segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Brasil confirma interesse em 36 caças franceses

Brasil e França divulgaram nesta segunda-feira um comunicado conjunto em que confirmam a intenção do governo brasileiro de adquirir 36 caças GIE Rafale. Já o governo francês manifestou interesse em 10 unidades da futura aeronave de transporte militar KC-390, que será produzida pela Embraer. Fica confirmado, portanto, um acordo de cooperação militar entre os dois países.

"Levando em conta a amplitude das transferências de tecnologia propostas e das garantias oferecidas pela parte francesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão da parte brasileira de entrar em negociações com o GIE-Rafale para a aquisição de 36 aviões de combate", diz o texto. O valor total do acordo ainda não foi divulgado.

O KC-390 ainda não é produzido no Brasil. A França se comprometeu a auxiliar no desenvolvimento da aeronave. Pelo acordo, o país europeu deverá transferir tecnologia e capacidade de produção para o Brasil.

O avião Rafale, da companhia francesa Dassault, está em uma acirrada disputa pelo mercado brasileiro com o Gripen, da sueca Saab, e o F/A18 Super Hornet, da americana Boeing. O contrato firmado com a empresa francesa é de 4 bilhões de dólares. A expectativa é que até o fim de outubro o governo tome uma posição definitiva sobre a compra dos caças.

Para que o Brasil aceitasse negociar, a França concordou com uma transferência tecnológica considerada sem precedentes por Paris. Para o governo francês, a relação especial entre os dois chefes de estado deve levar o Brasil a optar pelo modelo francês. Até hoje, a fabricante Dassault não conseguiu vender para estrangeiros o caça Rafale, projeto iniciado em 1988, em operação na força aérea francesa desde 2006.

Marinha - Os dois países devem aprofundar os negócios em áreas como energia nuclear, transportes e a exploração do espaço. Até 2020, o Brasil já deverá ter seu primeiro submarino de propulsão nuclear, com 100 metros e 6.000 toneladas.

O Ministério da Defesa deve investir 6,7 bilhões de euros na compra de quatro submarinos convencionais Scorpène, para a produção do casco do submarino nuclear e a construção de uma base naval e de um estaleiro no Rio. Outros 1,9 bilhão de euros serão destinados à aquisição de 51 helicópteros pesados Cougar EC-725, que serão produzidos no Brasil pela Helibras, subsidiária da francesa Eurocopter.

"A Marinha revitalizada será um grupamento articulado e orgânico, destinado a garantir a negação do uso do mar a presenças hostis, ilícitas, e a promover efeito dissuasivo. Não estamos interessados em projetar poder", diz o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Já na semana passada, o ministro havia anunciado o novo desenho da Marinha, com mais bases e batalhões ribeirinhos.

Dono do projeto Scorpène, o estaleiro francês DCNS terá como parceiro no Brasil o grupo empresarial Odebrecht Engenharia A entrega do primeiro navio está prevista para 2014, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Uma empresa mista formada pela Marinha, Golden Share (1%), DCNS (49%) e Odebrecht (50%) fará o gerenciamento do projeto.

Visita - Nicolas Sarkozy desembarcou na noite de domingo em Brasília, com uma comitiva formada por empresários franceses e parte de sua equipe de governo - a primeira-dama Carla Bruni não o acompanhou na viagem. O grupo foi recebido na Base Aérea de Brasília pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

veja.com









O problema não é o avião, mas qual tipo de negociata espúria Lula é capaz de fazer....

Um comentário:

Anônimo disse...

Com que objetivos o Lula está armando o Brasil assim como o Chavez??
Gilmar Moschem