segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sarney descarta renúncia e se diz confiante


Depois de presidir parte da sessão desta segunda-feira (3) em plenário, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que está "confiante" e deu a entender que não vai renunciar. Questionado sobre seu estado de espírito, o peemedebista disse que está "muito bom". "Nunca deixei de estar confiante".

O presidente do Senado também foi questionado sobre o suposto apoio à renúncia por parte de seu filho, Fernando Sarney. "Isso não existe." A afirmação também foi feita pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). "Não existe isso de renúncia. Sarney está firmíssimo".

Alvo de várias denúncias na crise administrativa que assola o Senado, Sarney tem sido pressionado por parte dos seus colegas para deixar o cargo até o final das apurações. Mas também conta com o apoio da base governista para permanecer.

"Por mim ele fica", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "O caminho para acabar com a crise não é sacrificar nem o presidente Sarney nem ninguém, é mudar procedimentos. Na Idade Média é que se fazia sacrifício".

Nesta segunda, Sarney divulgou uma nota, por meio de sua assessoria, em que diz que seu filho "tem sido vítima de cruel e violenta campanha infamante" por parte do jornal "O Estado de S.Paulo".

Nas últimas semanas, o jornal divulgou trechos de gravações feitas no âmbito da operação. O conteúdo incluía, por exemplo, conversas de Sarney discutindo com seu filho a nomeação do namorado de sua neta Maria Beatriz para um cargo no Senado.



No último dia 31, o desembargador Dácio Vieira, do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal, proibiu o jornal de publicar qualquer informação relativa à operação. A decisão foi criticada pela ANJ (Associação Nacional de Jornais).


UOL

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