sábado, 22 de agosto de 2009

Em entrevista, Sarney diz que não se sente culpado de nada

SÃO PAULO - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), declarou durante entrevista concedida à Globo News que não pensa em deixar o cargo e que não se sente culpado de nada. Ele negou sentir qualquer tipo de pressão para deixar o cargo. "Não existe pressão porque eu não me sinto culpado de nada. Eu estou procurando servir ao País. Estou procurando ajeitar essa Casa. Estou pagando por isso. Eu vou continuar até o fim. Não tenha dúvida", afirmou.

Questionado sobre a censura ao O Estado de S.Paulo e estadao.com.br, o presidente do Senado alegou que "a vida inteira, até hoje, nunca processei um jornalista. A imprensa não está excluída pela constituição de ser demandada na Justiça. Então, porque eu vou ser culpado de uma ação feita por um filho meu, que está defendendo seus direitos. Por que que se estende isso? O que que tem isso com o Senado?". Sarney também admitiu o uso político de seu jornal no Maranhão.

Sobre as denúncias nas quais vem sendo envolvido, Sarney disse: "Estou sendo vítima de uma grande injustiça, de uma conjugação de interesses, que são os interesses dos políticos do Maranhão, dos interesses dos políticos que não concordam que eu seja aliado do Lula e que eu esteja apoiando a ministra Dilma.E, de certo modo, recebendo uma vantagem correlata".

Ele também negou que participe da gestão da Fundação Sarney. Nas representações arquivadas no Conselho de Ética na última quinta-feira, o senador era acusado de envolvimento em fraudes na entidade e ser beneficiado pela edição de atos secretos, sobre os quais foi contraditório: "Eu nunca tive um processo na minha vida pública. Eu nunca tive uma impugnação na minha vida pública. De registro ou de qualquer coisa. Nunca ninguém me viu envolvido em nada disso e de repente começam a me envolver por uma nomeação de uma sobrinha, porque eu tenho uns atos secretos que foram feitos. Sabe quantos foram encontrados nessa situação aqui? Cerca de 1.000. Sabe quantos foram feitos na minha administração? 34".

Questionado sobre esses atos, Sarney respondeu, gaguejante: "Eu assinei atos secretos, não. Eu assinei atos que não foram publicados, não por minha vontade. Foi porque, realmente, essas coisas que ocorriam aqui no senado e que os funcionários foram por mim, agora abertos os inquéritos, estão sendo concluídos, estão na Justiça respondendo por esses atos". Para o senador, a oposição "municiou esse política desde o momento em que perdeu a eleição. O PT não fez nenhuma reprsentação contra mim".


Estadão

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