segunda-feira, 8 de junho de 2009

Conservadores arrasam em eleições europeias


Projeções indicam que agremiações ligadas ao Partido Popular Europeu devem obter a maioria das 736 cadeiras do Parlamento do bloco


Forças de direita e centro-direita confirmaram o favoritismo e devem sair vitoriosos nas eleições ao Parlamento Europeu, encerradas ontem. Nos cinco maiores colégios eleitorais - Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Espanha -, grupos ligados ao Partido Popular Europeu (PPE) devem obter a maioria das 736 cadeiras no Legislativo, ampliando a vantagem sobre o Partido Socialista Europeu (PSE). Realizadas em meio à crise e sob um clima crescente de ceticismo em relação à classe política, a eleição teve abstenção recorde: 56,99%.

Segundo as primeiras estimativas publicadas pelo Parlamento Europeu às 23h30 (18h30 em Brasília), o PPE deve obter entre 263 e 273 cadeiras. Segunda força no Legislativo, o PSE preencherá entre 155 e 165 vagas, superando a Aliança de Democratas e Liberais (Alde), que deve eleger entre 78 e 84 deputados. Os verdes se consolidam como a quarta força, se forem confirmados os prognósticos que lhes conferem entre 52 e 56 eleitos.

O crescimento do PPE se deve ao bom desempenho dos conservadores. Na Alemanha, a União Cristã-Democrata (CDU), liderada pela chanceler Angela Merkel, deve vencer as eleições com 38%. Na França, a União por um Movimento Popular (UMP), de Nicolas Sarkozy, também vem obtendo ampla vitória, com 28%. Outro vencedor foi o premiê italiano, Silvio Berlusconi. Os prognósticos apontam que sua coalizão, a Força Itália, deve vencer com de 39% a 43% dos votos. Na Espanha, a direita também virou o jogo e o Partido Progressista, de oposição ao premiê José Luiz Rodríguez Zapatero, deve vencer com 42% dos votos.

Os conservadores também já haviam obtido a maioria na Grã-Bretanha (mais informações nesta página). No Leste Europeu, partidos conservadores e liberais de direita levam a melhor na Polônia, Bulgária e Eslovênia. Como também era previsto pelas sondagens, a extrema direita avança como força política. Na Holanda, o Partido para a Liberdade (PVV) deve obter 16,4% dos votos. Os radicais também avançam na Áustria, na Finlândia e na Hungria.

A disputa segue parelha na Romênia e em Portugal. De acordo com os prognósticos e com as primeiras apurações, a esquerda deve vencer em países periféricos, como a Grécia, a Suécia, a Dinamarca e Malta.

A larga maioria obtida pelos conservadores, que no Legislativo europeu se reúnem no PPE, também deve garantir um novo mandato para o atual presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso.


RESULTADOS PARCIAIS

Alemanha - União Cristã-Democrata, da chanceler Angela Merkel, deve obter 38% dos votos na eleição para o Parlamento Europeu, segundo estimativas

França - O partido do presidente Nicolas Sarkozy, União por um Movimento Popular (UMP), vem liderando votação com 28%

Itália - Coalizão Força Itália, do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, deve vencer com 39% a 43% dos votos

Espanha - Partido Progressista, de oposição ao premiê José Luiz Rodríguez Zapatero, deve obter 42% dos votos

Grã-Bretanha - Conservadores devem impor derrota ao pressionado trabalhista Gordon Brown

Estadão

Comento: até que enfim, alguma resposta a essa "esquerdização" do mundo.
Como tudo que ocorre na Europa leva pelo menos 20 anos para chegar aqui...
Então muita paciencia com os cupins petralhas e com os oportunistas tucanalhas!

Um comentário:

Anita Lucchesi disse...

Por isso, não devemos depender da boa vontade dos partidos políticos e construir nossas respostas pela iniciativa individual.