários ou emigrantes. Pior que tudo isso, transformaram-na em um centro de torturas que a tornaram famosa como símbolo da negação mais brutal dos direitos humanos."

O ex-líder cubano, de 82 anos, afirma que "as cartas influem e têm peso na política dos Estados Unidos, já que não se trata, neste caso (Obama), de um político corrupto, mentiroso e ignorante como seu antecessor (George W. Bush), que odiava os avanços sociais do New Deal". "Não tememos dialogar, não precisamos inventar inimigos, não tememos o debate de ideias", acrescenta Fidel, que não aparece em público desde julho de 2006, mas publica frequentes Reflexões, reproduzidas pela imprensa cubana.


Estadão online

Respondam...
Como alguém morto pode responder algo?
Só em ditaduras.
Melhor assim.!
Seu cadáver está sendo tão vilipendiado quanto os corpos dos mais de 80 mil cubanos fruto dos 50 anos de ditabranda comunista boazinha "cult" , de camisa do Chê e tudo.

?Por que no te calas?

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