terça-feira, 19 de maio de 2009

Congresso da Colômbia aprova referendo para reeleição de Uribe



REUTERS


BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, ficou mais perto nesta terça-feira de poder concorrer a um terceiro mandato no próximo ano, depois que o Senado aprovou em último debate um projeto de referendo constitucional para permitir sua segunda reeleição imediata.

O popular presidente, considerado por um amplo setor como insubstituível por sua ofensiva militar contra a guerrilha esquerdista e o narcotráfico, foi eleito em 2002 e novamente em 2006 depois de uma mudança na Constituição para permitir sua reeleição.

O referendo aprovado pelo plenário do Senado com 62 votos no último de quatro debates irá a uma comissão de conciliação na Câmara de Representantes e depois deverá ser enviado à Corte Constitucional para que seja avalizado ou reprovado.

Se o tribunal autorizar, o presidente deve sancionar a respectiva lei e convocar um referendo.

Cerca de 7,5 milhões de pessoas, ou 25 por cento do total de eleitores habilitados, deverão comparecer às urnas para votar.

A iniciativa foi aprovada apesar da oposição do Partido Liberal e do Polo Democrático Alternativo, que classificam o referendo como um caminho a uma ditadura e à concentração de poder em Uribe ao eliminar os sistemas de controle e contra-peso ao governo.

O projeto de referendo, apoiado por mais de 4 milhões de assinaturas, avançou apesar de nos debates anteriores, na Câmara, ter sido aprovado somente a partir de 2014, por um erro de redação.

Uribe conta com o favoritismo de empresários e de Wall Street por suas políticas de livre mercado, mas não disse com clareza se está interessado em buscar sua segunda reeleição.


O presidente sustenta sua alta popularidade em uma política de segurança que obrigou a guerrilha a se refugiar em zonas montanhosas e de selva, enquanto conseguiu reduzir os assassinatos, massacres, sequestros e ataques dos grupos armados ilegais que intervêm em um conflito interno de mais de quatro décadas.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)
Estadão

Comento: Se o resto do Foro(Moralles, Chavez, Correa) Já rasgaram a constituição para fins não convencionais.
Uribe fez o mesmo, condenável na democracia, mas aceitável quando seu oponente são Terroristas ligados a outros governos.

Um comentário:

Laguardia disse...

Estamos caminhando a passos largos para o fim da democracia na América Latina.

Nem no regime militar tivemos no Brasil esta história de reeleição. Os presidentes da república eram eleitos por deputados eleitos pelo povo, entre eles deputados da oposição como Tancredo Neves e Ulisses Guimarães, este último chegou a ser candidato com direito a expor suas idéias contra o regime militar para o povo.

A eleição de governadores de oposição como a de Israel Pinheiro em Minas Gerais deram origem ao AI-5, mas os governadores eleitos pela oposição cumpriram até o fim os seus mandatos.

Da forma que as coisas vão no Brasil teremos uma ditadura bem mais dura do que o regime militar.