domingo, 13 de dezembro de 2009

Eleições no Chile

(Da esq. para a dir.) Eduardo Frei, Sebastián Piñera, Marco Enríquez-Ominami e Jorge Arrate



Os eleitores chilenos vão às urnas neste domingo (13) para escolher o sucessor da presidente Michelle Bachelet, além de renovar a Câmara dos Deputados e trocar metade do Senado.

Segundo as últimas pesquisas, a corrida pela presidência é liderada por Sebastián Piñera, 60, empresário que representa a Coalición por el Cambio, de direita.

Atrás do líder conservador aparece o ex-presidente Eduardo Frei (1994-200), 67, candidato da coalizão governista Concertación, de tendência centro esquerda, que há 20 anos está na presidência chilena.

O último levantamento mostra Piñera com 44% da preferência dos eleitores, contra 31% de Frei, um resultado que levaria a disputa para o segundo turno, agendado para 17 de janeiro. Para ser eleito em primeiro turno no Chile, o candidato precisa da maioria simples dos votos válidos, ou seja, pelo menos 50% mais um.

O candidato conservador também lidera as pesquisas que consideram o hipotético cenário do segundo turno, indicando que essas eleições podem significar o fim da hegemonia de centro-esquerda, que está no governo desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.

O candidato "surpresa" desse pleito é Marco Enríquez-Ominam, 36, cineasta e filósofo que renunciou ao Partido Socialista para se lançar na disputa como candidato independente e já registra 20% de apoio, abrindo caminho para se firmar como grande candidato dentro de quatro anos.

Com 7% de apoio, o menor candidato é Jorge Arrata, 68, economista e ex-ministro do presidente derrubado Salvador Allende, que concorre pela coalizão entre Partido Comunista e Partido Humanista.

Senadores e deputados
Os deputados são eleitos por quatro anos e os senadores, por oito. Assim, a Câmara dos Deputados se renova completamente em cada eleição, enquanto cerca da metade das cadeiras do Senado ganha um novo ocupante em cada pleito. Não há limites para a reeleição nesses cargos.

A composição atual da Câmara é de 57 cadeiras para a Concertación, governista, contra 53 da oposição de direita e 10 independentes. No Senado estão 17 representantes da direita, 15 do governo e 6 independentes.

Estão aptos para votar 8,3 milhões de chilenos, maiores de 18 anos, que se inscreveram voluntariamente como eleitores. Para os inscritos, a votação é obrigatória e a ausência pode implicar em multa. Chilenos no exterior não votam. A votação acontece no domingo (13) das 7h às 16h, no horário local (das 8h às 17h, horário de Brasília).

*Com agências internacionais

Nenhum comentário: