domingo, 6 de dezembro de 2009

POR QUE OS JORNAIS ESTÃO DEFINHANDO?

Recentemente um plebiscito na Suíça convalidou, por meio do voto, aquilo que já era um fato: o repúdio da maioria dos suíços ao avanço do fanatismo islâmico no país. A Suíça está sendo o primeiro país da Europa a decidir mandar fogo nos botocudos islâmicos, a começar pela proibição dos tais minaretes.

Causa-me espanto um editorial da Folha de São Paulo deste domingo a defender o direito do fanatismo islâmico. Perdoe-me, mas o editorialista da Folha de São Paulo é o retrato mais bem acabado da dominância da estupidez politicamente correta que domina as redações dos jornais.

Depois os donos dos jornais vêm dizer que as vendas de suas publicações estão caindo por causa da internet. Ora, isto é uma mistificação ordinária, uma vigarice fantástica. Os jornais perdem leitores porque permitem que suas redações sejam comandadas e pautadas pela ditadura do politicamente correto, pelos comunistas retardatários viúvas do falido comunismo, pelos áulicos do lulismo e pelos esquerdistas de todos os matizes que vão dos ecochatos aos defensores do terrorismo.

Eis na íntegra a pérola editorial da Folha de São Paulo deste domingo, sob o título "Os minaretes suiços":

ELEITORES suíços decidiram vetar, há uma semana, a construção de minaretes no país. A torre das mesquitas usada para convocar muçulmanos às preces é vista pelo grupo que propôs o plebiscito, liderado pelo ultranacionalista SVP (Partido do Povo Suíço), como símbolo do islã político e radical. O "sim" à proscrição obteve 58% dos votos.

Um legislador do SVP alegou que a "civilização ocidental" precisa resistir ao avanço, na Europa, de uma religião que ele julga regressiva em relação aos valores da modernidade. Em nome da defesa do "Iluminismo", e por meio de um instrumento clássico da democracia direta (o plebiscito), seu partido convenceu a maioria dos eleitores a restringir um aspecto do direito à liberdade religiosa na Suíça.

Qualquer cidadão ou grupo político pode propor iniciativas de consulta popular naquele país. Para tanto, deve reunir 100 mil assinaturas, na nação de 7 milhões de habitantes, em apoio ao projeto. Foi essa a via até se chegar à proibição dos minaretes.
Embora a decisão tenha sido democrática, já que adotada pela maioria, ela parece chocar-se com os princípios, igualmente democráticos, da liberdade de expressão e de culto religioso. Não se concebe como a edificação de minaretes possa agredir direitos alheios. Mesmo que se alegasse perturbação sonora, pois as torres irradiam música e chamamentos religiosos, algo semelhante se poderia dizer dos sinos das igrejas cristãs.
Decerto uma parcela dos praticantes do islã cultiva a intolerância religiosa; também é verdade que a população islâmica, por conta de imigrações e da natalidade mais alta nas famílias muçulmanas, cresce depressa no continente europeu.
Mas, se a Europa pretende fazer jus às tradições democráticas que fazem parte de sua história e de sua contribuição à humanidade, precisa estar disposta a exibir tolerância para com a diversidade religiosa e conviver melhor com a crescente população de origem não cristã que abrigou.



2 comentários:

Cachorro Louco disse...

Stenio : O jornalista rsponsável por este texto ,e uma maioria da população brasileira estão confundindo democracia com anarquia,bagunça ,desregramento e coisas piores .Os que se dizem politicamente corretos avaliam que se é democracia pode-se tudo .
A democracia se baseia em leis ,e estas leis devem ser cumpridas para a propria sobrevivência do sistema .
A infiltração muçulmana na Europa é uma invasão silenciosa e os pseudodemocratas acham que tem de ser assim.Se fosse permitida a instalaçaõ de igrejas catolicas e evangélicas em países muçulmanos haveria reciprocidade e paz entre as religiões ,mas sem esta reciprocidade não é possível ter tolerância a qualquer religião ou sistema ou outra coisa qualquer.

Abraços

Laguardia disse...

Por diversas vezes tenho escrito ao Ombudsman da Folha, particularmente sobre o caso em Honduras, em que o jornal insiste em passar para seus leitores informações distorcisas. As respostas do Editor de Mundo da Folha são superficiais e muitas vezes até infantis. Infelizmente não demonstram aquele rigor que o jornalista deve ter ao buscar a verdade por tras da notícia.