quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MST deixa rastro de destruição!

Além de milhares de pés de laranja destruídos já mostrados em imagens aéreas, a polícia e funcionários da Fazenda Santo Henrique, invadida há oito dias pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) em Borebi, a 309 km de São Paulo, encontraram 28 tratores quebrados, caminhões e paredes pichados e até armários arrombados.

Os banheiros estavam com louças quebradas e tubulação entupida. Havia lixo e comida estragada em vários cômodos das residências. Paredes foram pichadas com palavras de ordem do MST. O Corpo de Bombeiros teve que usar uma escada para retirar a bandeira do movimento hasteada no lugar da bandeira do Brasil.


Integrantes do MST deixaram nesta terça-feira a fazenda após ação de reintegração de posse promovida pela Polícia Militar. Não houve conflito. O gerente de produção da fazenda, do grupo Cutrale, Claudinei Ferreti, disse que só deverá concluir o cálculo dos prejuízos em três dias. De acordo com ele, todos os tratores foram quebrados por meio de uma manobra que consiste em colocar terra dentro do motor e deixá-lo ligado até fundir.

Para ele, no entanto, a maior perda foi o tempo gasto em árvores que acabaram arrancadas pelos invasores. "O que mais lamentamos é a perda de pés de laranja com cinco anos de idade e em plena produção", afirmou Ferretti.

A empresa pretende retomar ainda nesta quarta-feira a produção, com parte dos colonos que foram expulsos pelos sem-terra na semana passada. Na próxima semana, todos os 400 funcionários deverão ter retornado ao trabalho. "Queremos trabalhar e voltar ao ritmo de antes", disse Ferreti.

Nesta quarta-feira, policiais civis deverão fazer a perícia de todos os danos constatados pela Polícia Militar e funcionários da fazenda. A polícia vai investigar a autoria dos danos.

Saída do MST

Após negociar com a Polícia Militar, o Movimento dos Sem-Terra (MST) deixou por volta das 10h15 desta quarta-feira (7) a fazenda que foi invadida por 250 famílias em 28 de setembro. A saída foi pacífica. A PM estava no local desde as 5h para cumprir o mandado de reintegração de posse de terra autorizado pela Justiça. Uma empresa do setor de sucos é proprietária do terreno. Cerca de 85 homens da Polícia Militar acompanharam a retirada em frente à fazenda. Os invasores saíram em cinco caminhões e 30 carros. Muitos levaram objetos pessoais.

O GLOBO


BOREBI, SP - Sob um forte aparato policial, cerca de 350 militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) desocuparam nesta quarta-feira, 7, a fazenda Santo Henrique, do grupo Cutrale, em Borebi, a 320 km de São Paulo, deixando para trás um rastro de destruição.

Além dos 7 mil pés de laranja arrancados, 28 tratores foram danificados ou destruídos, caminhões e sistemas de irrigação foram sabotados, a sede e seis casas de colonos depredadas e pichadas. Houve ainda furto de equipamentos, móveis, roupas e defensivos agrícolas. "A impressão é de que passou um tsunami por aqui", disse o gerente agrícola da fazenda, Claudinei Ferreti. O prejuízo de nove dias de invasão pode chegar a R$ 3 milhões.

Os sem-terra prometiam resistir à ordem de desocupação imediata dada na terça-feira, 6, pela justiça de Lençóis Paulista. Eles bloquearam o portão de entrada com caminhões e distribuíram galões de óleo diesel para atear fogo. Também fizeram uma pilha com pneus de trator na sala principal da casa-sede. O oficial de justiça Fernando Fabian chegou acompanhado de 120 policiais militares, em 26 viaturas, um ônibus e um helicóptero. "Estamos preparados para usar a força se for necessário", avisou o tenente-coronel Benedito Meira, comandante da operação.

O líder Paulo Albuquerque, da direção estadual do MST, pediu prazo para se reunir com os sem-terra. Uma hora depois, avisou que os invasores iniciariam a desocupação. Ele informou que o grupo iria para os assentamentos Zumbi dos Palmares, em Iaras, e Agrocento, em Agudos. Quando o último sem-terra transpôs o portão, seguindo o comboio da retirada formado por cinco caminhões, um ônibus e mais de 30 carros, a PM autorizou a entrada da imprensa e de funcionários da fazenda. A Polícia Civil iniciou uma perícia no local.

Cenário desolador

O cenário era desolador. Sujeira, lixo, peças e destroços de máquinas estavam espalhados por toda parte. O cheiro de fezes se misturava ao de laranja podre. O gerente constatou que o depósito de defensivos tinha sido saqueado.

