domingo, 5 de julho de 2009

Honduras: OEA e mais bravatas e blefe...




A sessão da OEA que está julgando a democracia hondurenha: Nicarágua e Canadá já se manifestaram por expulsar Honduras, mas aconselham Zelaya Papaya a não voltar ao país.
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Confirmado às 0:58 com 33 votos, a suspensão de Honduras da OEA. Agora estamos ao vivo.
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Às 01:04, Zelaya Papaya começa a falar na OEA, após leitura da resolução. Lugo e Kirchner são os dois presidentes presentes. Mente vergonhosamente, dizendo que estava fazendo apenas uma consulta inocente, "para tomar o pulso da população".
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O mais ridículo de tudo é que a OEA afirma que, mesmo que o país tenha solicitado o seu desligamento da organização, deve continuar seguindo os seus ditames, especialmente no que se refere aos "direitos humanos". A pergunta que fica é: quando é que exigiram isto de Cuba, a quem querem trazer para dentro da instituição?
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Zelaya afirma que as manifestações populares são resultado de manipulação política, pois o povo está ao seu lado. É cômico. Se o povo está com ele, não estaria às centenas de milhares nas ruas defendendo o novo governo.
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Fala que os militares estão nas ruas fazendo repressão e ferindo as pessoas. Mente deslavadamente. Diz que jornalistas estão presos, outra mentira. Diz que Honduras não sabe o que está acontecendo. "O regime de terror está vigindo em Honduras." O homem é um artista.
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"Eu havia planejado a minha volta ao país para amanhã. Queria voltar e quero voltar." Se dirige aos seus partidários, pedindo apoio.
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Agora o presidente golpista relembra dos golpes de estado que existiam na América Latina e tenta transformar o ato democrático ocorrido em Honduras em "golpe militar". É incrível, parece um jogral. No entanto, encerra seu discurso sem confirmar se volta ou não. Agora fala a Rainha da Gripe Suína, Cristina Kirchner.
Cristina Fernandez Kirchner, presidente da Argentina, diz, na OEA:"li atentamente a constituição hondurenha e não vi em nenhum artigo que permita depor um presidente e mandá-lo para um país vizinho. Portanto, não existe maioria ou minoria, a legalidade foi ferida". É de uma inteligência vacum, a presidente do país vizinho. O presidente deposto pode ter cometido todos os crimes, mas não poderia ter sido contido. Nesta linha, se o presidente tivesse sido preso, em vez de exilado, nada poderia ter sido feito. O que significa que os presidentes, se eleitos, são intocáveis. Ora, senhora Kirchner, isto não é democracia. Isto é ditadura.
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A presidente encerra fazendo uma crítica à imprensa de seu país. "Enquanto apenas a Telesur transmitia o golpe para o mundo, os canais de meu país transmitiam desenhos animados." Como se não soubesse que a Telesur é o braço televisivo do socialismo bolivariano.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Inzulza, relatando sua visita à Honduras, referiu-se à marcha de 3.000 pessoas pró-Zelaya, mas omitiu a marcha de 70.000 pessoas a favor do novo governo. O nome disso não é parcialidade: é covardia.

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, aos gritos, pede para que Zelaya volte, sem medo de violência. E que a OEA o acompanhe. Quer o confronto. Quer o conflito. Quer "enfrentar os golpistas". Enquanto isso, o representante dos Estados Unidos lembra que existem outros dois princípios que devem ser respeitados: a auto-determinação e a não-intervenção, que fazem parte da carta da organização. E que a OEA continua lutando para dar condições para o retorno do presidente deposto, mas também para dar condições à posse do próximo eleito. Encerra dizendo que, em nome dos direitos humanos, se devem manter os programas humanitários e não penalizar a sociedade hondurenha.

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De Marta Colomina, no El Universal, um dos maiores jornais da Venezuela, em editorial deste domingo:

Desde a abrupta saída de Manuel Zelaya da presidência de Honduras circulam na internet numerosos informes de correspondentes estrangeiros, análises de especialistas e editoriais de jornais, contrariando a diplomacia internacional que qualifica o fato como um golpe de estado. Apresentam uma visão crítica das constantes violações constitucionais de Zelaya no seu exercício governamental e tem uma visão favorável do novo governo hondurenho, que definem como democrático por haver restituído o Estado de Direito.

Uma das análises mais difundidas tem sido a da costa-riquense Margarita Montes, cientista política do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade Francizco Marroquin, que sustenta que pela primeira vez depois da “guerra fria”, um exército depõe um presidente democraticamente eleito para restaurar o Estado de Direito e não para rompê-lo, como era usual no passado. A especialista não define o ocorrido como um golpe de estado porque não cumpre com duas características dos velhos motins: a tomada do poder por parte do estamento militar e a quebra do Estado de Direito. Destaca que a ação das Forças Armadas se baseou em uma ordem judicial e “seu propósito foi restabelecer o império da Lei, o qual estava sendo violentado consistentemente pelo próprio presidente do Poder Executivo, ao não reconhecer e acatar as disposições do Poder Judiciário e do Poder Legislativo.”

