sexta-feira, 3 de julho de 2009

União Africana rompe com tribunal internacional e ignora pedido de prisão contra sudanês


A União Africana (UA) decidiu encerrar a cooperação com o Tribunal Penal Internacional (TPI) por causa da decisão da corte de indiciar o presidente do Sudão, Omar Al Bashir, por crimes de guerra.

A decisão da União Africana foi tomada nesta sexta-feira durante uma reunião de cúpula do grupo na Líbia.
Os líderes divulgaram um comunicado declarando que não cooperariam com "a prisão e rendição" de Bashir, cuja detenção foi solicitada em um mandado emitido pelo tribunal.

O documento afirma ainda que o pedido feito pelo grupo ao TPI de adiamento da decisão sobre o caso do líder sudanês foi ignorado.

Darfur

Bashir é acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade que teriam sido cometidos na região de Darfur, no oeste do país. O presidente nega as acusações.

O governo sudanês luta contra rebeldes em Darfur desde 2003, em meio a diversas acusações de crime de guerra.

Muitos líderes africanos encaram o processo contra Bashir como uma tentativa dos países ocidentais de interferir nos assuntos internos do continente.

Durante um encontro na quinta-feira com os líderes presentes ao encontro na Líbia, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan lembrou a eles que cinco dos dezoito juízes do Tribunal são de origem africana.

Mandados

O mandado de prisão contra Bashir foi expedido pelo Tribunal Penal Internacional no dia 4 de março.

Foi a primeira vez que a corte emitiu uma ordem do tipo contra um governante em exercício desde sua criação, em 2002.

O TPI já havia emitido dois mandados de prisão em 2007, contra o ministro sudanês para Assuntos Humanitários, Ahmed Haroun, e o líder da milícia Janjaweed (pró-governo do Sudão, acusada de crimes em Darfur), Ali Abdul Rahman. O Sudão se recusou a cumpri-los.

O tribunal em Haia, primeira corte permanente para crimes de guerra, também trabalha para indiciar três comandantes rebeldes de Darfur acusados da morte de cerca de dez soldados de uma missão de paz da União Africana.

Conheça o Mandato de prisão do Tribunal internacional aqui


Folha online


Bashir é aquele que disse "confiar no apoio de Lula", logo depois que Lula chamou Kadafi de "meu amigo, meu líder, meu irmão". Os líderes, todos parceiros e amigos de Lula, que foi o convidado de honra do evento (é bom repetir) divulgaram um comunicado declarando que não cooperariam com "a prisão e rendição" de Bashir, cuja detenção foi solicitada em um mandado emitido pelo tribunal. É isso aí. É Lula lá, ao lado dos piores ditadores do mundo, bandidos sanguinários que inocentam o autor de um genocídio que matou 300 mil sudaneses. O mesmo Lula que afaga Raul Castro, Hugo Chávez e Evo Morales. O mesmo Lula que não declara as FARC como organização terrorista e, ao contrário, dá asilo para o seu porta-voz e emprega a mulher dele dentro do palácio do Planalto. Nem precisa perguntar porque Lula manda avião da FAB para apoiar o socialismo bolivariano(*Leitor do comentário anterior) na sua tentativa de esmagamento da democracia hondurenha. Ele é um deles.
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Lula, no seu discurso de abertura:
Eu não poderia terminar o meu discurso sem dizer algumas coisas importantes. Primeiro, queria pedir que esse encontro, no seu documento final, tivesse o repúdio ao golpe de Estado que aconteceu em Honduras, no último domingo, e a exigência para que o Presidente eleito democraticamente possa voltar ao seu lugar. Segundo, não poderia deixar de estender um convite aqui, a pedido do presidente Chávez, para que todos os presidentes africanos estejam em Caracas no mês de setembro, para o encontro África-América do Sul.
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Omar Al Bashir, ditador do Sudão, assassino sanguinário que a diplomacia brasileira insiste em não condenar veementemente, mantendo uma posição dúbia em troca de ver o presidente ser convidado de honra para um evento que desqualifica
um tribunal internacional independente. Em troca de apoios para a busca de cargos presentes e futuros em instituições internacionais. Em troca de votos para o Brasil fazer parte do Conselho de Segurança da ONU. Em troca de lobby para que o Brasil seja a sede dos jogos olímpicos de 2016. A que ponto chegou o pragmatismo da diplomacia petista, que virou um vale-tudo onde os fins justificam os meios.


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