sexta-feira, 19 de junho de 2009

Alunos contra a greve realizam flash mob nesta sexta

SÃO PAULO - Após 46 dias de paralisação dos funcionários e do confronto com a Polícia Militar no câmpus da USP, um movimento de alunos contrários à greve planeja realizar uma manifestação ao meio-dia desta sexta-feira, 18, dentro da cidade universitária, na Praça do Relógio.

"Queremos mostrar o que pensam os alunos da USP de verdade, não o que está na mídia. Nós não estamos sendo representados", diz Kiko Morente, aluno do 4º ano da Escola de Comunicações e Artes (ECA). O convite para o protesto diz: "Você está em greve? Nem eu. Então é greve da greve." A ideia, explica Morente, é fazer um flash mob - um protesto rápido, de alguns minutos, combinado pela internet. Alunos grevistas prometem impedir o ato.

Em seguida, o grupo pretende ocupar a sede do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que iniciou a greve, e fazer um piquenique. "É uma referência ao fechamento dos bandejões, com o que não concordamos", conta Antonio Rodrigues Neto, de 25 anos, que se formou no ano passado na ECA e também organiza o ato. Segundo ele, o protesto vai durar no máximo uma hora, "para ter mais impacto".

Devido à ameaça de ocupação, o Sintusp transferiu sua assembleia desta sexta-feira para o estacionamento do sindicato. Os funcionários deverão discutir a proposta da reitora Sueli Vilela, que sugeriu a retirada da PM do câmpus em troca do fim dos piquetes forçados.

O Sintusp afirma que dois carros com estudantes e um professor da Poli arrancaram as faixas das unidades em greve no último domingo, 14, e colaram cartazes contra os funcionários no sindicato. Segundo a entidade, um deles continha a foto do governador José Serra com uma metralhadora na mão, seguido da inscrição "Atire no Brandão!"

(colaboraram Renata Cafardo e Elida Oliveira)

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