terça-feira, 12 de maio de 2009

Hugo Chávez lança 'celular bolivariano' de US$ 14


CARACAS - O primeiro "celular bolivariano" chegou ao mercado venezuelano. O anúncio foi feito pelo presidente Hugo Chávez, no domingo à noite, durante seu programa de TV semanal Alô, Presidente. "Esse é o celular mais barato do mundo", afirmou Chávez, em seu tradicional tom populista, ao revelar o preço do aparelho: 30 bolívares (ou US$ 14). No ar, Chávez fez sua primeira ligação com o novo celular para sua mãe, Elena, para cumprimentá-la pelo Dia das Mães: "Parabéns, Elena! Já chegou o Vergatário que lhe enviei? Essa é a primeira ligação que eu faço com o meu."

Com tecnologia e componentes chineses, o celular será o primeiro montado na Venezuela. O nome, "Vergatário", significa, no país, algo como "grandioso", "monumental". Ele tem câmera fotográfica, conexão de internet, reprodutor de MP3, alarme, cronômetro e outros dispositivos multimídia.

"Primeiro abasteceremos o mercado nacional para limitar as importações e logo começaremos a exportar", disse o presidente. "Esse telefone será campeão de vendas não só na Venezuela, mas em todo o mundo. Quem não tiver um Vergatário será um zero à esquerda."

Segundo o presidente venezuelano, uma versão especial do aparelho, que não permite que ele seja rastreado, foi desenvolvida para funcionários de alto escalão do governo. Ele disse ia aproveitar que os satélites americanos não poderiam gravar sua conversa para telefonar para o líder cubano Fidel Castro. A nova fábrica de celulares foi construída na cidade de Punto Fijo, 528 quilômetros a oeste de Caracas. De acordo com o presidente, 85% do capital pertence à Venezuela e os outros 15% à empresa chinesa ZTE.

Em outubro, outra fábrica de celulares deve entrar em funcionamento na Venezuela. Dessa vez, porém, a parceria será com outra companhia chinesa: a Huawei. Segundo Jacqueline Farías, presidente da estatal Movilnet, cerca de 5 mil "telefones bolivarianos" foram colocados à venda no sábado. O modelo sumiu das prateleiras das lojas antes do fim do dia. Os governos de China e Venezuela criaram um fundo de US$ 12 bilhões para projetos conjuntos.


Estadão

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