terça-feira, 8 de dezembro de 2009

TENSÃO: Manifestantes pró-Arruda cercam estudantes na Câmara do DF

BRASÍLIA - É tenso o clima na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Os estudantes que estão acampados desde a semana passada para pressionar a abertura do processo de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (DEM) foram encurralados nesta terça-feira, 8, em uma pequena sala da Câmara Legislativa por pessoas que defendem o governador.

Os manifestantes, que não param de chegar de ônibus à Câmara Legislativa, estão confrontando os estudantes, já quebraram o caixão usado no protesto estudantil, rasgaram as faixas e ocuparam o plenário e outras dependências do local.

Os estudantes estão sendo ameaçados e protegidos por seguranças da Câmara Distrital, que temem não conseguir conter o confronto. No início da tarde, chegou um forte esquema da Polícia Militar (PM) com cerca de 300 agentes, chefiados pelo Batalhão de Operações Especiais, para evitar o confronto.

Eles estão se posicionando em volta da Casa para a qualquer momento invadir e desocupar o local. Há uma ordem judicial de reintegração de posse da Câmara Legislativa que precisa ser cumprida até esta tarde.

O deputado distrital Paulo Tadeu (PT) denunciou que os manifestantes pró-Arruda estão sendo recrutados por aliados do governador nas administrações regionais das cidades satélites de Brasília.

Impeachment

Os estudantes invadiram o prédio na última quarta-feira, 2, e prometiam não deixa-lo até que o governador, acusado de corrupção, fosse expulso do cargo. Na madrugada desta terça, os estudantes aceitaram deixar o plenário da Casa para permitir a realização de uma sessão extraordinária para leitura dos pedidos de impeachment do governador do DF. De onze pedidos, três tiveram a tramitação autorizada durante a sessão desta terça.

A sessão foi marcada por intensos protestos. Os estudantes que acompanhavam a leitura dos processos foram surpreendidos por um grupo de manifestantes a favor do atual governo com o slogan Não se Iluda, quem é Arruda não Muda. O presidente interino da Casa, cabo Patrício (PT), encerrou as atividades e a polícia cercou o prédio.

A leitura durou cerca de uma hora e meia, com a participação de dez parlamentares. Dentre os processos relatados, três foram acatados com base na Lei 1079/50. Eles foram expedidos em nome do deputado Chico Leite, Estefânia Viveiros (representando a Ordem dos Advogados do Brasil) e o terceiro, em nome do advogado Evilázio Viana.


A sessão, embora tivesse quorum para dar abertura ao processo, serviu apenas para iniciar as discussões. Os pedidos seguem para uma comissão especial que irá analisar o mérito e a validade jurídica dos mesmos.

(Com informações da Agência Brasil)

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