Contrária às rápidas condenações de governos e organizações como a União Européia, Estados Unidos , ONU, OEA, ALBA, Grupo do Rio (que somente escutaram a Zelaya e não o outro lado), Montes pensa que Honduras sentou um precedente que passará a ser objeto de estudos em universidades e entre diplomatas e políticos de todo o mundo: “ pela primeira vez na América Latina o povo se rebela, sem derramamento de sangue e sem violência contra um Presidente democraticamente eleito, por violar disposições legais e a institucionalidade vigente no país.” Com efeito, Zelaya não respeitou as resoluções da Fiscalização Geral, da Corte Suprema de Justiça, da Procuradoria Geral, do Comissionado para os Direitos Humanos, nem do Congresso. Se negou a prestar contas dos fundos do Estado e se empenhou em realizar uma consulta manipulada para buscar a sua reeleição, para a qual deu ordens ao Comandante das Forças Armadas que, ao negar-se a cumpri-las, desencadeou a crise. A Constituição hondurenha contém alguns artigos denominados pétreos(para evitar o caudilhismo), tais como: “ a democracia será sempre a forma de governo, o período presidencial durará quatro anos e não haverá reeleição.” Desde a associação de Zelaya com Chávez, a Honduras chegaram aviões com ativistas venezuelanos e “ajuda”, como os 100 tratores de petróleo de graça. Ali acamparam os juristas espanhóis Roberto Viciano Pastor e Rubem Martínez Dalmau, financiados pelos petrodólares chavistas, prontos para montar a Assembléia Constituinte em Honduras, como fizeram no Equador e na Bolívia. Estes juristas também assessoraram o candidato peruano derrotado, Ollanta Humala.

Afirma Montes que os organismos internacionais, governos e certa imprensa mundial condenam o ocorrido em Honduras, porque o analisam através do velho paradigma dos golpes de Estado. Não perceberam(ou não quiseram) “que em Honduras, no domingo, o modelo foi rompido”. A OEA, convertida em um clube de presidentes e não de povos, hipocritamente se nega a reconhecer que se tirar do poder um Presidente eleito democraticamente é um golpe de Estado, também é um golpe de Estado quando este Presidente se transforma em um ditador em exercício, como está ocorrendo ostensivamente na Venezuela. Chávez fecha meios de comunicação, derruba o prefeito de Caracas, eleito com 700 mil votos para colocar no seu lugar uma usurpadora a mando de Obama(que quer distanciar-se do nefasto passado dos EUA), sem que Moratinos(ONU) e Insulza(OEA) se comovam, enquanto se horrorizam porque Honduras disse basta! aos constantes golpes de Zelaya, eleito com 900 mil votos. A coragem dos hondurenhos assustou quem tem rabo de palha. Por isso, a reunião noturna da ALBA, onde o “pentelho” e “imoral” Insulza (conforme o próprio Chávez o tratava), que fez que não via os sucessivos golpes de Zelaya, consentiu quando o violador Ortega, o “democrata” Raúl Castro e o herói da quarta urna propuseram o embargo á Honduras, que eles mesmos qualificam de crime quando é aplicado à Cuba.

Honduras, sentencia a costa-riquense Montes, está dando ao mundo uma grande lição: “ainda que um Presidente tenha sido eleito democrática e legitimamente, não tem o o direito de desobedecer a Constituição. A mensagem de Honduras é simples: o voto popular não inclui uma licença para delinqüir e todo o esforço para governar pelo bem comum deve estar dentro do marco da Lei”. Que tome nota Chávez e os poderes lacaios que aplaudem seus constantes delitos.

do Coturno Noturno


Em tempo:

O governo hondurenho comunicou, ainda na noite passada, que nenhum avião trazendo Zelaya terá pouso autorizado em Honduras.
Inclusive, segundo o Clarin, da Argentina, houve um comunicado específico proibindo o pouso do avião Tango 01, de Cristina Kirchner.
Com isso, a presidente daquele país já informou que não voará até Honduras e que Zelaya virá acompanhado apenas de José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA,
"que representará a todos".
Fica claro para o mundo que o governo hondurenho está fazendo de tudo para evitar derramamento de sangue, enquanto a OEA está em busca de um cadáver para justificar uma intervenção no país.

2 comentários:

Rejane (Mel) disse...

Stenio,

É muita mentira que estão disseminando.
Que absurdo...

E vc viu a última?

Apesar da proibição do pouso do avião do bandido, Zelaya disse, hoje, que irá, mesmo assim.

No mínimo pretendem mandar um avião chavista kamikaze (sem o golpista dentro, claro) pra forçar uma atitude das FFAA e depois usar o discurso do coitadismo.

Eles querem sangue! De qualquer maneira!!!

Rejane (Mel) disse...

O covarde borrou as calças... ;)

Presidente depuesto Manuel Zelaya cambia destino a El Salvador

Fonte: El Heraldo