sábado, 25 de julho de 2009

Honduras: òtimas constatações à respeito dos Bolivarianos


Do Coturno Noturno:


1- A derrota Bolivariana:

O novo governo de Honduras comeu os radicais bolivarianos pelas beiradas, assim como todos os seus apoiadores. Quando foi iniciada a mediação conduzida por Oscar Arias, presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz, sob os auspícios da OEA, estava armada uma verdadeira "trampa" contra os hondurenhos.

A primeira proposta veio como estava combinado, totalmente favorável à Zelaya. Exigia o imediato retorno do presidente deposto ao cargo, concedia anistia geral, criava uma comissão da OEA para fiscalizar um governo de unidade nacional e colocava as Forças Armadas sob controle do Tribunal Superior Eleitoral um mês antes das eleições. Em troca, Zelaya deveria desistir de mudar a Constituição Federal, motivo que ocasionou a sua queda. Honduras não aceitou e fez uma contraproposta, aceitando basicamente todos os pontos, menos o retorno de Zelaya ao poder. Em vez disso, propôs antecipar as eleições gerais, para formar um novo governo o quanto antes possível.

Enquanto Oscar Arias recebia a proposta para formular um novo documento, avançando na mediação, os radicais bolivarianos, liderados por Hugo Chávez, impuseram que o grupo de Zelaya interrompesse as negociações. Zelaya voltou a declarar que a
"quarta urna" era uma imposição do povo. Recomeçaram as acusações de que Oscar Arias estava a serviço do "império americano" e que a mediação tinha fracassado.

Recomeçaram as ameaças de retorno de Zelaya ao país pela força.
Foi o que aconteceu no dia de ontem, sacramentando a derrota dos radicais bolivarianos. Honduras, em nenhum momento, abandonou a mesa de negociações. Continua prestigiando a determinação da busca por uma solução mediada, ação apoiada pela OEA, e levou uma nova proposta de Arias para ser avaliada pelos demais poderes, já que o Executivo, constitucionalmente, não teria competência para assumir compromissos em nome do Legislativo e do Judiciário. Ou seja, o "governo golpista" está dando um exemplo, novamente, de respeito à Constituição do país.

Ao mesmo tempo, o governo de Roberto Micheletti está convidando seis países para acompanhar a mediação, como observadores: Bélgica, Colômbia, Japão, Canadá, Alemanha e Canadá. E tem reiterado a confiança e o agradecimento de Honduras para os esforços de Arias em prol da busca de uma solução pacífica e soberana para a crise política. Por fim, o golpe de mestre: Roberto Micheletti está afirmando que renuncia à presidência, se Zelaya também o fizer, colocando um terceiro nome a comandar o país.


Os "golpistas" hondurenhos aproveitaram a oportunidade e transformaram o limão da mediação parcial e dirigida imposta pela OEA para a limonada da negociação sem pressa, esvaziando a cada dia as pressões contra o país.
Os radicais bolivarianos, e isto é a cara do seu chefete Hugo Chávez, não souberam realizar a estratégia de cerco ao inimigo. Quiseram logo o combate corpo a corpo. Começaram com um avião e foram rechaçados. Ontem, só restou a tentativa de tomar um país a bordo de um jeep branco em algum lugar perdido da selva. Ouso afirmar que a democracia hondurenha está vencendo a guerra contra a mídia e contra os preconceitos. Justamente por ser uma democracia, do povo, para o povo e pelo povo. Basta comparar o tamanho das manifestações.

2- Lula¹³ : O único que ligou!

Hugo Chávez não ligou.

Evo Morales não ligou.

Rafael Correa não ligou.

Daniel Ortega não ligou.

Fidel Castro não ligou.

Lula foi o único que ligou.

Quando Manuel Zelaya estava a instantes de tentar retornar ao país, insuflando os seus partidários a jogar Honduras em um banho de sangue, criticado pela própria OEA, pelo mediador do conflito Oscar Arias, presidente da Costa Rica, e sendo chamado de "imprudente" por Hillary Clinton, Lula ligou para acirrar ainda mais os ânimos. O presidente da maior nação da América Latina ligou para avalizar a atitude radical e violenta de Zelaya. A diplomacia estúpida, imbecil e vergonhosa que temos poderá colocar na boca de Lula as palavras que quiser. Ninguém vai poder negar. Mas esta mesma diplomacia jamais poderá retirar as palavras da boca de Manuel Zelaya que, em frente a centenas de jornalistas, respondeu para o presidente do Brasil: "Obrigado pelo apoio, Lula, já estou chegando à fronteira". Lula, no momento mais crítico da atual crise de Honduras, ligou para apoiar incondicionalmente o gesto tresloucado de Manuel Zelaya. As mãos de Lula estão prestes a se tingir do sangue inocente do povo hondurenho. Um dia, o Brasil foi um país que se notabilizou pela sua neutralidade e a sua defesa de soluções pacíficas. Até o dia em que um imbecil foi eleito presidente e desejou uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

Um único comentário meu: Ufa!
Me sinto aliviado e ler estas palavras. O vermelho bolivariano ou até o vermelho do banho de sangue, não devem acontecer.

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