quinta-feira, 16 de julho de 2009

Honduras e o Brasil


Quando o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi impedido pelas Forças Armadas de dar um golpe, sendo deposto pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo, o mundo inteiro voltou-se contra o fato de que o antigo mandatário foi retirado da sua cama à noite, sob a mira de fuzis, enviado para outro país vestindo pijamas. Este se tornou o único argumento para que o ocorrido fosse denominado pela imprensa e por todos os países da América como um "golpe de estado". Em cima deste único argumento, já que pelos demais ficou demonstrado que o verdadeiro golpista era o presidente deposto, armou-se uma guerra midiática contra Honduras, uma guerra econômica, um guerra terrorista desenvolvida pelos países vizinhos, com ameaças de invasão e de retaliações armadas, inclusive. Luiz Inácio Lula da Silva e seus assessores foram figuras de proa na condenação veemente ao ocorrido, inclusive cortando ajuda humanitária aquele país.
Nas últimas quarenta e oito horas, Manuel Zelaya vem fazendo ameaças diretas de iniciar uma guerrilha armada em Honduras, com o apoio dos seus partidários e de militantes bolivarianos da Venezuela, Nicarágua e Cuba, infiltrados no país. Hoje a chanceller deposta, na Bolívia, ao lado de Hugo Chávez, voltou a ameaçar diretamente os hondurenhos. Fez um chamamento agressivo e criminoso para um conflito que mergulhará o país em um banho de sangue, sob o silêncio constrangedor dos presidentes "democratas" das Américas.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que é mais grave? Um presidente ser deposto pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo de um país, sendo levado em segurança para o exílio, ou este presidente deposto tentar retornar ao país incitando a população com o auxílio de governantes vizinhos, com isso causando mortes, e pregando abertamente a insurreição e o início de uma guerra civil? Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, posicione-se e saia do silêncio. Qualquer conflito interno em Honduras, fortalecido pelo seu apoio irrestrito ao presidente deposto, que gerar mortes, também será debitado na sua inteira responsabilidade. As suas mãos estão prestes a apoiar um banho de sangue, presidente Lula. E o seu silêncio é uma confissão de culpa.


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