terça-feira, 18 de agosto de 2009

MENTIRAS! O simples caminho dos corruptos!

Quatro horas depois de José Sarney (PMDB-AP) dizer na segunda-feira, no plenário do Senado, que fora alvo de uma denúncia "irresponsável" e "sem provas" no fim de semana, a empresa Holdenn Construções Assessoria e Consultoria Ltda. admitiu, em nota, manter uma relação de favores com a família do senador. No domingo, o jornal O Estado de S. Paulo informou que a Holdenn negociou e pagou dois apartamentos usados pelo clã Sarney em São Paulo. Na nota, assinada pelo empresário e amigo da família Rogério Frota de Araújo, a empreiteira admite que comprou o apartamento número 22 do edifício Solar de Vila América, na Alameda Franca, 1.581, nos Jardins.

A empresa afirma que, depois da compra, o imóvel "foi vendido ao senhor José Sarney Filho, mediante instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda e outras Avenças". O apartamento 22 foi comprado pela empreiteira depois de um contato inicial de José Adriano, neto de Sarney, com o proprietário do imóvel, o economista Felipe Jacques Gauer. O imóvel foi adquirido em fevereiro de 2006, quando a empresa ainda se chamava Aracati. "Ele (o neto do presidente do Senado) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", contou o antigo proprietário do imóvel em São Paulo.

O apartamento de número 32, diz a nota da empreiteira, foi comprado em dezembro de 2006 e "é de propriedade da Holdenn (...) para uso dos sócios da empresa". O dono do imóvel, o empresário Sidney Wajsbrot, disse, também em entrevista publicada na edição de domingo, que antes mesmo de pôr o apartamento à venda foi procurado pelo então zelador do prédio com a informação de que "o senador Sarney estava procurando um apartamento, que já tinha outros dois e queria um terceiro, para um assessor dele". A família usa os apartamentos desde que foram comprados pela Holdenn, em 2006. No 22, mora Gabriel Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA)

Antes dele, morou naquele apartamento o irmão, José Adriano, o mesmo que iniciou a negociação concluída pela Holdenn. Na segunda, a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo encaminhou quatro perguntas ao deputado e reiterou o pedido de acesso ao contrato de compra e venda do apartamento. Em nota, ele se negou a fornecer o documento e classificou o diário paulista como inimigo político da família. "Não me interessa dar detalhes da minha vida pessoal a um adversário político que tenta me envolver numa disputa cujo único objetivo é retirar meu pai da presidência do Senado." Sarney e seus parentes e aliados estão envolvidos em diversos outros rolos.

(Com Agência Estado)

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