quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Precisamos de uma metamorfose ambulante?


Somos governados por uma metamorfose ambulante que cada vez mais mostra sinais de mimetismo e camuflagem para tentar confundir o povo.

A realidade já evidente é que Lula e o grupo que o acompanha, nunca tiveram um projeto para o país. O único objetivo sempre foi e é conduzir a esquerda ao poder, não importam os meios.

Enquanto Lula adotou o discurso da esquerda radical e só falava para a classe operária fomentando o confronto entre pobres, classe média e ricos, perdeu duas eleições.

Para ganhar eleições presidenciais foi preciso vestir um disfarce e repaginar o operário mal letrado, porém fluente e convincente nos discursos. A campanha foi habilmente montada por publicitários e cada eleitor recebeu seu pacote para ouvir aquilo que gostaria e que realizasse os sonhos da esperança por uma vida melhor.

O pobre recebeu as habituais promessas de pão e circo e a classe média um discurso conciliador de uma política que elevaria o país ao status de potência com fartura para todos.

Quanto aos ricos, bancos e grande empresariado, foram publicamente execrados e culpados por todas as mazelas do país. Mas o verdadeiro discurso a essa classe foi feito a portas fechadas onde lhe foi explicado que os ataques eram mera encenação e que o deles estava mais do que garantido. O exemplo mais simbólico dessa política ambígua e farsante, são os bancos que nunca foram tão atacadas e lucraram tanto como na era Lula.

Com essas metamorfoses Lula se elegeu e num segundo momento após aparelhar o Estado e promover a farra do pão e circo se reelegeu e mantém elevados índices de popularidade.

O vídeo a seguir mostra a verdadeira opinião de Lula sobre o programa Bolsa Família.




Há 50 anos o fenômeno Lula seria compreensível, pois a informação era escassa e a máquina de propaganda transformava o sim num não, o vermelho no cinza e a desonestidade ou imoralidade em elevados valores morais e espirituais.

Nos dias atuais essa ambiguidade que reescreve o passado conforme conveniências, já não se sustenta com tanta facilidade.

Ainda que exista uma máquina do Estado colossal produzindo mentiras e publicidade enganosa e que a mídia seja parcial ou cooptada vivemos tempos modernos onde existe uma internet.

A grande rede, essa gigantesca consciência coletiva, sempre traz a verdade à tona, permitindo desmascarar mentirosos, farsantes e oportunistas.

Vejamos alguns flagrantes simbólicos.

Em 14/01/03, num dos primeiro dias de governo do primeiro mandato, Lula fez um eloquente discurso para justificar porque estava suspendendo a compra de caças para a FAB. A aquisição já havia passado por todas as análises e pelos tramites legais e a Aeronáutica já havia decido qual seria a melhor opção de compra. Num gesto altamente demagógico e irresponsável Lula anunciou que todo processo de aquisição seria cancelado, pois preferia destinar os recursos ao combate à fome.

O subtítulo dado a matéria pelo OGLOBO foi: “Austeridade leva governo a adiar lcitação de US$ 700 milhões para compra de jatos”.

Pouco depois, o mesmo discurso, a austeridade e todo patriotismo que Lula vive a vociferar em palanques não valeram, quando ele decidiu comprar um avião presidencial. A compra foi extremamente inoportuna, principalmente por não ter sido uma aeronave de fabricação nacional, mais barata, politicamente correto e tecnicamente perfeitamente dentro dos padrões necessários.

Durante seis anos, a Aeronáutica voou sucata e descomissinou aeronaves.

Agora, de forma extremamente açodada e suspeita, Lula esqueceu o discurso da fome e resolveu comprar da França, de uma só tacada, 37 aviões de caça da empresa Dassault sem que exista um processo de aquisição. A decisão foi anunciada no dia 7 de setembro, mesmo antes da Aeronáutica ter concluído o estudo técnico sobre que modelo comprar.

