domingo, 10 de maio de 2009

Oposição recolhe assinaturas para CPI contra Yeda

A bancada que faz oposição à governadora Yeda Crisius (PSDB) na Assembléia Legislaiva gaúcha articula a abertura de uma CPI.

O movimento é capitaneado pelo PT. E conta com a adesão de deputados estaduais do PDT, PSB, PCdoB e dissidentes do bloco governista.

O deputado Raul Pont, vice-líder do PT na Assembléia, disse ao blog que o grupo espera fechar nos próximos dias a coleta de assinaturas.

Para que uma CPI seja aberta no legislativo estadual eixige o apoio de pelo menos 19 deputados estaduais.

Juntos, PT e PDT reúnem 15 parlamentares. PCdoB e PSB dispõem de três. Supondo-se que todos assinem a CPI, chega-se a 18. Falta um.

Segundo Raul Pont, dois deputados estaduais do DEM já manifestaram o desejo de apor o jamegão no pedido de investigação.

Confirmando-se a adesão dos 'demos', chega-se a 20. Sobra um.

Pont declara que também deputados do PTB e do PMDB, aliados da gestão Yeda, mostram-se dispostos a assinar –“um ou dois de cada bancada”.

Nessa hipótese, a CPI seria aberta com folga. “A rigor, já temos número necessário para iniciar a CPI”, disse Raul Pont.

“Estamos sendo cautelosos porque não queremos que essa comissão tenha o caráter de uma CPI do PT ou da oposição. Será uma CPI da Assembléia”.

A proposta de abertura de uma investigação no âmbito do legislatico estadual ganhou força com o noticiário deste final de semana.

Reportagem produzida por repórter Igor Paulin trouxe à tona o conteúdo de gravações que apontam para a existência de caixa dois na campanha da tucana Yeda Crusius.

O PSOL gaúcho, capitaneado pela deputada federal Luciana Genro, já havia denunciado a existência dessas gravações. Mas o conteúdo era desconhecido.

Neste sábado, Yeda Crusius veio à boca do palco para se defender. "É mais um capítulo da mesma novela", disse ela.

Yeda afirmou que não cuidou da coleta de fundos de sua campanha. Apenas orientou para que tudo fosse feito de forma legal.

Conforme a notícia de Igor Paulin, veiculada por “Veja”, ao menos R$ 400 mil do suposto caixa dois teria sido entregue a Carlos Crusius, marido de Yeda.

Eis o que diz a governadora: “Não tomei conta de cada abertura de porta, cada conversa e cada reunião. Estava tudo aberto, podiam filmar...”

“...Carlos Crusius recebeu a todos, ouviu a todos. Ele jamais foi arrecadador de campanha”.

Yeda também rebateu a acusação de que o dinheiro, supostamente doado por duas empresas fumageiras, tenha sido usado por ela na compra de uma mansão.

Lembrou que a regularidade da operação imobiliária foi atestada pelo Ministério Público:

“Essa [suspeita] seria a requentação da requentação da requentação. O Ministério Público, numa modelar investigação, provou a idoneidade da compra da casa...”

“...O Ministério Público tem a prova. Por que isso não repercute em meio à repercussão de uma denúncia sem prova?”

As gravações cujo conteúdo começa a vir à tona reproduzem diálogos do empresário e lobista Lair Ferst com Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda, morto em fevereiro.

Eles “são amigos de décadas”, disse Yeda. “Como uma pessoa [Lair] grava um amigo [Marcelo] quando precisa pegar uma defesa em relação à Operação Rodin [desvios de verbas no Detran gaúcho]?...”

“...A desqualificação dessas pessoas eu faço questão de fazer.”

O repórter Igor Paulin ouviu Magda Koenigkan, que confirmou o teor das gravações e deu detalhes sobre os subterrâneos da campanha de Yeda.

Magda foi companheira de Marcelo Cavalcante até 17 de fevereiro. Nesse dia, o corpo do ex-assessor da governadora foi encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília. A polícia suspeita de suicídio.

Yeda desqualifica o depoimento de Magda: “Não considero as declarações dessa moça..."

"...É uma versão que ela está criando para se livrar da hipótese de suicídio induzido, o que é muito grave...”

“...Ela disse ter ouvido de uma pessoa que não pode mais falar. Marcelo está morto.”

A tentativa de abertura de uma CPI ocorre em meio à temporada de pré-campanha para a sucessão de Yeda, em 2010.

Na Assembléia, a oposição espera contar com a ajuda de deputados do DEM. É o partido do vice de Yeda, Paulo Feijó. Está brigado com a governadora.

Escrito por Josias de Souza


Vindo dos histéricos, não menos inescrupulosos PSOLtralhas, como a corrupta do carro fantasma Luciana Genro, e daqui uns dias até Protógenes Queiróz...

Mais lixo. Pobre Yeda. Pobre Rio Grande.

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