sábado, 18 de julho de 2009

Honduras: Zelaya dá prazo de 1 dia para negociações

MANÁGUA - O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya disse que dará aos negociadores como prazo até o primeiro minuto do domingo para chegar a um acordo que o restitua ao cargo.

Além disso, disse que não aceitará uma solução que recompense o novo Governo de Roberto Micheletti, em referência a uma proposta do governante da Costa Rica, Óscar Arias, de formar um Executivo de união no país.

"Amanhã, esperamos que depois das primeiras 24 horas pedidas pelo mediador (Óscar Arias), depois das próximas 48 horas, 72 horas e agora mais de 200 horas, mais de dez dias de espera, deem um sinal", afirmou. Ele se referiu às exigências das Nações Unidas e da OEA para que seja restituído.

"Não conheço em detalhes a proposta (de Arias), mas se diz que haverá prêmios para os golpistas, desde já digo que não posso aceitar", disse Zelaya em entrevista coletiva, ao ser questionado sobre uma sugestão que implica a formação de um Executivo liderado pelo presidente deposto.

O líder deposto reiterou que os "golpistas" devem ser levados aos tribunais de justiça do mundo, e não ser "premiados" com cargos.

A proposta

"Uma possibilidade é estudar a constituição de um gabinete que integre todas as forças e seria um gabinete de unidade, de reconciliação, que dê segurança ao povo hondurenho", disse Arias na sexta-feira, 16, ao negar que exista um acordo sobre esse ponto.

Assegurou que vai fazer as propostas até este sábado com o fim de debatê-las com as comissões de alto nível enviadas por Zelaya e o mandatário designado pelo governo de facto de Micheletti.

"Estamos propondo algumas medidas que considero convenientes e podem servir para achar o caminho e o restabelecimento da ordem constitucional, uma é essa do governo de unidade e outra é a anistia política, nada mais política, para todas as partes", acrescentou o Prêmio Nobel da Paz 1987.

O Governo também seria formado por ministros afins a Micheletti, de acordo com a proposta apresentada pelo presidente costarriquenho antes de as delegações do líder golpista e do governante deposto iniciarem, neste sábado, a segunda rodada do processo de mediação para buscar uma solução à crise em Honduras.

Zelaya disse que nunca dará um "cheque em branco aos golpistas" e que seria uma "aberração" conceder ministérios a pessoas aliadas a Micheletti. Por isso, considerou que a proposta de Arias, prêmio Nobel da Paz 1987, "não está sendo bem interpretada".

OEA

Zelaya reiterou que seu único pedido nesse processo de diálogo é que os "golpistas" cumpram as resoluções da Organização dos Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas, que ordenam que o presidente seja restituído imediatamente na Presidência.

"Até o momento, não houve um só gesto deles, no sentido de que vão se submeter a essa resolução", afirmou. Ele disse esperar que os "golpistas" deem "uma mensagem", se não, reafirmou, considerará que, "neste momento", o processo de diálogo "fracassou".

"Ter uma porta aberta sempre será um regime de concessão nosso em direção a uma possibilidade de buscar soluções a nosso problema como hondurenhos", explicou.

Zelaya assegurou que voltará a seu país "mas não vai dar aos golpistas nem a data, nem a hora, nem o lugar, o se vai pela terra, pelo ar ou pelo mar, porque estão matando gente".

Manuel Zelaya defendeu também o apoio de "solidariedade expressa, não de forças, nem de armas" dado pelo governante venezuelano, Hugo Chávez, assim como por outros líderes da região.

O presidente deposto aproveitou para defender a Administração de Barack Obama, que, disse, "se comportou como deve se comportar" após o golpe de Estado realizado em 28 de junho.

No entanto, observou que os "setores mais sombrios" dos Estados Unidos apoiam o "Governo ilegítimo de Honduras".

Estadão

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O chanceler Celso Amorim telefonou ontem para a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que estava em Nova Déli (Índia), para "manifestar preocupação" com a lentidão e o encaminhamento das negociações para o restabelecimento da normalidade democrática em Honduras, informou a assessoria de imprensa do ministro brasileiro.Amorim transmitiu a Hillary os reparos do Brasil a respeito do desenrolar da mediação "de igual para igual" entre os governos golpista e deposto, sob o comando do presidente costa-riquenho e Prêmio Nobel da Paz, Óscar Arias.O ministro informou à secretária de Estado -que foi quem patrocinou a mediação de Arias- que o Brasil não aprova a possibilidade de que os golpistas imponham condições para a volta e muito menos um governo de coalizão entre os dois grupos.Se um acordo assim for selado, na avaliação brasileira, estará caracterizada uma vitória dos golpistas, o que serviria como estímulo a novos golpes na América Latina.Ainda na versão oficial, o ministro brasileiro informou aos EUA que a mediação do presidente da Costa Rica "tem de se dar no marco das resoluções da OEA [Organização dos Estados Americanos]". Ou seja: com o retorno incondicional do hondurenho deposto à Presidência.Com o telefonema, o Brasil, que vinha mantendo atitude discreta na questão, em especial para não criar melindres com o governo Barack Obama, soma-se às críticas dos países mais à esquerda da região, liderados por Hugo Chávez.O presidente venezuelano e aliados criticam a negociação costa-riquenha por considerá-la uma estratégia para que o governo interino de Roberto Micheletti ganhe tempo e enfraqueça as resistências interna e externa.O ministro falou ainda sobre "a óbvia" importância dos EUA para uma solução da crise hondurenha. Washington é o principal parceiro econômico de Honduras, que faz parte do Cafta, a área de livre comércio EUA-América Central.O Brasil patrocinou trecho da resolução da OEA que exorta seus países-membros a revisarem as relações com Honduras enquanto os golpistas estiverem no poder.Vários países congelaram programas de cooperação e retiraram embaixadores. Os EUA congelaram apenas US$ 16,5 milhões dos US$ 180 milhões em ajuda, argumentando tanto razões humanitárias como a necessidade de usar o dinheiro como forma de pressão nas negociações. Washington também não retirou o embaixador.





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Amor bandido.

Um metrô para Caracas.

Refinarias para a Bolívia.

E agora a maior hidrelétrica do mundo para o Paraguai. É muito amor para dar, pago pelos cofres públicos do país.


Lula, que já presenteou Evo Morales com refinarias da Petrobras, que vem espalhando dinheiro do BNDES para financiar os seus amigos socialistas bolivarianos(metrô de Caracas, petróleo de Cuba, estradas na Bolívia), agora rasga o Tratado de Itaipu e dá um prejuízo de bilhões de dólares ao país. Está quebrando a cláusula que protegia os investimentos bilionários feitos exclusivamente pelo Brasil e permitindo que os paraguaios, que ganharam uma Itaipu de graça, vendam energia livremente aqui no país, ao preço que bem entenderem. Leia mais aqui.
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Ao mesmo tempo, quando o dinheiro é dele, ou mais ou menos dele, Lula não quer nem saber. Embolsa. É o que vai fazer com o prêmio que recebeu da Unesco, aquele de U$ 150 mil. Leia aqui.


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