A questão dos submarinos foi ainda mais escandalosa. Contrariando relatório da Marinha do Brasil, Lula decidiu entrar numa negociata para aquisição de submarinos franceses Skorpene. É notório no meio técnico que os submarinos são superados e que as vantagens oferecidas pela França como diferenciais para elevar o preço da negociata à estratosfera, são uma farsa total. Todos os argumentos lançados na mídia pelo ministro da Defesa Nelson Jobim foram literalmente desmentidos pela publicação de documentos. A Alemanha ofereceu submarinos mais modernos, muito mais baratos com transferência de tecnologia e sem quaisquer outras imposições.

O documento que segue foi publicado no OGLOBO numa matéria cujo título era: “Submarinos: carta contraria Jobim”.

É estranho que Lula tenha menosprezado a tão delicada questão da defesa e das Forças Armadas durante praticamente dois governos e agora de forma açodada esteja fechando contratos que tecnicamente não são defensáveis e apresentam evidentes indícios de superfaturamento.

Outra faceta nefasta dessa metamorfose ambulante é o discurso da honestidade. Mais uma vez estamos diante de um mimetismo. De um lado o discurso e do outro, escândalos de corrupção que respingam todos a sua volta. O último lance desse jogo ambíguo é o apoio incondicional a José Sarney que se mostrou o ícone das negociatas no Senado. Por sinal, Lula talvez tenha memória curta, mas durante um de seus discursos atacou a família Sarney. O que será que mudou?



Mais ambígua ainda é a postura do Presidente da República diante do MST e de outros movimentos.

Os grupos sem terra são “movimentos”. Do ponto de vista legal simplesmente não existem e não poderiam receber dinheiro do governo. Mas Lula não só tem destinado enormes somas de dinheiro público a esses movimentos, como também tem apoiado abertamente toda barbárie desses movimentos. Seu último ato para agradar os sem terra foi a alteração dos índices de produtividade que caracterizam terras ociosas passíveis de desapropriação. Para quem não sabe, terra ociosa não apenas aquela que nada produz. Para que a terra seja considerada produtiva é necessário que atinja índices mínimos de produção. Ao subir esses índices o governo praticamente taxa de improdutivas terras que na realidade são fazendas formadas e produtivas. Mas o pior da história é que nos assentamos esses índices não são alcançados nem de longe. Ou seja, se o Congresso permitir que Lula leve seu ato demagógico e insano adiante, estaremos diante de uma expropriação que fere o direito de propriedade e transformará terras que hoje são produtivas em assentamentos de sub-existência.

Todos essas ambigüidades são explicitas mas o povo parece não ver que esta diante de uma farsa.

É lamentável que sejamos governados por uma metamorfose que nunca sabe de nada e que a cada mimetismo lesa o país de forma mais inconseqüente e irresponsável.

Foi a assim com a questão da demarcação de terras indígenas que no futuro levará à fragmentação da República dividindo-a em Nações Indígens tuteladas por ONGs com a chancela da ONU e o resto.

Está sendo assim com a febre de demarcações de terras quilombolas. O último desatino foi cometido em torno do Centro de Lançamento de Foguetes em Alcantara. Por conta da política camaleônica de Lula, quilombolas estão reivindicando terras na área da base. O impasse coloca em risco o programa espacial brasileiro que já está atrasado e culminou com a demissão do brigadeiro Antônio Hugo Pereira Chaves.

Para não ficar apenas nas questões socias, vale mencionar o Marco Regulatório para exploração do Pré-sal. O viés estatizante é mais um passa na direção da implantação de um regime comunista retrógrado no país. Se a Petrobras que é uma estatal de capital misto e por conta disso dá emprego a um bando de sindicalistas e “companheiros” e está sempre metida em superfaturamentos e jogadas para sonegar ou camuflar resultados, imagine-se o que será uma estatal do pré-sal!

Para terminar, vale mencionar que não existem políticas de estado. No governo Lula tudo se resume a gigantes campanhas publicitárias movidas a PAC, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família e tantos outros programas de compra de voto, todos eivados de corrupção e cronicamente emperrados. O objetivo de todo esse esforço não é conduzir o Brasil ao bem estar, mas sim perpetuar a esquerda no poder e no menor prazo transformar o país numa república comunista.

Lugar de metamorfose ambulante é no circo ou no zoológico.

Basta de aventureiros, metamorfoses e embusteiros no governo. O Brasil precisa de estadistas.


OFCA

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