segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Fora Zelaya"


Um dos braços do grupo brasileiro ultradireitista(KKKK, já disse que se a mulla é o outro lado, sou ultradieritista com orgulho) Tradição, Família e Propriedade lançou neste final de semana uma campanha virtual pela "expulsão" do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está abrigado há duas semanas.

O blog "Fora! Zelaya" (http://forazelaya.blogspot.com/), assinado pela Associação dos Fundadores, se propõe a ser uma "mobilização nacional" pela saída de Zelaya da embaixada, e permite que o internauta "envie mensagem de protesto ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil", que supostamente seria encaminhada ao chanceler Celso Amorim.

"Estamos perplexos e angustiados pelo rumo que estão tomando os acontecimentos em Honduras, sobretudo porque o agravamento da situação pode levar a uma guerra civil e o governo brasileiro terá que arcar com a responsabilidade pelo derramamento de sangue que poderá haver naquele país", afirma a petição redigida pelo grupo católico conservador.

"A política do Itamaraty sempre se caracterizou pela não interferência na autodeterminação das nações. Por que agora tentarmos nós resolver um problema que é só e somente daquele país?", continua o documento virtual.

O blog também leva a um "comunicado da Associação dos Fundadores", assinado por seis homens autodenominados "discípulos e seguidores de Plinio Corrêa de Oliveira, Fundador da TFP".

Neste comunicado, que tem a data de 3 de outubro, o grupo afirma que "o governo do Presidente Lula, apesar de certas aparências, não está interessado em solucioná-la [a crise hondurenha] pela via institucional. Está desejoso, isso sim, de impor ao pequeno país centro-americano uma rendição ao chavismo."

E concluem: "Encerramos este pronunciamento elevando nossas preces a Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil, suplicando-Lhe que não permita que ideologias alienígenas perturbem a paz da América Latina e transformem a Terra de Santa Cruz em foco de insegurança e de desagregação".

UOL

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