quarta-feira, 22 de abril de 2009

MST e o banho de sangue anunciado.


Em 19/04/09 um grupo de 150 homens de três acampamentos do MST, da Federação de Trabalhadores na Agricultura Familiar - FETRAF e de posseiros tentaram invadir a fazenda da Agropecuária Santa Bárbara.

Os seguranças reagiram e a tentativa de invasão se transformou num conflito. Ambos os grupos estavam armados. O saldo foi de sete feridos, havendo um segurança e um sem-terra hospitalizados.

O vídeo a seguir mostra parte da ação e a barbárie com a qual o MST atua. Mesmo diante de seguranças fortemente armados à horda de sem-terra invadiu a fazenda destruiu um veículo a avançou contra os seguranças.



Os sem-terra alegam que teriam ido resgatar um “companheiro” preso na fazenda. A versão foi negada por reportes e por administradores da fazenda. Ainda que fosse verdade, não cabe aos sem-terra o papel de polícia, que é privativo do Estado.

A assessoria da Agropecuária Santa Bárbara afirma que um caminhão da fazenda foi seqüestrado pelos sem-terra às 6h e que o veículo foi usado durante a invasão da sede da fazenda. Jornalistas que estavam no local confirmam a versão da empresa e afirmam que o motorista foi feito refém pelos sem-terra.

Um dos cinegrafistas que cobria a invasão, afirma também que os sem-terra usaram os reportes como escudos para a invasão.

Mesmo após o conflito os sem-terra recuaram e permaneceram montando um bloqueio na estrada.

Todos esses fatos e o vídeo mostram claramente que os sem-terra estão cavando outro banho de sangue para criar novos mártires para a causa.

As autoridades têm sido coniventes, nelientes, negligentes e omissas. As sentenças de reintegração de posse não são cumpridas e a polícia parece fazer questão de se manter a distância das invasões e dos conflitos. O assunto parece não ter qualquer relação com segurança pública ou com o poder judiciário.

É interessante notar também a parcialidade das autoridades e mesmo da mídia. Apesar de ser um direito legítimo do cidadão repelir uma invasão de propriedade com uso da violência, as autoridades que se pronunciaram questionaram apenas a legalidade das armas dos seguranças. A assessoria da empresa informou que a segurança é uma empresa contratada.

O reporter que narra o conflito do vídeo fala sobre armas ilegais que armam milícias de fazendeiros e não menciona a posse e o porte de armas de integrantes do MST.

A invasão só não se transformou num banho de sangue por sorte e pelo fato dos seguranças, por despreparo ou por intenção, terem errado a maioria dos tiros.

Desde o chamado “massacre de Eldorado de Carajás” em 17/04/96 grupos de sem-terra tem se esforçado para produzir novos “massacres”.

Apesar de “justiça” e mídia terem transformado o incidente do conflito entre sem-terra e Polícia Militar do Estado do Pará em Eldorado de Carajás num “massacre”, a responsabilidade pelo episódio é altamente questionável.

O confronto se deu quando 1.500 (o número é incerto e varia segundo a fonte) sem-terra obstruíram a rodovia PA-150, que liga Belém à capital ao sul do estado, e Polícia Militar foi acionada para liberar-la. Segundo o processo criminal 155 homens da Polícia Militar participaram da operação.

De acordo com a versão dos próprios sem-terra ouvidos pela imprensa na época, os policiais chegaram ao local jogando bombas de gás lacrimogêneo. Os sem-terra revidaram com foices, facões, paus e pedras. A polícia, acuada pelo revide inesperado, recuou atirando. Primeiro para o alto, e depois, como os sem-terra não se intimidaram e continuaram o ataque, a policia atirou na direção dos manifestantes. O saldo foi de 19 mortos e 69 feridos.

Além do depoimento dos sem-terra existe um vídeo feito por um cinegrafista ligado aos sem-terra, que é parte integrante do processo criminal. O vídeo nunca foi tornado público, mas mostra uma situação que de uma forma ou de outra terminaria num banho de sangue. Uma das cenas do vídeo mostra a formação policial recuando e atirando para o alto e a massa de sem-terra avançando como se fosse uma carga de infantaria. Nas cenas subsequentes com a proximidade e a a iminencia do contato para um combate corpo a corpo a formação policial abre fogo.

Não é dificil imaginar um reduzido grupo de 155 policiais sendo atacado por uma horda de 1500 homens insandecidos, armados de foices, facões e armas brancas. Não houvesse uma reação os policiais seriam assassinados a golpes de foices e facões.

Mas essa é o futuro do pretérito e uma realidade inconveniente.

Desde então movimentos sem-terra transformaram o incidente numa peça publicitária amplamente apoiada pela mídia e por parte da população.

O fato do incidente habilmente explorado ter transformado os sem-terra em mártires e agentes da lei em crimiosos, trouxe duas consequencias.

A primeira é o constrangimento e medo do agente da lei de, no exercicio do dever, ser transformado em criminoso.

A segunda consequencia é que os sem-terra se tornaram praticamente intocáveis e o Estado perdeu o poder coercitivo diante desses grupos de criminosos. Usar de energia contra manifestantes que desrespeitam leis, propriedade e mesmo pessoas, pode se transformar num novo incidente.

É nessa estratégia que os sem-terra tem apostado, mesmo sabendo que pessoas inocentes morrerão.

A diretriz é provocar o incidente, leva-lo ao extremo das consequencias para, se possível, conseguir mortos e feridos que possam ser transformados em mártires da causa. Por isso também é fundamental e conveniente que as ações sejam filmadas, seja por repórteses, seja por pessoal ligado aos movimentos.

Com a crescente ousadia dos sem-terra e a omissão ou negligência do Poder Público, um novo “massacre” é mera questão de tempo. É certo e está anunciado.

Outro fato que deveria preocupar não só autoridades mas a própria sociedade que vê os sem-terra como vítimas ou “movimento social” é a crescente aproximação tanto ideológica como estratégica de movimentos sem-terra com as FARCs.

A lei de Segurança Nacional está em pleno vigor e deveria ser aplicada com rigor.

Quando nos dermos conta, teremos a guerrilha instalada em todo território nacional tentando derrubar o regime democrático e a República para instalar uma ditadura de esquerda.

O processo está em curso, tem o apoio desse governo e só não o percebe quem não quer.


OFCA


Comento: Apesar que comentar MST é redundância, pleonasmo, vicio de linguagem, sei lá.

Simplesmente deixou bem claro ser um grupo terrorista (só falta esse status jurídico) sem nenhum diálogo à fazer. Só protestar contra tudo, enquanto houver algo.

É uma FARC, que ao invés de se alimentar com narcotráfico, se alimenta de dinheiro público.
Pena o Promotor Gaúcho Thums ter desistido.
E vc com as pressões que ele sofreu, não desistiria?

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