segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Aumenta o número de mortos no Iraque




BAGDÁ - Imagens feitas por um celular mostram a segunda das duas grandes explosões que atingiram Bagdá neste domingo. Os ataques com carros-bomba deixaram dezenas de pessoas mortas e centenas de feridos. Estes foram os piores atentados no país desde agosto de 2007.

As autoridades iraquianas disseram que os responsáveis pelos ataques são insurgentes que pretendem impedir a realização das eleições parlamentares programadas para janeiro.

As explosões ocorreram com menos de um minuto de diferença entre elas. O atentado foi feito ao lado da Zona Verde, área fortemente protegida da capital iraquiana, onde estão concentrados os prédios do governo e muitas embaixadas.

As explosões deste domingo danificaram as sedes do governo provincial de Bagdá e do Ministério da Justiça, além de vários outros edifícios do governo.


Estadão


BAGDÁ - O número de mortos após os dois ataques suicidas de domingo em Bagdá, um dos mais violentos do Iraque nos últimos anos, subiu para 155, com mais de 500 feridos, informou a polícia nesta segunda-feira, 26.

Apesar de o Iraque ter assistido a uma redução significativa da violência com o controle dos conflitos sectários - a maioria entre sunitas e xiitas -, ataques como esse mostram que ainda há enormes deficiências na área de segurança. Segundo observadores, esses ataques devem aumentar durante a preparação para as eleições nacionais de janeiro.

As explosões de domingo, próximas ao Ministério da Justiça e do prédio do governo regional de Bagdá, foram as mais mortíferas na capital iraquiana desde meados de 2007. Líderes mundiais condenaram o ataque e autoridades iraquianas acusaram a Al-Qaeda e remanescentes do governo do antigo ditador Saddam Hussein. Políticos de oposição colocaram a culpa nas forças de segurança iraquianas.

Os carros-bomba estavam estacionados e explodiram quase simultaneamente. Ambos os edifícios atacados ficam muito próximos da chamada Zona Verde, considerada a região mais segura de Bagdá e onde se concentram embaixadas e vários ministérios. Em agosto, um atentado semelhante contra prédios ministeriais em Bagdá deixou 101 mortos. Cerca de 20 carros que estavam estacionados perto dos edifícios atacados ficaram destruídos. Casas, lojas e empresas tiveram seus vidros estilhaçados.

Não ocorria uma tragédia desta magnitude no Iraque desde 14 de agosto de 2007, quando mais de 250 pessoas morreram com a explosão de quatro caminhões-bomba na Província de Ninawa, no atentado mais sangrento desde a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003.

O Iraque está tentando reconstruir sua economia e sociedade após décadas de repressão, guerras e ruína econômica. A violência é uma preocupação desde a invasão liderada pelos EUA em 2003 e o consequente conflito sectário. Tropas norte-americanas estão deixando o país como parte de um acordo que prevê a retirada total até o fim de 2011, passando o controle das cidades para as forças iraquianas.

(Com Reuters)

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