terça-feira, 7 de julho de 2009

Honduras: A esquerda, o medo da "Síndrome do preso político"!


Indaguei ontem: por que a canalha latino-americana grita tanto contra o que chama “golpe” em Honduras, quando resta evidente que Manuel Zelaya é que tentava golpear as instituições. Teme-se o óbvio: o efeito cascata. Como o próprio Lula exclamou: “Imaginem se vira moda!”

Pois é. Imaginem se as forças políticas - em associação com os militares, sim - começam a botar para correr os vagabundos que solapam a democracia para, supostamente, democratizar os países. Pela ordem: Chávez, Rafael Correa, Evo Morales e Daniel Ortega deveriam ter tido o mesmo destino que hoje tem Zelaya. Mais: o chavismo está levando sua “revolução” para o Peru. No Paraguai, Fernando Lugo, companheiro de Ortega em molestamento infantil, ensaia passos ainda tímidos, mas reais, no golpe de inspiração bolivariana.

E, aqui, meus caros, é importante considerar que esses líderes se aproveitam de um momento em que, com efeito, as forças militares do continente, antes fiadoras das chamadas “elites tradicionais”, decidiram, em regra, se profissionalizar. Contentam-se, felizmente, em ser guardiãs da Constituição - o que, na prática, são em todos os países democráticos.

Ora, não é segredo para ninguém que a América Latina foi infelicitada pelas, vá lá, elites historicamente corruptas. Mas será que o melhor método de combatê-las é o chavismo? Quer dizer que as “elites historicamente corruptas” serão substituídas por uma nova elite corrupta, que ainda pretende fazer história, é isso? De certo modo, com outros métodos, o mesmo processo está em curso no Brasil. As oligarquias tradicionais se juntaram aos novos oligarcas, que seqüestraram, pela via eleitoral, o aparelho de estado. Quando Lula chegou ao poder, encontrou instituições sólidas. O PT bem que tentou e tenta enfraquecê-las. Hoje, elas são menos saudáveis do que antes. Mas ainda não há espaço para o golpismo. Por enquanto ao menos. Mas isso fica pra outra hora. Volto ao ponto.

Barack Fidel Che Obama (ver post acima) nada tem a dizer. Seu suposto respeito à democracia, secundado pela diplomacia de Hillary Clinton, não passa, na aparência, de uma concepção cartorial; na essência, é só má consciência e, incrivelmente, rendição aos inimigos dos EUA. Na América Latina, tenta emular com o chavismo, mas adotando-lhe parte do discurso, em vez de confrontá-lo. No Oriente Médio, sua fala está sempre interessada, oh!!!, em amansar os radicais. Ontem, ganhou o noticiário do mundo ao reduzir, em parceria com a Rússia, o arsenal nuclear. A redução é inócua, mas rende dividendos para a sua biografia em favor da paz… A Rússia, diga-se, não tem nenhum problema com sua “área de influência” e deixou isso muito claro na Geórgia. A Rússia não tem Barack Hussein; tem Putin.

Retomo a origem do texto: o problema da reação de Honduras à tentativa de golpe de Zelaya é que, com efeito, há certo potencial para “virar moda”: vai que outros vagabundos queiram adotar a democracia bolivariana, e os militares os ponham para correr, não é mesmo?

Honduras incomoda porque foi o primeiro país a denunciar, com resistência ativa, o método chavista. E o fez sem pedir permissão para Barack Hussein. Até porque Barack Hussein não daria. Ele está ocupado em construir a sua biografia de progressista, inclusivo e amigo da paz. Mais uma ditadurazinha de esquerda não faria diferença. Ao contrário até. Talvez ajudasse a construir sua fama de tolerante.

O problema desse rapaz é que ele pretende ser aceito e adotado pelo inimigo. Só se consegue isso fazendo as suas (do inimigo) vontades. E Barack Hussein faz.



Por Reinaldo Azevedo

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