sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016


O Rio será a sede da Olimpíada de 2016. Com uma campanha avaliada em mais de 100 milhões de reais, a cidade desbancou o favoritismo de Chicago, deixou para trás Tóquio e Madri e foi escolhida nesta sexta-feira pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para sediar os Jogos. Com o resultado, o mundo vai poder assistir, daqui a sete anos, à primeira Olimpíada disputada na América do Sul.

A escolha do Rio é fruto de uma intensa - e bem preparada - campanha, além, é claro, do excelente momento que vive a imagem do país no exterior. Lá fora, o Brasil tem sido elogiado pela estabilidade e força de sua economia, como uma nação emergente com projeção cada vez maior no cenário internacional.

Em nenhuma das suas seis tentativas anteriores de sediar uma Olimpíada - para os jogos de 1936, 1944, 1948, 1960, 2004 e 2012 -, o Rio havia sequer passado da primeira fase. Desta vez, porém, os organizadores analisaram mais de 250 propostas para as diversas áreas urbanas e prepararam um relatório mais criterioso para entregar ao COI. Ficaram de fora planos que poderiam causar dúvidas ou que corressem o risco de não ficar prontos a tempo, como a ligação de metrô entre a Barra da Tijuca e a Zonal Sul.

Apoio oficial - A campanha carioca contou, também, com um importante diferencial: o comprometimento dos três níveis de governo. Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou pessoalmente aos membros do COI o Ato Olímpico, documento por meio do qual o governo federal reforça o compromisso de dar suporte e fazer os investimentos necessários para a realização dos Jogos.

O texto baseia-se em 64 pontos que atendem as necessidades operacionais e logísticas da organização da Olimpíada e da Paraolimpíada e garante a execução de todos eles. Entre as medidas estão a dispensa de concessão de visto para os estrangeiros credenciados, a criação de uma agência reguladora de transporte e tráfego durante o evento, a coordenação de tarifas hoteleiras e a garantia de leis e regras de controle de dopagem alinhadas às diretrizes da Agência Mundial Antidoping (Wada).

Custos - Uma campanha tão grandiosa não poderia ter custado pouco. Segundo o ministro do Esporte Orlando Silva, o governo gastou pouco mais de 100 milhões de reais na candidatura. Estima-se que somente com a hospedagem da comitiva que foi à Copenhague fazer campanha pela cidade e acompanhar o resultado o comitê de postulação tenha gasto quase 1 milhão de reais. Os brasileiros fecharam um dos hotéis mais sofisticados da capital dinamarquesa e fincaram uma bandeira do Brasil no topo do prédio. Alguns membros do comitê de candidatura foram autorizados, inclusive, a se hospedar no hotel Marriot, onde estavam todos os membros do COI.

Na quarta-feira, o Congresso aprovou a liberação de mais 30 milhões de reais para o Ministério do Esporte, a título de apoio à candidatura do Rio. O dinheiro, que não estava previsto no orçamento, será repassado na forma de crédito extraordinário, instrumento usado para cobrir despesas emergenciais. Em 2008, o governo já havia liberado 85 milhões de reais para a candidatura. O simples fato de se tornar candidata, independente da campanha, já custou caro. Ao ter a candidatura aceita, uma cidade deve pagar ao COI 150.000 dólares e assinar o contrato de aceitação de candidatura. Ao passar da primeira fase, são outros 500.000 dólares.

Projeto - Agora que a cidade está confirmada como sede, começam os preparativos para tornar o Rio apto a receber os Jogos. O projeto carioca prevê um orçamento de mais de 14 bilhões de dólares (quase 25 bilhões de reais) - é correspondente ao que as outras três finalistas pretendiam gastar juntas. Mais de um terço desse dinheiro será investido somente na área de transportes. Portos, rodovias e aeroportos passarão por reformas e três linhas de BRT, um sistema de ônibus de alta performance, semelhante ao projeto Ligeirinho, de Curitiba, serão implantadas. Os novos traçados interligarão áreas da Barra da Tijuca, Zona Sul, Zona Norte e Centro do Rio.

A ideia é triplicar o uso de transporte de massa na cidade. Além disso, o COI espera pela revitalização da área do porto, o desenvolvimento de um parque para esportes radicais no bairro de Deodoro e investimentos em complexos residenciais e esportivos na vinhança do Maracanã. A Olimpíada deixará um enorme legado para a população da cidade. Pelos cálculos dos organizadores, em uma conta bastante conservadora, o evento deve criar pelo menos 15 000 empregos fixos e outros 50 000 temporários. Boa parte deles nos setores de construção civil e serviços. Antes que os Jogos terminem, porém, é praticamente impossível saber ao certo número de oportunidades que surgirão antes, durante e depois da sua realização.

veja.com


Esperamos somente que nossos bolsos não tenham que ser "acionistas majoritários" sem direito a nada, na festa que preparam.

2 comentários:

sicário disse...

Luis Ignóbil Lula da Silva, também acho que poderias morrer hoje e eu, com certeza, ficaria muito mais feliz!

Aluizio,
O energúmeno só insistiu com a Olimpíada no Brasil porque em 2016 vai estar "aposentado" e poderá treinar para participar das paraolimpíadas.
Pode se inscrever em várias modalidades.
Tais como:
- deficiência cerebral
- cegueira
- surdez
- menbro amputado

Ernesto Heredia Dias disse...

Para os caças novos da FAB U$20 bi !!

Para a realizar a Olimpíada no Brasil U$20 bi !!

Para a educação, segurança, e saúde que estão um LIXO ...