quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Governo Baiano faz maquiagem para visita do Ditador Castro


O governo da Bahia fez uma "maquiagem" em algumas ruas do Pelourinho (centro histórico de Salvador), retirando e impedindo o acesso de prostitutas e mendigos, para receber a visita do presidente de Cuba, Raúl Castro. O irmão de Fidel Castro escolheu Salvador para fazer uma escala técnica de quatro horas nesta quarta-feira (22), antes de retornar para Havana. Raúl Castro e sua comitiva vieram de Angola, último dos três países africanos visitados pelos cubanos. Além de impedir a livre circulação de prostitutas e mendigos - fato que acontece todos os dias no Pelourinho -, o governo retirou as trançadeiras, vendedores ambulantes e "baianas" de acarajé que trabalham no Terreiro de Jesus e, ainda, lavou as ruas e calçadas.

"Ontem eu passei aqui e fui cercado por vendedores de fitinhas e mendigos. Hoje, está tudo diferente, muito bem policiado. É um outro Pelourinho", disse a turista mineira Yasmine Rebouças, 23. A decisão de "maquiar" o Pelourinho foi tomada para evitar o constrangimento ocorrido em março do ano passado, durante a visita da então secretária de governo dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, ao centro histórico. Na época, um menino driblou os seguranças e pediu "um dinheiro" para a norte-americana.

Além da escala técnica, a visita de Raúl Castro à Bahia - a segunda em menos de um ano - também é estratégica. Em meio a uma grande crise econômica, Cuba terá uma grande obra de infraestrutura comandada por uma empresa brasileira, a Odebrecht. A construtora baiana vai reformar o porto de Mariel (aproximadamente 50 km de Havana), projeto orçado em US$ 300 milhões. De acordo com os cubanos, a possibilidade de executar o projeto em meio à crise econômica mundial revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem "muito interesse" em estreitar ainda mais as relações entre os dois países. No final do ano passado, Raúl Castro participou em Costa do Sauípe (litoral norte da Bahia) de uma cúpula de países latino-americanos e do Caribe.

UOL

Um comentário:

PoPa disse...

Nem precisa dizer quem vai pagar a conta do porto cubano...