segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vôo AF 447 da Air France Capítulo 6 - Especulações




DO COTURNO NOTURNO:

O Jornal de Notícias de Portugal publica a manchete acima, em seu portal. A imprensa brasileira não se referiu ao tema. A possibilidade de que um raio tenha derrubado o avião é remotíssima. Pelo registro acima, houve tempo para que passageiros fizessem contato, pressentindo a tragédia.

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Uma entrevista publicada no site do jornal francês Le Figaro nesta segunda-feira (1) acrescenta o terrorismo às hipóteses sobre o desaparecimento, enquanto sobrevoava o oceano Atlântico, do Airbus 330 que fazia o voo 447 (Rio de Janeiro-Paris) da Air France.
Segundo um piloto da própria Air France, que concordou em falar ao Figaro mas pediu anonimato, "pode-se muito bem imaginar que uma bomba tenha provocado a despressurização do avião, e que então ele tenha se desfeito em pedaços". Este, no entanto, é somente um dos cenários imaginados pelo profissional, e que envolveria um artefato de pequeno poder explosivo. Outra possibilidade é a de que uma bomba muito maior tivesse destruído o avião de uma só vez.

"Poderia ser [também] uma bomba grande, que tenha explodido todo o avião. Isso explicaria o fato de a aeronave não ter tido tempo de enviar um sinal de alerta", afirmou o piloto ao jornal. O Figaro, de linha editorial conservadora, é um dos dois jornais mais importantes da França (o outro é o Le Monde).

A hipótese de o avião da Air France ter sido vítima de um atentado, segundo esse piloto, é mais plausível do que a de um raio tê-lo atingido e causado o acidente -- algo que foi aventado pelo ministro dos Transportes da França, Jean-Louis Borloo. "Na história da aviação, não se conhece atualmente casos de raios que culminem com a perda de uma aeronave", disse o piloto.

Uma pane elétrica de algum tipo no Airbus é outra hipótese da qual o piloto ouvido pelo Figaro prefere desconfiar. Segundo ele, cada avião conta com cinco fontes de eletricidade, e todas elas teriam de falhar para que seu controle ficasse totalmente comprometido. "Seria preciso que todas elas estivessem com problemas, o que me parece difícil", apontou.

Por fim, o piloto da Air France disse que há indícios claros de que uma forte turbulência atingiu o avião, e que a provável tragédia do voo AF 447 aconteceu depois dela. Mas concluiu: "Na verdade, o que é quase certo é que não se saberá jamais o que realmente se passou. O avião estava sobrevoando o Atlântico e seus destroços podem estar espalhados por 10 km no mar."


UOL


O vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica, Jorge Amaral, afirmou no início da noite desta segunda-feira (1º) que os trabalhos de busca da aeronave que desapareceu durante um voo entre o Rio de Janeiro e Paris estão sendo feitos com a hipótese de encontrar sobreviventes.
"Temos que trabalhar com a possibilidade de sobreviventes sempre. Não podemos desistir, medir qualquer esforço de encontrar qualquer pessoa que seja, agarrada a algum pedaço de algo que flutue", disse. "Dependendo do que encontrarmos, podemos lançar boias, botes, ou alguma coisa que possa contribuir. O principal agora é encontrar."

O coronel Amaral também falou sobre a informação de que o comandante de uma aeronave teria avistado destroços na região em que o avião da Air France desapareceu. "Houve a informação de uma aeronave da TAM, ao voar aquela região, viu vários pontos laranjas sobre o mar, o que ele achou muito estranho. Ao chegar ao Brasil, sabendo o que estava acontecendo, ele acha que podem ser pequenos focos de incêndio sobre o mar".

O vice-chefe de comunicação ressaltou, no entanto, que a informação não pôde ser confirmada pela Aeronáutica do Brasil, porque a visualização ocorreu no espaço aéreo de Dakar e não houve confirmação das autoridades daquela localidade. O avião fazia um voo para o Brasil, e os supostos focos de incêndio teriam sido visualizados cerca de 10 minutos antes da entrada no espaço aéreo brasileiro.

No Rio de Janeiro, o presidente em exercício, José Alencar, afirmou ter recebido informações "muito vagas" sobre este relato.


UOL

Um comentário:

Marcos Pontes disse...

Muita especulação, muito disse-me-disse, muito achismo. A possibilidade de um raio derrubar um avião é remota, pelo menos como primeiro fator, mas pode causar pane no sistema elétrico, para isso basta haver uma pequena falha no isolamente; passar imagem por SMS só se os passageiros tivessem aparelhos de conexão por satélite, já que estavam longe de qualquer torre de retransmissão, conforma já divulgado pela Air France e por empresas de telefonia móvel. Além disso, se os passageiros seguiam as regras de manterem seus aparelhos eletrônicos desligados, especialmente os celulares... Quando acontece uima tragédia, todo mundo quer ser especialista em tudo e não espera as investigações técnicas.