sábado, 6 de junho de 2009

Nunca é demais render homenagem à um Gênio da Ciência!


1809 - Nasce no dia 12 de fevereiro, em Shrewsbury, Shropshire, na Inglaterra, filho de Robert Waring Darwin e Susan Wedgwood.
1817 - Morre a mãe. Darwin entra na escola de Shrewsbury. Começa a fazer coleção de minerais e insetos.
1818 - Selborne de White, apaixonando-se pela ornitologia. Ingressa como interno na escola de Mr. Butler.
1825 - Diploma-se como estudante medíocre.
1826 - Renuncia a medicina após assistir a duas intervenções cirúrgicas. Colabora com colegas no estudo da zoologia marinha. Descobre que a flustra procria através de larvas. Frequenta a Real Sociedade de Edimburgo e outras sociedades científicas.
1828 - O pai o matricula no Christ's College de Cambridge, aconselhando-lhe a carreira eclesiástica. Torna-se amigo de John Stevens Henslow, naturalista. Prefere estudar história natural, largando a teologia.
1831 - É convidado, através de Henslow, para ocupar o cargo de naturalista oficial do Almirantado britânico a bordo do Beagle, um navio pronto a zarpar para uma missão geográfica ao redor do mundo. Aceita o convite e parte da Inglaterra no dia 27 de dezembro.
1832 - Dia 6 de janeiro visista as Canárias. Dia 20 de fevereiro a ilha Fernando de Noronha. Dia 29 de fevereiro chega a Salvador, na Bahia. Dia 4 de abril visita o Rio de Janeiro e uma fazenda do interior. Permanece no Brasil até o dia 5 de julho. Visita, a seguir, o Uruguai, a Argentina e a Terra do Fogo.
1833 a 1836 - Explora e observa a fauna, a flora e a geologia de diversos países: Argentina, Patagônia, Terra do Fogo, arquipélogo Chonos, ilha Chiloé, Chile, planaltos dos Andes, ilhas Galápagos, Taiti, Austrália, Nova Zelândia, ilhas Cocos, África do Sul, ilha Ascension.
1837 - No dia 7 de março muda-se para Londres, trabalhando na redação de seu Diário de Viagem. Trabalha em várias obras.
1839 - No dia 29 de janeiro casa-se com Ema Wedgwood. É editado o Diário de Viagem. Nasce seu primeiro filho, William.
1842 - Publica a Estrutura e Distribuição dos Recifes de Coral. Esboça a Teoria da Evolução das Espécies. Aos 14 de setembro muda-se para Downe.
1844 - Escreve Ilhas vulcânicas visitadas durante a viagem do Beagle.
1846 - Publica Observações geológicas sobre a América do Sul.
1849 - Morre, em Shrewsbury, o pai. Darwin não vai ao enterro porque está doente.
1851 - Morre, aos dez anos de idade, sua filha predileta, Annie.
1853 - Recebe a medalha da Sociedade Real.
1858 - Publica, em conjunto com Walace, um trabalho sobre a Teoria da Evolução das Espécies.
1859 - Publica a Origem das Espécies, sendo imediatamente atacado pelos ambientes científicos da época.
1860 - Escreve Variações dos animais e plantas sob a domesticação. Recebe a medalha Copley, a máxima honraria científica da Inglaterra.
1862 - Publica a Fertilização das orquídeas.
1871 - Escreve a Origem do homem.
1872 - Publica A expressão das emoções no homem e nos animais.
1875 - Publica Movimento e hábitos das trepadeiras e plantas insetívoras
1876 - Escreve Efeitos do cruzamento e autofertilização.
1877 - Publica Diferentes formas de flores nas plantas da mesma espécie. Recebe o título de L.D. da Universidade de Cambridge.
1878 - É eleito membro correspondente do Instituto Francês e da Academia de Ciências de Berlin.
1879 - Recebe o Prêmio Bressa da Real Academia de Turim.
1880 - Escreve Força do movimento das plantas.
1881 - Escreve A formação do húmus por meio da ação dos vermes, com observações sobre seus hábitos.
1882 - Morre no dia 19 de abril, sendo sepultado na Abadia de Westminster no dia 26 do mesmo mês, entre os túmulos de Newton e Herschel.

Fonte: GAROZZO, F. 1974. Charles Darwin.Editora Três, São Paulo, 152 p.

"É inaceitável dar criacionismo em aula de biologia. Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência."

É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino. "Antes, usávamos o material que havia disponível no mercado", explica um dos diretores da escola, Francisco Solano Portela Neto.
O criacionismo é ensinado como ciência da pré-escola à 4ª série.

Não há problema em que o criacionismo seja dado nas aulas de religião, mas ensiná-lo em aulas de ciências é deseducador. Criacionismo é a explicação bíblica para a origem da vida. Diz que Deus criou tudo: o homem, a mulher, os animais, as plantas, há 6 000 anos. Quem estuda religião precisa saber disso. É uma fábula encantadora, mas não é ciência. É inaceitável que o criacionismo seja ensinado em biologia para explicar a origem das espécies. Em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural. É a melhor (e por acaso a mais bela) explicação que a ciência encontrou sobre a aventura humana na Terra.

Quem contrabandeia o criacionismo para as aulas de biologia diz que, em respeito à "liberdade de pensamento", está "mostrando os dois lados" aos alunos. Afinal, são escolas religiosas, confessionais, e os pais podem ter escolhido matricular seus filhos ali exatamente porque o criacionismo é visto como ciência. Pode ser, errar é livre, mas que embrutece não há dúvida. Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência. É desnecessário. Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da "liberdade de pensamento", que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida...

Há pouco, na Inglaterra, um reverendo anglicano defendeu o estudo do criacionismo na educação básica. Era diretor de educação da Royal Society. Queria colocar Deus no laboratório da escola. Cortaram-lhe o pescoço. A Suprema Corte americana já examinou o assunto. Mandou o criacionismo de volta às aulas de religião. No Brasil, terra do paradoxo, o atraso avança.

Darwin foi um gênio. Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna. Só um cérebro poderosamente equipado, conjugado com muito estudo, pode ir tão longe. Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador.


André Petry

2 comentários:

Marcus Viana disse...

Racionalmente pensando sobre a entropia, a primeira e segunda leis da termodinamica, a complexidade de uma simples célula, a duas mil variaveis que devem existir para que ocorra vida biológica na terra, não me parece nada científico pensar que tudo foi obra do acaso evolutivo, me parece que é necessário muito mais fé para acreditar na evolução do que na criação.

Marcus Viana disse...

A conclusão pode ter implicações religiosas, mas ela não depende de presuposições religiosas
Dr Michel Denton