terça-feira, 7 de abril de 2009

A dor de cotovelos das esquerdas pelo poder...


WASHINGTON. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que "é difícil, mas não impossível" para o PSDB enfrentar o presidente Lula, um cabo eleitoral definido pelo presidente dos EUA, Barack Obama, como o político mais popular do mundo. O ex-presidente falou da disputa no seminário "Drogas e democracia: rumo a um novo paradigma", realizado pelo instituto de pesquisas políticas Brookings Institution, em Washington.

Perguntado por jornalistas se não era difícil para a oposição disputar o eleitorado com um político tão popular, ainda que não diretamente envolvido na disputa, o ex-presidente foi pouco modesto:

— Difícil é, mas ele foi oposição a mim e eu ganhei. Impossível, não é. — disse. E minimizou os elogios de Obama: — Fiquei contente. Acho bom que o Brasil tenha um político popular. Não sei se corresponde, não sei se é o mais, mas é um dos mais.

Para ele, no PSDB, os governadores José Serra e Aécio Neves têm carisma e simpatia para disputar a Presidência: — O carisma é importante, mas não é a única coisa. Com todo o carisma do presidente Lula, eu ganhei dele no primeiro turno. Duas vezes. Então, depende do momento, das circunstâncias. Não basta o carisma.

É necessário que a pessoa tenha capacidade de sensibilizar o eleitorado.

Segundo ele, Lula errou ao antecipar a campanha para tentar promover a sua candidata, a ministra Dilma Rousseff: — A discussão é prematura. Infelizmente, o presidente Lula provocou o debate da sucessão antes da hora. Tudo o que ele faz, que a ministra Dilma faz, dizem que é eleitoral. Por quê? Porque o debate é antes da hora. Nossos governadores têm que se poupar.

Eles estão trabalhando.

O presidente Lula tem suas razões, porque escolheu uma candidata desconhecida, resolveu forçar um pouco o calendário.

Mas não está na hora ainda.

O presidente de honra do PSDB disse que não poderia afirmar quem entra em que lugar numa possível chapa conjunta, ainda que admita que tanto Serra como Aécio sejam candidatos.

Segundo ele, se os dois não chegarem a um acordo, a decisão será levada para o partido.


O GLOBO

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