domingo, 7 de junho de 2009

Revolução Francesa transformou a Europa em 1789



"Liberdade, igualdade, fraternidade": a partir da França esse slogan revolucionário inspirou a Europa do final do século 18. E transformou irreversivelmente a história do continente.

Enormes dificuldades monetárias atormentavam o rei da França Luís 16 (1754-1793). Por um lado, a culpa era de seu estilo de vida ostentatório no Castelo de Versalhes. Outra causa, porém, fora a participação militar do país na guerra de independência dos Estados Unidos, entre 1775 e 1783.

Por isso, em 5 de maio de 1789, ele convocou até Paris as três principais classes da sociedade francesa – o clero, a nobreza e os camponeses –, com o fim de obter sua anuência para uma elevação das taxas e impostos.

Mas o rei não contara com a resistência dos delegados, que transformaram essa conferência numa "Assembleia Nacional Constituinte", a qual visava dar termo às vicissitudes econômicas que cada vez mais assolavam o país.


Proclamação dos direitos humanos


O rei tentou ainda demover os delegados de sua intenção, porém sem êxito, pois logo ficou claro que os cidadãos de Paris apoiavam a revolução que despontava. Esta era a esperança de uma melhoria de suas condições de vida, cuja discrepância em relação ao luxo da corte em Versalhes vinha, há décadas, se tornando cada vez mais crassa.

Dentro de alguns dias ficou claro não se tratar da insurreição de alguns delegados, mas sim de uma rebelião popular. Rapidamente a Assembleia Nacional aboliu, um após o outro, os privilégios da nobreza, reduziu as taxas eclesiásticas, confiscou os bens da Igreja. Em 26 de agosto de 1789, proclamou, por fim a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Pela primeira vez, todos os cidadãos do país eram considerados iguais. Esses direitos ficaram selados na nova Constituição francesa de 3 de setembro 1791.


Hino sanguinário


As casas dos reis e príncipes europeus observavam com horror os acontecimentos revolucionários na França. Os monarcas temiam que a Revolução pudesse levar as agitações também a seus países. Quando o duque de Braunschweig, Karl Wilhelm Ferdinand (1735-1806), anunciou a intenção de reduzir Paris a cinzas, os cidadãos revoltosos invadiram o palácio real das Tulherias, em 10 de agosto de 1792.

Entre os participantes estava um grupo de operários de Marselha. No caminho até Paris, eles entoavam uma canção bastante sanguinária, que os parisienses apelidaram A Marselhesa, declarando-a hino da Revolução. Numa versão um tanto menos brutal, ela é, hoje, o Hino Nacional da França.

Esgotado o primeiro impulso revolucionário, a nova ordem francesa também precisava se defender contra os inimigos internos. Em nome da liberdade e da razão, os carrascos mandavam construir cadafalsos para a execução de milhares de supostos antirrevolucionários.

Talvez a ameaça dos carrascos nas próprias alas fosse o pior perigo, pois logo a Revolução começou a se voltar também contra seus iniciadores. No início de 1793 começou o Regime do Terror. Diante da Assembleia Nacional, Jean Paul Marat (1743-1793) "justificou" assim a restrição das liberdades civis:

"A liberdade deve se fundamentar na violência [...] a fim de exterminar o despotismo dos reis."


Devorando os próprios pais


Quando, três meses mais tarde, Marat foi assassinado pela pró-realista Charlotte Corday (1768-1793), a Revolução ganhava seu primeiro mártir. E a guilhotina – invenção de Joseph Ignace Guillotin (1738-1814) – ganhou a oportunidade de cumprir, em massa, sua função assassina.

O mentor e líder do Terror foi Maximilien Robespierre (1758-1794). Em meados de 1794, com a promulgação da "Lei do Terror", começou a pior fase do regime. Diariamente entre 50 e 100 pessoas perdiam a vida em nome da Revolução, ao mesmo tempo em que crescia o descontentamento contra a nova tirania.

Em 27 de julho, Robespierre sentiu na própria pele a loucura reinante. Por uma resolução da Assembleia Nacional, ele e seus seguidores foram presos e, no dia seguinte, guilhotinados, diante de numeroso público.

A festividade popular que se seguiu sinalizava o fim do Regime de Terror. Os militantes de Paris fizeram com que a Revolução Francesa não sucumbisse nem à oposição dos poderosos europeus, nem às próprias imperfeições. E marcaram, assim, a trajetória da Europa de forma decisiva.


Autor: Matthias von Hellfeld
Revisão: Simone Lopes

Fonte

4 comentários:

A Língua! disse...

Faltou denunciar que isso foi trabalho da mãe de todas as revoluções (anarquias, destruição satânica da ordem natural das coisas), a maçonaria.

Enquanto o povo não souber que a mãe das guerras é essa máfia do baphomet, a população não reagirá.

A maçonaria merece ser exterminada com o mesmo veneno que criou: a guilhotina.

José de Araujo Madeiro disse...

Stênio,

Achamos muito interessante esse comentário do Lingua, que propõe o extermínio da maçonaria pela guilhotina.

Ora, o Robespierre era um maçon e foi guilhotinado. Marat era maçon e foi assassinado numa banheira por uma amante.

O Maçon é um homem como outro qualquer e tem participação ativa em todos momentos da história humana.

Os ventos da liberdade sopram dentro dos templos maçônicos e ganham as praças públicas e derrubam tiranias e estes fatos levados efeitos pelos maçons se perdem através dos séculos, desde dos primórdios da civilização humana.

Por isto, não adianta ter mágoas da maçonaria, para entendê-la é necessário que seja um iniciado e vendo a sua importância no contexto da história humana, se torná-la no seio dela, um dos benfeitores da humanidade.

Para o Língua, um fraternal abraço. Que ele leia bem a história e jamais deseje procure praticar uma ofensa a um semelhante, no particular de um maçon que nunca lhe fez qualquer mal.

Att. Madeiro

Stenio Guilherme Vernasque da Silva disse...

assino embaixo amigo Madeiro.
Em outros tópicos, a "Lingua" mostra uma "Maçonofobia" impressionante.
Eu particularmente acho que hj em dia não tem mais tanta influência assim.

Fernando disse...

A maçonaria é um balaio de gatos. Tem os maçons decente, mas também tem os maçons satânicos, inclusive que incentivaram a rev. francesa, a rev. russa entre outras. Hoje, eles adquiram tal poder, através do poder econômico, político que estamos à beira da implantação de um governo mundial, sob a batuta deles.