terça-feira, 1 de dezembro de 2009

FORA, ARRUDA! DO DEM E DO GOVERNO!


Quem se atreve a defender José Roberto Arruda (DEM), governador do Distrito Federal? A Executiva do DEM se reúne hoje de novo. É possível que adie a decisão por duas semanas, dando-lhe o chamado “direito de defesa”: em oito dias, ele apresenta suas explicações para o caso, e um relator do partido teria mais oito para se manifestar. Até lá, é o partido que continua sangrando. PORQUE OS DEMOCRATAS DEVEM TER CLARO QUE ARRUDA JÁ NÃO TEM MAIS SANGUE PARA PERDER. É um cadáver político. A PARTIR DE AGORA, O QUE ELE FAZ É SUGAR O SANGUE DO PRÓPRIO DEM. Estima-se que existam por aí mais uns 20 vídeos desta cornucópia de safadezas que é o tal Durval Barbosa. A coisa não vai parar, e o DEM sabe disso.

A “informação” ou “boato” que segue está em todo o meio político e pautou o jornalismo ontem: Arruda estaria agora chantageado o próprio partido, já que o seu “esquema” teria servido ao DEM nacional. Enquanto a sua expulsão for postergada — e caso não venha a se consumar —, a possibilidade é tomada como verdade. E, se for verdade, cedo ou tarde, o fato virá à luz. Que venha cedo. Se não for, cumpre cortar o mal pela raiz. No momento, o mal é Arruda. Enquanto estiver por aí, o cadáver, como já escrevi aqui, procria. É claro que há outros elementos escandalosos nessa história além do escândalo propriamente dito protagonizado por aquela gangue instalada no Distrito Federal. Falarei a respeito em outros posts. Eles pedem providências. Mas que fique claro: não há exploração política possível que negue o que todo mundo viu.

Sim, as fitas estão sendo vazadas obedecendo única e exclusivamente ao interesse dos vazadores — seja o próprio Durval, sejam “fontes” da Polícia Federal ou do Ministério Público. Eventos acontecidos neste governo e no anterior, de Joaquim Roriz, se misturam para dar a impressão de que “é tudo coisa do Arruda”. Ocorre que o que efetivamente é “coisa do Arruda” já é do balacobaco. Não há saída possível. OU O DEM EXPULSA ARRUDA OU ACABA EXPULSO PELO ELEITOR.

O governador, ademais, continua ruim pra chuchu para dar desculpas. O comunicado que leu ontem é patético. Lembrava o Arruda da violação do painel do Senado, negando de pés juntos o ocorrido. Se é com argumentos como estes que pretende convencer o DEM, então não quer convencer, mas ofender a inteligência alheia. Acompanhem em vermelho alguns trechos. Comento em azul;

Tendo em vista o que aconteceu nos últimos dias e depois de uma análise preliminar dos documentos disponíveis, julgo importante fazer algumas considerações. Primeiro: durante oito anos, o denunciante Durval Barbosa, hoje réu em 32 processos, todos por atos praticados no governo anterior foi presidente da Codeplan. a empresa de informática do governo Roriz.
Arruda sabia que ele era réu em 32 processos e o fez secretário de Relações Institucionais por quê? Pelos belos serviços prestados até ali? Ou será que precisava de alguém com o perfil de Durval?

Os recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante para ações sociais nos anos de 2004, 2005 e 2006, entre os quais o que foi exibido pela TV, foram regularmente registrados ou contabilizados, como o foram todos os demais itens da campanha eleitoral.

Noto que Arruda já se antecipa e fala em recursos recebidos ao longo de três anos. Haja ações sociais! A propósito: o que o grupo tem contra o uso de talão de cheque e conta em banco? Quantas toneladas de panetone Arruda comprou?

Na montagem da equipe de governo, o denunciante desejou continuar na equipe de informática. Não concordamos com a sua permanência no mesmo posto e o mantivemos no governo em outro setor, meramente burocrático, já que não havia naquela momento nenhuma condenação. Ainda havia problemas na empresa de informática.
Arruda dá a entender que Durval não era de confiança para o setor de informática… E era de confiança para quê?
(…)
Quanto ao diálogo gravado no dia 21 de outubro, fica claro que foi conduzido para passar uma versão previamente estudada. A avaliação preliminar dos nossos advogados me alerta que os supostos “defeitos”, ou “aquecimento” ou “resfriamento” do aparelho de gravação, tudo isso nos exatos termos que consta dos autos, podem ter truncado e comprometido o teor e o sentido da conversa. Inclusive com a “desconfiguração dos dados armazenados”.
Neste trecho, ele se refere a uma conversa que mantém com Durval sobre quanto dinheiro existe em caixa para distribuir entre secretários e representantes da base aliada. O trololó do aparelho que esquenta e esfria pode até fazer algum sentido num tribunal. Politicamente, torna tudo mais ridículo.

Os advogados estão estudando essa questão. O denunciante propunha realização de pesquisas, conversas de apoio político. Deixamos claro que não aceitaríamos essas doações, pois só cuidaríamos de campanha no próximo ano. Quando a outras imagens ou informes inseridos no inquérito relativos a doações que ele teria feito a outros políticos, é preciso que haja análise cuidadosa para esclarecer melhor as datas e as responsabilidades.
De fato, há muita coisa do tempo em que Durval era uns dos capas-pretas de Joaquim Roriz. Ocorre que foi mantido no governo e nele transitava com grande desenvoltura.
(…)
Com apoio da Controladoria e da Polícia Civil, vamos colaborar com tudo o que for necessário para as investigações do MPF e do STJ. Confiamos na Justiça e vamos continuar trabalhando no dia-a-dia do governo, agora livres dessa herança maldita do governo anterior.”
Arruda supõe, não sem razão, que o grupo de Joaquim Roriz, com quem ele acabou rompendo, maneja alguns peças importantes desse jogo. Bem, Durval era um dos homens de Roriz — e, como se vê, ajudou Arruda em suas “ações sociais” nos anos de 2004, 2005 e 2006…

Não há escapatória, senhores do DEM: hoje é pior do que ontem e melhor do que amanhã. Seja ou não verdadeira a história de que Arruda colaborou com dinheiro ilegal para ações do partido em outros estados, ele tem de sair. Nesse caso, o dano será certamente grande. Mas será devastador se ele ficar.

A única ação racional é expulsá-lo, independentemente do grau de contaminação. E que os democratas não façam a besteira de se espelhar no PT: “Ah, os petistas passaram por isso, estão todos lá, e nada aconteceu”. Ocorre que os democratas não têm um Lula para chamar de seu. Aquele inimputável pode tudo. Ele conta que, na cadeia, tentou “subjugar” o “menino do MEP”, seus parceiros morrem de rir com a piada, e parte da imprensa ainda se indigna: “Que absurdo publicar um negócio desses!”. Se ele pode até isso, pode tudo, pode qualquer coisa.

Ao DEM só é permitido o que está dentro da lei. Mas atenção! Isso é o certo, não aquilo! Ah, sim! No momento certo, eu também disse: “Fora, Lula!”



Reinaldo Azevedo

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