sábado, 18 de abril de 2009

Obama anuncia rigoroso programa de cortes nos EUA


WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou hoje um rigoroso programa de austeridade fiscal para ajudar a recuperar a economia do país. Obama disse que irá pedir a altos funcionários de todos os níveis do governo que façam cortes em seus orçamentos como modo de controlar os gastos. Não foi informado quanto o governo americano pretende economizar com o programa.



Obama, que participa neste final de semana da Cúpula das Américas II, na ilha caribenha Trinidad e Tobago, disse que o pedido de cortes será feito aos funcionários do alto escalão durante reunião em seu gabinete, na segunda-feira. "Nas próximas semanas anunciarei a eliminação de dezenas de programas do governo que já se mostraram ineficazes", afirmou. "Nesse esforço, não haverá vacas sagradas nem projetos que não sejam imprescindíveis. Por todo o país, as famílias estão tendo que fazer escolhas difíceis e é hora de o governo fazer o mesmo", acrescentou. Segundo o presidente, essa será a forma de o governo conseguir controlar o déficit e avançar da recuperação à prosperidade.



Obama lembrou que há pouco mais de oito anos os EUA projetavam um superávit orçamentário de trilhões de dólares e o país parecia se encaminhar para a estabilidade fiscal. No entanto, agora, após sua posse em janeiro passado, percebeu que o déficit fiscal somente para este ano iria além de US$ 1,3 trilhão. A isso se somou o fato de que para encorajar a recuperação teve que gerar mais despesas, entre elas o programa de estímulo econômico de US$ 785 bilhões.



"Não podemos nos dar ao luxo de perpetuar um sistema em Washington no qual os políticos e os burocratas tomam decisões a portas fechadas sem se responsabilizar pelas consequências e no qual se desperdiçam bilhões em programas que deixaram de ser úteis", afirmou o presidente. Obama disse ser necessário "recuperar a confiança do povo em seu governo, que está de seu lado e que gasta o dinheiro de maneira sensata." As informações são da Associated Press.


Estadão online

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