sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cuba condena bêbado que protestou contra fome


Um tribunal de apelação de Havana ratificou nesta quinta-feira a condenação a dois anos de prisão contra um homem que protestou diante de câmeras de televisão por passar fome, disseram fontes da dissidência interna em Cuba.

O Tribunal Provincial de Havana considerou que Juan Carlos González Marcos, de 48 anos, conhecido como Pánfilo, incorreu no crime de "desvinculação laboral", segundo Richard Rosselló, da Comissão Cubana pelos Direitos Humanos e pela Reconciliação Nacional (CCDHRN), que esteve na audiência como observador.

Segundo Rosselló, a "desvinculação laboral" é similar à vadiagem e é considerada como crime na ilha.

Segundo a decisão judicial, a sentença é inapelável e Pánfilo passará os dois anos de prisão na penitenciária de Toledo 2, na periferia de Havana.

Em julho, Pánfilo, visivelmente embriagado, interrompeu a gravação de um documentário sobre música urbana em Cuba e gritou: "Aqui há muita fome, o que é preciso é 'jama' [comida, em gíria cubana]".

A intervenção de Pánfilo teria passado despercebida se não tivesse sido postada no site de vídeos Youtube, onde teve mais de 400 mil exibições. A partir daí, houve a criação de grupos de apoio ao cubano.

Ao ver a repercussão de suas declarações, Pánfilo se retratou em um vídeo posterior, mas isso não o livrou de ser detido e julgado em primeira instância em 12 de agosto, em uma audiência a portas fechadas.

nesta quinta-feira, seu advogado de defesa ressaltou diante do tribunal de apelação que seu cliente sofre de problemas de alcoolismo e, por isso, pediu sua internação em uma instituição de reabilitação, mas seus argumentos foram ignorados.

A imprensa não teve permissão para assistir a audiência. O próprio advogado do acusado se negou a dar entrevistas.


FOLHA online




Depois a turma "balanga beiço" vem pedir democratura por aqui...
Bando de canalhas sociopatas.
O fim está próximo!
Isso é fato,
e Chavez deu o ponta´pé inicial rumo à derrota final do FSP.
Coitados!

2 comentários:

Anônimo disse...

LEI QUE PUNE A VADIAGEM CAUSA PROTESTOS E INTYERIOR PAULISTA

A aplicação da lei que pune a vadiagem na cidade de Assis, no interior paulista, está causando polêmica entre os moradores. Alguns defendem a ação, enquanto outros reforçam que é preciso ter critério ao abordar as pessoas e oferecer emprego aos desocupados. Em abril deste ano, 20 mil pessoas participaram de uma manifestação cobrando das autoridades medidas mais eficazes para garantir a segurança no município. O resultado foi a troca de todo o comando das polícias Militar e Civil e a implantação do Programa Tolerância Zero.

A dona de casa Maria Aparecida de Moraes, de 53 anos, disse apoiar a lei porque a cidade está um caos por causa da criminalidade. Para ela, muitas pessoas que ficam nas ruas realmente estão procurando emprego, mas outras são desocupadas e até planejam crimes.

"Outro dia quase roubaram um cordão de ouro do meu pescoço. Só não conseguiram porque eu percebi antes. Então, eu aprovo a lei porque muitas pessoas são de bem. Pelo menos os que são bandidos vão diminuir porque vão ficar com medo de ser presos." Ela mora na cidade há 30 anos e disse que nunca viu a situação tão ruim como atualmente. "A situação piorou depois que construíram o presídio aqui."

Outra dona de casa, Marilene de Almeida e José, de 59 anos, concorda e diz aprovar a lei porque tem visto muitas pessoas serem vítimas de roubos enquanto andam pela rua. Ela atribui o aumento da criminalidade na cidade à falta de emprego e oportunidades para as pessoas. "Tem que ter lei, mas tem que ter trabalho para as pessoas. Se não há trabalho eles vão roubar mesmo. E serviço em Assis está muito difícil", diz ela.

A gerente de um restaurante da cidade, Ana Rita Spessoto, de 39 anos, disse que é ótimo que tirem da rua todas as pessoas que estão "à toa", mas considera errada a aplicação da lei porque pessoas de bem, que não trabalham, podem ser confundidas com vadios. "E se ela não precisa trabalhar, tem um bonde de dinheiro e está passeando na rua, não tem carteira de trabalho ainda? A polícia vai fichar essa pessoa só por isso? Eu acho errado. Não é todo mundo na rua que precisa trabalhar." Para ela, é preciso encontrar uma maneira de diferenciar as pessoas antes de aplicar a lei.

Uma comerciante de 34 anos, que não quis divulgar o nome, avaliou que há pessoas que trabalham por conta própria ou sem registro e não têm como comprovar. Por isso, ela disse que é preciso cuidado para não cometer injustiças. Entretanto, destacou que a criminalidade em Assis está muito alta e é preciso uma atitude drástica da polícia. "É complicado porque de repente a pessoa está só andando na rua e logo depois está na delegacia sendo fichada. E tem também o lado da polícia que não está conseguindo distinguir as pessoas boas das ruins."

O proprietário de uma padaria da cidade, que também não quis seu nome publicado, ressaltou que há algum tempo tem percebido o aumento da violência e criminalidade em Assis, que tem menos de 100 mil habitantes. Para ele, o programa Tolerância Zero das polícias Militar e Civil está sendo positivo para conter essa onda de crimes.

"Em um mês já melhorou muito. Foi a melhor coisa que fizeram. A aplicação da lei da vadiagem é uma coisa boa, mas é preciso dar oportunidade para as pessoas, porque emprego está difícil hoje em dia. É complicado porque também tem muita gente que não quer trabalhar. Essa ação da polícia vai tirar as turminhas da rua. Muitas já não estão ficando na rua como antes, porque já ficam com mais receio. Isso está funcionando bem aqui", disse.

Agência Brasil

Stenio Guilherme Vernasque da Silva disse...

publiquei esse por ser a primeira verdade que vc escreveu.
Vc conhece o prefeito de Assis?
Ou pelo menos conhece Assis?