sábado, 3 de outubro de 2009

O corrupto esporte olímpico do Brasil.


As verbas do esporte olímpico são dadas pelo governo ao Comitê Olímpico Brasileiro. O COB é eleito pelas confederações nacionais. As confederações são eleitas pelas federações estaduais. As federações são eleitas pelos clubes esportivos. Os clubes são formados por departamentos esportivos, que elegem os presidentes. Lá no final da cadeia corrupta do esporte brasileiro estão os atletas que, via de regra, não vêem a cor do dinheiro. Dinheiro das loterias. Dinheiro de isenção fiscal. Dinheiro público. Carrrrrlos Arrrrrthurrrrr Nuzmann está no COB já faz mais de 15 anos. O mesmo tempo em que o seu sucessor, na CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, Ari Graça Filho. Da mesma forma acontece com o Coaraci Nunes, na CBDA, da Natação. Com o Roberto Gesta Melo, da CBAT, do Atletismo. E assim se repete, nas principais confederações. Todos podres ... de ricos. As principais confederações são infladas de patrocínios estatais e do dinheiro do COB para garantir a cota mínima de medalhas nos jogos olímpicos. O resto do dinheiro é devidamente distribuído entre os mesmos de sempre. O mesmos, mesmo! Por conta de venderem os seus votos para manter o mesmo grupo no poder, que não se digna nem mesmo a mudar os nomes dos cartolas. Hoje Lula deu a seguinte declaração:

"Nós vamos reunir todos os presidentes das federações das modalidades que disputam a Olimpíada e vamos exigir que eles nos entreguem um plano de metas para 2012 e para 2016. Na verdade, nós vamos começar um trabalho agora aprimorando os atletas que nós já temos e criando novos atletas para nosso país. É um momento de ouro para que, nesse clima de Olimpíada, possamos fazer o que não conseguimos até agora".

Isto não é reunião. É formação de quadrilha. Operação Olimpo. Pode chegar e botar tudo mundo em cana. O Ministro dos Esportes do Lula, Orlando Silva, pagou duas tapiocas com o cartão corporativo. Só devolveu o dinheiro quando foi pego em flagrante. Das tapiocas ao PAN que custou dez vezes mais do que orçado e que nunca fechou as contas, foi um salto. Salto que rima com assalto, modalidade onde o Brasil é campeão sempre. O plano nunca foi aqueles joguinhos miseráveis de 2007. O plano sempre foi o Rio 2016. Agora eles estão aí, com R$ 30 bilhões para começar. E Lula quer começar logo, já, imediatamente. Só restam 15 meses para ele aplicar uma boa parte do dinheiro. Atletas não se criam com dinheiro. Se criam com esporte de base, com esporte universitário, com esporte de rua. Esporte e educação andam juntos nas potências olímpicas. Nao é o caso do Brasil, onde as medalhas de ouro, via de regra, são frutos de histórias de vida emocionantes. Ou de treinamento feito no exterior, como é o caso do voleibol, da natação e do atletismo. O esporte brasileiro é pura corrupção. Lama de onde brota, de quando em vez, um lírio branco para nos encantar. Cielo, Diego, Gustavo Borges, Giovani Gavio, Mauren, Sandra... Ver Lula dançando com Nuzmann em Copenhague deu vontade de chorar junto. Os motivos, no entanto, eram bem diferentes dos deles. Citius, altius, fortius. Um dia, quem sabe.
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Perguntem aos atletas de voleibol que saíam para jogar fora do país, principalmente na Itália, quanto tinham que pagar, em sacos de dólares, e diretamente a quem. É apenas uma das pequenas falcatruas do esporte olímpico nacional.


Coronel

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