quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MPF pede afastamento e indisponibilidade dos bens de Yeda Crusius


O Ministério Público Federal pediu nesta quarta-feira (5) o afastamento da governadora do Rio Grande do Sul, Yedas Crusius (PSDB), devido à fraude superior a R$ 44 milhões constatada no Detran (do Departamento de Trânsito) gaúcho durante a Operação Rodin, em novembro de 2007.

O MPF abriu uma ação de improbidade administrativa contra Yeda e outras oito pessoas do Executivo. Além do pedido de afastamento temporário enquanto a ação estiver correndo na Justiça, o órgão pede também a indisponibilidade dos bens dos acusados.

Os outros citados na ação são Carlos Crusius, marido de Yeda; José Otávio Germano, deputado federal e secretário de Segurança do RS entre 2003 e 2006, a quem o Detran estava vinculado quando a fraude começou; João Luiz Vargas, presidente do Tribunal de Contas do Estado; deputado estadual Luiz Fernando Záchia, chefe da Casa Civil na época da denúncia; deputado federal Frederico Antunes e ex-presidente da Assembleia Legislativa; Delson Martini, ex-secretário-geral de governo; Walna Meneses, assessora da governadora; e Rubens Bordini, tesoureiro da campanha de Yeda.

Segundo nota divulgada antes do início de uma entrevista coletiva na tarde de hoje em Porto Alegre, o MPF afirma que mais 20 mil áudios dão embasamento à ação.

A ação foi encaminhada a 3ª Vara Federal de Santa Maria, onde já corre um processo criminal sobre o caso. A juíza Simone Fortes Barbizan, que receberá a denúncia, não tem prazo para se manifestar. Por ser uma liminar, a ação passa a valer no momento que for aceita. Cabe recurso e os acusados têm 15 dias, a partir da notificação, para apresentarem defesa.

Se condenados, os acusados podem ter a perda dos bens ou valores acrescidos de forma irregular, devem ressarcir integralmente o erário público, perderão o cargo ou função pública, terão os direitos políticos suspensos de 8 a 10 anos, devem pagar multa e ficam proibidos de contratar com o governo por 10 anos.

A governadora do Estado ainda não foi notificada. O UOL Notícias ligou para o gabinete de Yeda, e a assessoria de comunicação informou que deve se manifestar em breve sobre o assunto. A governadora está na cidade de Canela, na serra gaúcha.

A reportagem está tentando contato com os outros acusados.

A crise no RS
A crise do governo Yeda começou em novembro de 2007, quando a PF deflagrou a Operação Rodin com a missão de investigar um rombo superior a R$ 44 milhões operado a partir do Detran. Vários membros do governo foram envolvidos nas investigações e 13 pessoas acabaram presas, entre elas Lair Ferst, que se transformaria no personagem principal do caso.

A investigação, solicitada pelo MPF, deu origem a um processo criminal que corre em segredo de Justiça na comarca gaúcha de Santa Maria, sede das empresas acusadas de favorecimento. Foram denunciadas 44 pessoas no caso, das quais 33 estão respondendo ao processo criminal.

Em 2008, uma CPI na Assembleia Legislativa gaúcha ampliou as investigações e comprometeu membros do governo em denúncias de caixa 2 durante a campanha de 2006. Além disso, colocou em dúvida o processo de compra da atual casa da governadora. A compra foi sacramentada logo depois da eleição e teria sido paga em parte com sobras de campanha.

A apuração resultou na Operação Solidária, também comandada pela PF e que investiga fraude em licitações públicas no Rio Grande do Sul com a participação de membros do governo. A operação acabou desdobrada em 13 inquéritos policiais. Os inquéritos também correm em segredo de Justiça.

UOL

Se afastarem ela, e os cumpanheros por este Brasil???
Elles¹³ podem fazer e ficar impunes?
A Tucanada que se cuide, o PT vai barabarizar em todo o Brasil.
Ainda mais no RS onde o PT é podre é fétido nos Genro, Dutra, etc.

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