segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vôo AF 447 da Air France Capítulo 2


O Airbus A330-200 da Air France, que fazia o voo AF 447 do Rio de Janeiro a Paris e desapareceu dos radares neste domingo (31) na costa do Brasil, levava 58 brasileiros, segundo nota da companhia aérea francesa. Inicialmente, no entanto, a empresa no Brasil informou que havia 80 brasileiros a bordo. O avião desapareceu com 228 pessoas, das quais 216 eram passageiros, incluindo um bebê, sete crianças, 82 mulheres e 126 homens.

O número de 80 passageiros brasileiros foi divulgado em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, pelo gerente da Air France no aeroporto Tom Jobim, Antonio Jorge Assunção. Já a assessoria de imprensa da Air France em Paris afirma que 58 pessoas no voo possuíam passaporte brasileiro.

Em nota à imprensa, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) diz ainda que a Polícia Federal concluiu que estavam a bordo "51 passageiros e um tripulante de nacionalidade brasileira". "Entre os brasileiros, havia alguns com dupla nacionalidade", informa.

Segundo a empresa na França, estavam no avião passageiros de 32 nacionalidades diferentes. Entre os brasileiros estavam o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, o chefe de gabinete do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e o presidente da Michelin - multinacional francesa do ramo de pneus - para a América do Sul, Luís Roberto Anastácio.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que as esperanças de encontrar sobreviventes são "muito fracas" e que não se sabe o que aconteceu com o voo. Ele ligou para o presidente Lula para oferecer condolências.

Em San Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o desaparecimento. "Nessas horas não existe outra coisa, a não ser lamentar profundamente e desejar pra família muita força. Porque nessa hora não existe palavra."

A Air France já tem a lista dos passageiros, mas informou que só a divulgará após a checagem das nacionalidades. Alguns deles optaram por não informar telefones no cartão de embarque, o que dificulta o contato com as famílias, segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Buscas continuam

A Aeronáutica comanda as buscas no Oceano Atlântico. Cinco aviões e dois helicópteros da Força Aérea Brasileira participam da ação. A França também enviou uma aeronave.

A França pediu ajuda ao Pentágono para tentar localizar o airbus. Segundo a agência France Presse, o Ministério da Defesa solicitou que o governo norte-americano utilize seus satélites de observação que cobrem a área em que a aeronave desapareceu.

O Ministério da Defesa do Brasil informou que o ministro Nelson Jobim decidiu antecipar seu retorno ao Brasil devido ao desaparecimento. Ele estava em Walvis Bay, na Namíbia, onde encontraria autoridades do país.

Mensagem apontou falha elétrica
O voo AF 447 da Air France decolou do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Às 23h14 (horário de Brasília) uma mensagem automática indicou problemas no circuito elétrico. Segundo o diretor de comunicação da Air France, François Brousse, a aeronave "foi provavelmente atingida por um raio". O último contato feito pelo avião com o controle ocorreu às 22h33.

O piloto do avião Airbus A330-200, matrícula F-GZCP, tem 11 mil horas de voo, 1.700 delas em Airbus A330/A340. Um dos copilotos tem 3.000 horas de voo, 800 em Airbus A330/A440, e o outro tem 6.600 horas -2.600 em Airbus A330/A440. De acordo com a nota divulgada pela companhia, a última manutenção da aeronave no hangar aconteceu no dia 16 de abril deste ano. O aparelho está equipado com motores General Electric CF6-80E.
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SÃO PAULO - Havia 228 passageiros a bordo do voo 447 da Air France, que saiu do Rio de Janeiro no domingo com destino a Paris e está desaparecido desde a madrugada desta segunda-feira, 1. Segundo a companhia aérea, são 61 franceses, 58 brasileiros, 26 alemães, nove italianos e seis suíços. Também estavam no voo passageiros de outros 27 países. Veja a seguir a relação dos nomes já confirmados de quem estava a bordo do Airbus A330.

Adriana Francisco Siujs, jornalista que trabalhava na assessoria da presidência da Petrobras

linkDeise Possamai, fiscal da Prefeitura de Criciúma, em Santa Catarina

linkLuís Cláudio Monlevade, de 48 anos, gerente de Qualidade da empresa Saint-Gobain Canalização

linkAna Carolina Rodrigues, brasileira, 28 anos, pesquisadora da ONG Viva Rio

linkAndrés Suárez Montes, espanhol, 38 anos, engenheiro

linkCristine Pieraerts, francesa, funcionária da Michelin França

linkErich Heine, alemão, presidente da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA)

linkGianbattista Lenzi, italiano, membro da associação italiana de imigrantes Trentini nel Mondo

linkLuigi Zortea,prefeito da pequena cidade de Canal San Bovo, situada na província de Trento

italiano. Ele também é membro da associação italiana de imigrantes Trentini nel Mondo

linkLuiz Roberto Anastácio, brasileiro, 50 anos, presidente da Michelin América do Sul

linkMarcelo Parente, brasileiro, 38 anos, chefe de gabinete do prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes.

linkSua esposa - cujo nome ainda não foi divulgado - também estava no voo

linkPablo Gabriel Dreyfus, brasileiro, 38 anos, pesquisador da ONG Viva Rio

linkPedro Luiz de Orleans e Bragança, brasileiro, 26 anos, quarto na linha sucessória do trono do Brasil

linkRoberto Corrêa Chem, 65 anos, diretor do Banco de Peles e do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Porto Alegre,brasileiro

linkVera Chem, brasileira, 63 anos, psicóloga

linkLetícia Chem, 36 anos, brasileira

linkRino Zandonai, membro da associação italiana de imigrantes Trentini nel Mondo

linkSilvio Barbato, brasileiro, ex-diretor musical da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e da orquestra do Teatro Nacional Claudio Santoro, de Brasília

linkLeonardo Veloso Dardengo, oceanógrafo, 32 anos



Os piores acidentes da década: AQUI

*Com informações da AFP, EFE, AP e Reuters


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