sábado, 30 de maio de 2009

O Paclanque do RJ


Lula realizou um par de pa©mícios no Rio. Um em Manguinhos. Outro no Complexo do Alemão. Fez campanha em ambos.

Coisa bem feita, de modo a contornar eventuais punições por propaganda eleitoral fora de época.

Num dos pa©lanques, o de Manguinhos, Lula enveredou pela picada eleitoral devagarinho. Primeiro, soou genérico:

“Esse país pode ser diferente. Se a gente aprender a não eleger mais vigarista. Eleger pessoas que tenham compromisso com o povo [...]”.

Depois, foi ao específico. Insinuou que estava proibido de falar em “campanha política”.

Pronunciou uma frase que teve o efeito de senha: “Vocês é que se meteram a gritar um nome aí”.

E a platéia, em uníssono: “Dilma, Dilma, Dilma, Dilma...” Lula emendou: “Espero que a profecia [sic] que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta”.

Antes, na chegada de Lula, o coro da claque flertara com a re-reeleição: "Lula de novo" e "fica, fica".

Noutro pa©lanque, o do Alemão, Lula repisou o lero-lero: não posso falar de política. E pôs-se a falar de política.

"Todo mundo sabe que vamos ganhar a eleição em 2010. Todo mundo sabe que quando chegar a hora certa vamos para a disputa".

Disse que se diferencia dos demais porque governa não é um “político Xuxa”.

"Na época de eleição, pobre vale ouro. Os políticos vêm aqui, falam bem do povo e mal dos banqueiros. É o político Xuxa: antes da eleição é beijinho, beijinho; depois é tchau, tchau".

Para encerrar, entregou uma rosa a Dilma Rousseff, que trazia a tiracolo. Nada de política, como se vê. Nem sinal de campanha.



Escrito por Josias de Souza


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