terça-feira, 28 de julho de 2009

A Missão dos Caça ossos!


A comissão responsável pela nova busca aos corpos dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia conclui nesta terça-feira (28) a segunda etapa da fase de reconhecimento dos pontos que possam conter restos mortais de combatentes. A missão, que procura cemitérios oficiais e clandestinos, vasculhou entre 7 e 14 de julho áreas do Bico do Papagaio, onde os Estados de Maranhão, Pará e Tocantins fazem fronteira.

Os pontos de reconhecimentos passaram de 14, que haviam sido previamente selecionados a partir de relatos e bibliografias, para 17 por sugestão do grupo. As buscas em Matrinchã (GO), DNER (Rodovia Transamazônica, km 0), Bacaba, Grota de Água Fria e Dois Coqueiros (áreas de São Domingos do Araguaia, no Pará) são as que geram maior expectativa por apresentarem fortes indícios de guardarem corpos.

Saiba mais sobre as buscas e a guerrilha do Araguaia na cronologia

Na área de Matrinchã, o grupo investiga as informações, dadas por guias que atuaram na época da Guerrilha, de que dois combatentes - Antonio Teodoro de Casto (Raul) e Cilon da Cunha Brum (Simão) - teriam sido mortos e enterrados no local.

Na terceira etapa, que começa em 10 de agosto, as áreas destacadas durante a etapa de reconhecimento serão escavadas.

O Ministério da Defesa, no entanto, informou nesta segunda-feira que o coordenador de campo do ministério no grupo, Edmundo Theobaldo Müller Neto, considera que nove áreas avaliadas ainda precisam de investigações complementares antes de serem escavadas.

Qualquer material que for encontrado nas novas buscas será enviado aos laboratórios de perícia para a identificação. Até hoje, de todas as ossadas encontradas, somente os corpos de Maria Lúcia Petit da Silva e Bergson Gurjão Farias foram identificados.

O Grupo de Trabalho Tocantins foi criado pelo Ministério da Defesa em 29 de abril, em cumprimento a sentença da Primeira Vara Federal do Distrito Federal, que determinou à União a entrega dos restos mortais das pessoas envolvidas naquele conflito.

A presença dos militares no grupo causou indignação entre os familiares das vítimas. Em entrevista ao UOL Notícias, Criméia Alice Schmidt de Almeida, integrante da Comissão dos Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, chamou a ação de "terrorismo" e disse que a presença do Exército vai amedrontar os camponeses que tiverem informações sobre as ossadas. Os familiares decidiram não participar da expedição.

Em nota, o Ministério da Defesa se defendeu dizendo que pode ajudar a superar as "dificuldades logísticas" enfrentadas por expedições anteriores e não vai interferir nas atividades de outras instâncias.

A pressão pelas buscas aumentaram depois que Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió, responsável pelas ações dos militares contra a guerrilha do Araguaia, abriu os documentos que guardava há 34 anos e depois que o governo brasileiro pediu perdão e indenizou 44 camponeses da região perseguidos pela ditadura.

UOL

O que posso dizer de tamanha ignomínia do desgoverno revanchista.
Ó pobrezinho dos guerrilheiros : Tudo gente boa! Inclusive essa viúva da ditadura gagá aí em cima!

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