domingo, 29 de novembro de 2009

Lula da Silva e Honduras.

Por Armando Valladares, publicado na imprensa mundial, no dia das eleições democráticas de Honduras:

" Em meus artigos anteriores, tenho analisado a política do Presidente do Brasil, comparando-o com Kerensky, porque igual a este último, Lula da Silva tem sido o mais laborioso colaborador, tentando aplainar o caminho para que os comunistas se apoderem dos povos e os escravizem, como vem pretendendo (inutilmente) com Honduras. Nesta ocasião se equivocou, suas manobras se estraçalharam contra a decisão de um povo valente e decidido, que Lula conspirou para escravizar, e que por defender a liberdade e a democracia não titubeou um só instante em enfrentar o mundo do que submeter-se ao socialismo do Século XXI. Da mesma forma que Lula da Silva se lançou a fundo, despindo-se da máscara de moderado e respeitoso das leis, me sinto no dever e na obrigação de denunciar energicamente, sem querer ser diplomático, sua real natureza. O verdadeiro Lula da Silva é aquele que nos anos setenta se abraçava com as guerrilhas terroristas das FARC e apoiava os crimes e torturas de meus compatriotas debaixo da tirania castrista. Há alguns anos, escrevi um artigo assinalando de maneira irrefutável sua cumplicidade com todos os inimigos da liberdade, com os terroristas e narcotraficantes, guerrilheiros colombianos, salvadorenhos, etc.,e aqueles planos totalitários do Foro de São Paulo. Minha denúncia rigorosamente histórica e documentada com nomes, datas e lugares, foi mencionada ao então candidato à presidência Lula da Silva pelo prestigioso jornalista brasileiro Boris Casoy em seu programa de televisão. Sem argumentos, descomposto e iracundo, sua resposta foi chamar-me de "embusteiro de Miami". Era 8 de outubro de 2002. A "moderação obrigada" do presidente brasileiro em seus anos de mandato tem sido determinada não por uma mudança em seus sentimentos socialistas, mas sim pela força das instituições e do povo brasileiro que não lhe permtiram nunca transformar o país em em um estado marxista ao estilo de Cuba e Venezuela. Com as mãos atadas e não podendo fazê-lo, não atrevendo-se a sequer tentá-lo, tem tido que contentar-se em apoiar, em solidarizar-se com todos os depredadores de seus povos, e nostálgico do seu sonho frustrado de levar o Brasil ao socialismo chavista do século XXI,tem feito o possível, tem contribuído com todas as forças dos seus verdadeiros ideais, impulsionando outros países do continente ao modelo social que ele não pôde implantar sem seu próprio país. Daí seu apoio ao deposto presidente hondurenho Zelaya, um apoio quase doentio que tem levado o país que representa a violar todos os convênios diplomáticos internacionais. A atuação no caso de Honduras tem levado a outrora prestigiosa e respeitável diplomacia brasileira ao nível mais baixo, questionável e vergonhoso de sua história, à qual muitos analistas qualificam como Vietnam diplomático do Brasil. Um editorial do diário Las Américas de 28 de setembro assinala que "o Brasil está violando abertamente em Honduras a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, que foi subscrita em 16 de abril de 1961 e que entrou em vigor, depois das ratificações, em 24 de abril de 1964. A violação consiste em dar arbitrário refúgio na sede da sua missão diplomática em Tegucigalpa ao deposto presidente Manuel Zelaya, especialmente por estar das janelas e sacadas do prédio, com um microfone na mão, agitando aqueles que estão queimando automóveis e saqueando lojas na capital hondurenha". Outro artigo da Convenção de Genebra, violado pelo Governo do Brasil, é o parágrafo terceiro do artigo 41, que estabelece claramente que o que o governo brasileiro está permitindo à Zelaya, desde a sua Embaixada, chamando aos enfrentamentos, à violência, à desordem e ao terrorismo, é ilegal e é uma ingerência e uma grosseira intromissão aos assuntos internos de Honduras.Lula da Silva, com a sua intromissão, não está somente violando a Convenção de Viena. O prestigioso jurista, diplomata de carreira e coordenador de Pro Justiça, Maurício Velasco, em uma análise da atual situação da embaixada brasileira, publicado no El Heraldo, em 24 de setembro, assinala que " a Carta Constitutiva da OEA proíbe a um hóspede ou asilado em uma sede diplomática dar declarações políticas a meios de comunicação". Em 2005, assinala o advogado Maurício Velasco, o deposto presidente do Equador, Lúcio Gutierrez, pediu asilo na embaixada do Brasil em Quito, o que lhe foi concedido, "sempre e quando não houvesse manifestações de caráter político por parte do senhor Lúcio Gutierrez". A OEA deveria pronunciar-se sobre estas violações, porém não o fará. Insulza e o desprestigiado organismo que dirige são marionetes de Chávez e dos países da ALBA, cúmplices desta conspiração contra o heróico povo hondurenho e seus líderes que rechaçam ao socialismo(comunismo) do século XXI. Por que não atuou a diplomacia brasileira com Zelaya, como o fez com o deposto presidente Lucio Gutiérrez? Para vergonha dos brasileiros quem organizou, manipulou e decidiu que Zelaya fosse para a embaixada do Brasil foi Hugo Chávez. Um estrangeiro ditando a política exterior deste país, com o beneplácito do Presidente Lula da Silva! Que vergonha! O senado brasileiro deveria invertigar a fundo estes acontecimentos. Prepotente, desrespeituoso, em resposta à decisão soberana do governo constitucional de Honduras, meses atrás, quando este lhe deu um prazo de dez dias para definir o status de Zelaya, o presidente brasileiro respondeu que estaria ali até que a ONU e a OEA quisessem, esquecendo-se que em Honduras, quem mandava, por designação constitucional, era o presidente Micheletti. Lula da Silva disse que não aceitará o resultado das eleições de 29 de novembro em Honduras, porém aceitou o resultado fraudulento das eleições do Irã e da Nicarágua. Quando toda a comunidade internacional está em pânico pelo perigo de uma guerra atômica desencadeada pelo Irã, Lula da Silva declara que falou com Mahmoud Ahmadinejad e que este lhe garantiu que os reatores atômicos são para fins pacíficos, e que ele (Lula) não tinha porque duvidar disto. E com uma afronta a mais aos brasileiros amantes da liberdade e aos povos civilizados do mundo, convidou e recebeu este terrorista em visita ao seu país. Se em Honduras houver derramamento de sangue, mortos e mais episódios de violência e terrorismo, será pela ingerência de Lula da Silva, ao permitir, em violação às leis e convênios internacionais que o deposto presidente Zelaya continue usando a embaixada do Brasil para seus propósitos políticos e de desestabilização do país."


Coronel

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

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