"Por baixo, levaram mais de R$ 100 mil, justamente os produtos mais caros." As câmeras de vigilância desapareceram. Os tratores estavam depenados, sem bateria, motor-de-arranque, filtros, faróis e com a fiação cortada. "Puseram areia no motor e ligaram só para fundir", contou Ferreti. Dois tratores foram partidos ao meio, não se sabe como. Outros três estavam desaparecidos. Um caminhão foi achado no barro na beira de uma represa. Cerca de 15 mil litros de óleo diesel sumiram do reservatório.

As casas foram saqueadas: portas e janelas foram arrombadas e móveis, televisores, roupas, louças, utensílios de cozinha, até lâmpadas e chapas de fogão foram levados. Alguns sofás que não puderam ser carregados tiveram os tecidos rasgados. Paredes estavam pichadas com frases como "MST em ação" e "Revolucionários em Luta".

O motorista Edmilson Marcos, da prefeitura de Borebi, que transportou água para apagar um possível incêndio, viu um sem-terra arrancando um bebedouro para colocar sobre o caminhão. "Eles são terroristas", disse. O ex-sem-terra Alfeu Agnaldo Barbosa, que agora trabalha na fazenda, disse que os assentados da região ficaram revoltados com a destruição. "Grande parte das famílias depende da Cutrale."

Prejuízos

O gerente informou que um cálculo minucioso dos prejuízos ficará pronto em três dias. Ele estimou o custo para formar um pé de laranja de cinco anos, no auge da produção, como os que foram arrancados em US$ 200 (R$ 340) por planta.

Durante a invasão, pelo menos 90 mil caixas de laranja não foram colhidas e se perderam. Cada trator como os que foram danificados vale cerca de R$ 45 mil. Ferretti não acredita em ressarcimento. "Infelizmente, vamos ter de começar muita coisa do zero."

O delegado de Borebi, Jader Biazon, vai abrir inquérito por esbulho possessório, formação de quadrilha, furto, dano e progressão criminosa. "Temos a identificação de parte do grupo e tentaremos estabelecer as autorias." Albuquerque, do MST, não falou com a imprensa.

Em nota, o MST estadual não se manifestou sobre as acusações de furtos e danos. Informou que as terras são públicas e cobrou: "O governo e a justiça precisam cumprir o seu papel e retomar essa área, que é um patrimônio do país e que não pode ser utilizada para o benefício privado."


Estadão

3 comentários:

Laguardia disse...

O MST é uma quadrilha formada para destruir e matar impunemente, apoiado e financiado pelo governo federal com nosso dinheiro.

Onde está a oposição? Onde está a CPI do MST?

Rejane (Mel) disse...

Desolador...

Que ódio que dá...

E nem os FDP da oposição combatem de forma FIRME essa CORJA de BANDIDOS!

bermuda acima do joelho disse...

BANDO DE PARVOS!
O QUE NIMGUEM FALA EH QUE A TERRA INVADIDA EH TERRITORIO DA UNIAO, E A EMPRESA ESTA POR LA ILEGALMENTE A QUASE 20 ANOS.

Nota à Imprensa
Ter, 06 de Outubro de 2009 17:31

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) condena os atos praticados pelo MST na fazenda Santo Henrique. Esse tipo de ação não contribui para a resolução dos conflitos fundiários e o avanço da reforma agrária no País.
O Incra informa que a fazenda Santo Henrique, localizada no município de Borebi, São Paulo, e ocupada pelo MST, é objeto de ação reivindicatória proposta pela autarquia em agosto de 2006, por pertencer a um conjunto de terras públicas da União que constituíam o antigo Núcleo Colonial Monção. No momento, o Incra aguarda decisão da Justiça Federal sobre a posse do imóvel.
O Núcleo Colonial Monção tem sua origem há 100 anos. Foi criado a partir de um grupo de fazendas, algumas compradas pela União e outras recebidas em pagamento de dívidas da Companhia de Colonização São Paulo/Paraná. No total, essas fazendas somavam aproximadamente 40 mil hectares, abrangendo parte dos municípios de Agudos, Lençóis Paulista, Borebi, Iaras e Águas de Santa Bárbara.
Em 1997, foi proposta a primeira ação reivindicatória, relativa à fazenda Capivara, em Iaras. O Incra obteve de imediato a tutela antecipada de 30% do imóvel, o que resultou na criação do assentamento Zumbi dos Palmares em 1998. Em 2007, a Justiça Federal imitiu o Incra na posse da totalidade do imóvel (8 mil hectares).