segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A verdade sobre o MST


Jota Dangelo
Acima dos bate-bocas ideológicos, das divergências de opinião, dos
enunciados oficiais, das denúncias da oposição, dos esperneios da bancada
ruralista, da demagogia de dirigentes esquerdopatas, como Stedile,
encomendou-se ao IBOPE uma pesquisa sobre os assentamentos do MST. Foram
ouvidos 1.000 assentados em nove dos principais assentamentos que, em tese,
já teriam sido emancipados. Ou seja, nestes assentamentos as coisas
deveriam estar correndo, se não às mil maravilhas, pelo menos a contento. O
resultado da pesquisa é um descalabro e mostra como a política agrária do
Governo Federal é o mais desastroso equívoco já concebido pelo poder
público.
Para começo de conversa, 37% dos assentados não produzem rigorosamente
nada. Apenas 27,7% fazem o bastante para sustentar a família e vender algum
excedente. Não conseguem o suficiente nem para as bocas da casa 10,7% dos
assentados, e só 24,6% dão ao menos de comer aos seus com o que extraem da
terra. Isto faz com que 49% da renda dos assentados não tenha origem na
terra, sendo necessárias as mais variadas formas de complementação:
bolsa-família, seguro-desemprego, trabalho assalariado fora da propriedade
etc.
Não se trata de chilique da oposição, preferência partidária, choradeira do
agronegócio: trata-se de uma pesquisa feita por um dos Institutos de
Pesquisa mais conceituados do país, encomendada pela Confederação Nacional
de Agricultura e Pecuária. Não é apenas contestação das práticas invasivas
e predatórias do MST, da atuação complacente, e até estimulante, da
Pastoral da Terra para com a horda destrambelhada do MST, sustentado com
verbas públicas repassadas pelo governo para cooperativas e ONGs, algumas
até estrangeiras, já que o Movimento dos Sem Terra, espertamente, não tem
organização jurídica, o que impede até mesmo que seja responsabilizado
judicialmente pelos seus desmandos.

A pesquisa vai além. Apenas 15% dispõem de trator. Os instrumentos de
trabalho, para a enorme maioria, ainda são os rudimentares, enxada, foice,
machado, pá. E mais: por acaso o governo está atento às condições
precaríssimas em que vivem os assentados? Negativo: nada menos de 75% não
têm financiamento do Pronaf, que é o programa de crédito para a agricultura
familiar; só 21% são beneficiados pelo Pronaf e estão em dia, e 4%, em
atraso. A pesquisa mostra ainda coisas mais estarrecedoras: há trabalho
infantil em 19% dos assentamentos, e 68% dos entrevistados – com mais de 18
anos – são analfabetos. As condições de vida também não se mostram
aceitáveis: 14% dos domicílios não têm banheiro e dos outros 86%, 63%
utilizam fossa rudimentar. 83% dos assentados nunca fizeram qualquer curso
de capacitação.
Como se isto não bastasse, a pesquisa mostra também um dado fraudulento: só
39% dos assentados são, verdadeiramente, o primeiro beneficiário; 46% deles
compraram a terra de outra pessoa. É isto que prova que praticamente a
metade dos assentados só estão no movimento para conseguir seu quinhão de
terra e vendê-la imediatamente, e não para plantar alguma coisa.
Torna-se evidente que o modelo de reforma agrária é um desastre. Na
terça-feira passada, no Congresso, o patético ministro do Desenvolvimento
Agrário deitou falação: primeiro desprezou os dados da pesquisa,
simplesmente; em seguida teve a audácia de dizer que o ministério tem dados
que provam que a agricultura familiar produz mais que o agronegócio; e
terminou sua besteralogia criticando aqueles que querem “criminalizar” o
MST, acusando-os, sem citar nomes, é claro, de ser contra “os movimentos
sociais”, o que, evidentemente não é verdade. A política agrária do governo
está é transformando os assentamentos em redutos de pobreza, analfabetismo
e, eventualmente, violência.


Fonte: Gazeta de São João del-Rei

"Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e
vinte e quatro horas depois uma horda de aduladores estará à sua volta,
brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um
grande homem, e de que tudo o que faz está certo.
Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio
equilibrado, um primário em um estadista.
E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem
limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".

Gal. Olimpio Mourão Filho

UM POUCO DE HISTÓRIA: No início de 1953, o Gulag comportava cerca de
2.450.000 detidos ao qual se somavam 2.750.000 colonos especiais. Era a
democracia da URSS. VIVA o Comunismo.

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