quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O PT Apaga o Brasil!


A falta de energia elétrica trazida pelo apagão iniciado na noite de terça-feira (10) causou prejuízos para as empresas estatais que administram o saneamento básico nos Estados do Sudeste. Com as máquinas sendo ligadas e desligadas, as alterações na circulação de água produziram mudanças bruscas de pressão e ressecamentos nos mecanismos, obrigando os técnicos das companhias a enfrentar turnos inesperados de reparo dos danos e manutenção das tubulações. No total, cerca de 8,5 milhões de habitantes dessa região foram afetados.

No Espírito Santo, os sistemas que abastecem os municípios de Serra e Vitória foram os mais atingidos pelo problema. Em alguns bairros, como o conserto nas estações é demorado, a distribuição de água ainda está sendo feita por carros-pipa. No total, a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) estima que 550 mil pessoas tenham sido prejudicadas, especialmente nas 12 horas mais severas do corte no abastecimento.

No Rio de Janeiro, adutoras também foram rompidas quando a luz caiu, segundo a Companhia de Águas e Esgotos do Estado (Cedae). Parte das nove milhões de pessoas atendidas nas 62 cidades servidas pela empresa ficou com as torneiras secas, em uma situação que só deve ser restabelecida na noite desta quarta-feira (11). No começo da tarde, 10% dos consumidores ainda estavam sem água.

São Paulo, que teve um pico de pane que deixou 6,7 milhões de pessoas sem abastecimento na região metropolitana da capital, sofreu uma parada geral em suas unidades e também teve que reparar seu maquinário. Danos foram observados em várias estações de tratamento de água, como na chamada ABV, na zona sul, que teve o rompimento de uma tubulação no momento de retomada da energia elétrica.

O entrave só foi superado às 8h30, prejudicando os habitantes da região e das cidades vizinhas, como Taboão, Embu e Itapecirica. Às 13h50, a situação na região metropolitana estava melhorando. Somente 3 milhões de pessoas, segundo a Sabesp, estavam com o abastecimento prejudicado. No interior paulista, 480 mil enfrentam a falta d'água, o que representa 60% da população das seguintes cidades: São Roque, Alumínio, Iperó, Boituva, Ibiúna, Botucatu, Dourado, Pederneiras e Capela do Alto.

Minas Gerais, segundo a companhia de saneamento local, a Copasa, teria sido o único Estado do Sudeste a não enfrentar problemas.

Como explicam as empresas, diferentemente do que ocorre com a luz, a normalização do sistema que leva água aos domicílios não é simples nem imediata, mesmo com as máquinas funcionando novamente. "É necessário encher as tubulações e reservatórios e a água tem que percorrer longos caminhos até atingir cada um dos pontos de abastecimento", explicou uma nota oficial da Sabesp. Além disso, pontos mais altos ficam por último nesse processo.

UOL

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