terça-feira, 23 de junho de 2009

Coreia do Norte alerta Japão para exercícios militares no mar

SEUL - A Coreia do Norte alertou o Japão de que proibirá a navegação em uma zona do Mar do Leste (Mar do Japão) perto de sua encosta por 16 dias porque tem a previsão de realizar exercícios militares na região, informou nesta terça-feira, 23, a agência sul-coreana de notícias Yonhap.


Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Won Tae-jae, a Coreia do Norte informou à Guarda Costeira do Japão sobre a proibição de navegar entre 25 de junho e 10 de julho ao redor das encosta da cidade de Wonsan, localizada ao sudeste da Coreia do Norte e a cerca de 100 quilômetros ao norte da fronteira intercoreana.

O país comunista também havia notificado a existência de uma área de perigo no Mar do Japão até 30 de junho, o que foi interpretado como uma preparação para testes nucleares na região.

A Coreia do Norte já realizou o lançamento de vários mísseis de curto alcance nestas mesmas águas depois do último teste nuclear subterrâneo, ocorrido em 25 de maio.

Neste último aviso, os norte-coreanos indicaram pela primeira vez as razões pelas quais impõem restrições de navegação, informações que sempre mantiveram em sigilo, segundo a Yonhap.

As autoridade sul-coreanas disseram que a Coreia do Norte poderia preparar o lançamento de mísseis de médio alcance das suas bases instaladas ao sul da cidade de Wonsan.

O aviso norte-coreano ocorre justamente quando a península vive uma tensão crescente cuja raiz foram os testes nucleares realizados pelos comunistas no último mês. O Conselho de Segurança da ONU respondeu impondo sanções mais sérias contra o governo de Kim Jong-il.

Táticas de Guerrilha

O general Walter Sharp, comandante-em-chefe do Exército americano na Coreia do Sul, disse também nesta terça-feira à Yonhap que Pyongyang está melhorando suas habilidades em conflito de guerrilhas mediante o desenvolvimento de táticas não convencionais e com a melhora de explosivos de estrada.

Ainda segundo a agência sul-coreana, Sharp alertou que os norte-coreanos poderia usar novos artefatos explosivos similares aos utilizados no Iraque e Afeganistão, por isso pediu às forças de EUA e Coreia do Sul que treinem para combater estas táticas.

"Acredito que vamos ter de enfrentar artefatos explosivos improvisados e forças insurgentes que se somarão a ataques convencionais em grande escala", assegurou o comandante, em discurso para um grupo de militares sul-coreanos.

O general americano ressaltou a necessidade de contar com um "treinamento realista" para conter as ameaças da Coreia do Norte, que conta com um Exército de um milhão de efetivos.


Estadão

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