quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Morre ex-deputado estadual e apresentador Luiz Carlos Alborghetti

Famoso pelo estilo espalhafatoso e pela retórica dura, o apresentador de TV e radialista Luiz Carlos Alborghetti, 64, morreu nesta quarta-feira (9), informou seu blog na internet. Ex-deputado estadual no Paraná pelo PFL, hoje DEM, ele lutava contra um câncer de pulmão e faleceu em sua casa, em Curitiba.

"Luiz Carlos Alborghetti faleceu nesta quarta-feira, 9 de dezembro de 2009, por volta das 15h, em sua própria casa. Como sabíamos, ele estava internado em seu quarto, que tinha uma unidade móvel de UTI instalada", diz o texto no seu site. "Infelizmente, não é brincadeira. Quem dera fosse."

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, anunciou a morte de Alborghetti, nascido em Andradina, interior de São Paulo. O apresentador, que iniciou a carreira em 1976 em Londrina, interior paranaenese, desagradava defensores dos direitos humanos e era admirado por policiais.

Alborghetti foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986 e quatro anos depois renovou seu mandato. Pausou as atividades de parlamentar para se dedicar à televisão, mas voltou à Assembleia Legislativa em 1994. Reeleito em 1998, tentou novo mandato em 2002, mas fracassou. Nos últimos anos fez transmissões por rádio e pela internet.

No mês passado o filho de Alborghetti, Marcio, foi acusado de espancar a mulher e tentar agredir seu filho. Foi também em novembro que se acelerou o processo de metástase do câncer que, segundo seu site, teria tirado seu ânimo.

"Não conseguia mais andar, nem falar. Também já não comia. Não pôde mais combater a doença e hoje levamos essa facada no coração", diz o site.

Alborghetti criou várias frases que viraram bordão entre os defensores de políticas de segurança duras e nem sempre condizentes com o respeito à lei: "Não tem que construir mais cadeias! Tem que construir mais cemitérios!"; "Tá com pena dele? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na tua cama!" e "Foi pro colo do capeta!" são algumas delas.

Tido como um dos fundadores do estilo policialesco que dominou a TV brasileira no início da década passada, Alborghetti ganhou grande projeção com o programa "Cadeia Nacional", transmitido pela CNT. Ali teve como repórter Carlos Massa, o "Ratinho", que mais tarde seria seu mais famoso sucessor.

"Aprendi muito com o Alborghetti, o seu estilo é diferenciado", disse Ratinho em um Bate-Papo no UOL em julho. "Só que hoje este estilo não daria o mesmo resultado da época. Tem tanta notícia ruim que as pessoas estão cansadas, o público em geral está enjoando de notícia, exatamente por isso que saí um pouco disso."


UOL

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