domingo, 16 de agosto de 2009

Quem sobreviver, verá.


Em dezembro de 2001, o Datafolha apontava o seguinte quadro nas pesquisas eleitorais:
  • Lula - 36%
  • Ciro Gomes - 16%
  • Garotinho - 15%
  • Serra - 11%

Em agosto de 2002, seis meses depois, o quadro era o seguinte:

  • Lula - 37%
  • Ciro Gomes - 20%
  • Serra - 19%
  • Garotinho - 10%

O final do primeiro turno de 2002, apontou os seguintes dados:

  • Lula - 46%
  • Serra - 23%
  • Garotinho - 18%
  • Ciro - 12%

Já em 2006, após a definição que o candidato tucano seria Geraldo Alckmin, o quadro eleitoral, em março, era o seguinte:

  • Lula - 42%
  • Alckmin - 23%
  • Garotinho - 12%

Este número iria variar muito pouco durante a campanha, sendo que às vésperas do primeiro turno a situação era a seguinte:

  • Lula - 46%
  • Alckmin - 35%

Tanto em 2002 quanto em 2006 foi no segundo turno que Lula "disparou", em função das alianças realizadas. Em termos de intenção de voto, expressa pelas pesquisas, as variações foram pequenas e nunca inverteram um tendência que já existia no eleitorado, um ano antes das eleições. É o que está acontecendo com José Serra, que é o Lula de 2002 e 2006, mantendo-se desde 2008 ali entre 35% e 40%. Dilma Rousseff é o Garotinho da vez e Ciro Gomes imita a si mesmo. Marina Silva confunde apenas o segundo escalão. Serra vem mantendo o seu nível de intenção de voto lá em cima e somente uma catástrofe vai tirar a presidência do tucano paulista. É esta catástrofe que deve ser antecipada, pois o PT vai jogar com todas as armas, comandado por Lula, para tentar colocar a "doutora" na liderança. A campanha que começa será a mais suja que já se teve notícia na história deste país. A quadrilha petista não vai querer largar o poder e voltar para o batente. Quem sobreviver, verá.



Um comentário:

Anônimo disse...

Chiste, repassando:

No final da transição, um novo Parlamento

Editorial da Folha Espírita-agosto/2009

Faz muito tempo que a gente escuta:
-O exemplo tem que vir de cima!
E a referência está ligada, principalmente, à conduta dos pais em relação aos filho, e à dos governantes frente aos governados. Essa lembrança fica ainda mais viva, nos dias de hoje, quando a moral do Parlamento brasileiro atinge níveis tão baixos.

Quando se chega ao ponto de não se ter elementos para formar as Comissões de Ética, tanto no Senado quanto na Câmara, porque praticamente todos os parlamentares, com raríssimas exceções, podem passar de investigadores a investigados, realmente, a situação é desoladora.

Nos últimos tempos tem-se visto, como nunca se viu antes, a coisa pública ser tratada como propriedade particular, sem nenhum escrúpulo, como se ocupantes de cargos políticos pudessem vender a pátria, grosso e a retalho, sem a mínima preocupação e nenhuma conseqüência, como sempre fizeram os donos das sesmarias, em detrimento do povo sofrido e espoliado...

Nem mesmo a recente lavagem externa dos belos prédios concebidos por Niemeyer é capas de melhorar o ânimo do povo em relação aos seus representantes, porque as pessoas sabem que a faxina é tão somente na parte exterior.
Sob a ótica espiritual, a conclusão é que estamos mesmo no final de um ciclo e que, neste período de transição, ainda vamos passar por muitos sustos, até que despertemos para as nossas responsabilidades de espírito imortais.

Segundo Chico Xavier, até 2019, as grandes transformações geofísicas do nosso planeta estarão concluídas, conforme o Sermão Profético de Jesus e, nesse período e no que se seguirá, o Brasil terá de provar que é a Pátria do Evangelho, recebendo fraternalmente, os irmãos de outras terras, os que virão para cá, após perderem os próprios lares.

Como é que um Parlamento como esse terá condições de suportar os duros embates de um planeta convulsionado, que abria as próprias entranhas em cataclismos terríveis, tragando grandes extensões de terras?

Sem dúvida, serão momentos de muito sofrimento e que exigirão todo o esforço possível dos seres humanos sobreviventes. Onde espírito de renúncia e sacrifícios dos nossos governantes para garantir a ação acolhedora e fraterna da Pátria do Evangelho?

Como temos fé e acreditamos no Amparo Divino, estamos certos de que contaremos com espíritos que já renasceram e estão entre nós, para cumprir essa missão especial no final de transição. Somente almas movidas pela sinceridade do amor cristão poderão levar a cabo tarefas tão importantes.

Certamente, teremos outro Parlamento, e, por ele, vale a pena sofrer e esperar.