terça-feira, 30 de junho de 2009

O HOMEM QUE DEU O "GOLPE" NO FORO DE SÃO PAULO!

Com vocês, o Chefe do Estado Maior Conjunto, general Romeo Vásquez, acusado de dar um "golpe militar" em Honduras. O "golpe militar" mais rápido do mundo durou pouco mais de trinta minutos.

Bastou prender o presidente deposto pelos poderes constituídos, levá-lo ao aeroporto e mandá-lo passear na Costa Rica.

Tem gente que não gosta de Constituição e não gosta de democracia. O Romeuzão aí em cima gosta. Cumpriu direitinho o que estava no livrinho azul de Honduras. Será que o Mico Mandante vai encarar? Duvido, a estas horas já está como Lula, Correa, Evo e Raul, com
"pantalones" da cor marron.


Desculpem interromper a cultura e informação, mas...


Infelizmente, paramos um momento desta cobertura para um adendo:

Um dos autores do blog Movimento Ordem e Vigília Contra a Corrupção auto-intitulado Arthur, cuja pessoa em si eu desconhecia de qualquer debate, e fazia parte de uma comunidade de orkut nominada da mesma forma.

Disse que eu sou "malandro" (vejam só quem é ele para dizer tal coisa...), e que estava usando a "super-comunidade" de orkut dele como forma de "Propaganda"!
Mas, nossa nova colaboradora, a cientísta política "Bellzinha" (que ainda não se pronunciou à respeito) é que era o alvo da honraria e não propaganda.
Quem está lá já está na minha lista de "amiguinhos de orkut" e não precisaria de tal manobra "malandra". Assim como este blog tem sua comunidade no orkut, eu até entenderia, mas...


A soberba, a ganância e o extremo complexo de inferioridade que trazem à comparação os 2 espaços, então eu entendi o engodo...

Pois é: isso aqui, quando não é aberto com banners para venda do espaço, e feita por guerra de egos e visitas.
Graças a Deus minha credibilidade fala mais alto pelas visitas, mas principalmente por "quem" visita.

O infeliz membro do MOVCC diz que ele faz correto, mas a amiga G. Salgueiro, veio AQUI NESTE BLOG dizer da cobertura, bastam ler os comentários.

Digo mais aos desocupados de plantão, principalmente os do Orkut: Eu sou médico e muito bem sucedido para ficar aqui com picuínhas pueris.
Só para se ter uma idéia, meu blog de Ortopedia & Traumatologia é bem mais visitado que este, e é um site apenas e tão somente de informações.

Aliás quem nos acompanha sabe de que lado estamos, e a qualidade das fontes utilizadas aqui.

Arthur, meu querido, você foi extremamente infeliz e tão "truculento sem motivação" que o tópico parou, afinal em seu site nada tem de especial que você diz tanto ser o modo "certo"!

Que grande crianção.

Mais um para lista dos colocados no Ostracismo...

Golpe???? Onde????


Neste domingo as "Forças Armadas de Honduras depuseram o presidente Manuel Zelaya para defender o Estado de Direito", reconheceu a Suprema Corte de Justiça de Honduras em um comunicado, onde confirmou o embasamento legal da deposição do presidente. Segundo a Suprema Corte, Manuel Zelaya (na foto com Chávez) estava tentando dar um golpe na Constituição, aoignorar a decisão do Congresso e partir para realização de um plebiscito, uma consulta popular sobre sua permanência no poder.

Diante disso podemos então concluir que não houve golpe, mas um contra golpe?

Só que nem contra golpe houve. A Constituição de Honduras prevê em seu Artigo 272:- Las Fuerzas Armadas de Honduras, son una Institución Nacional de carácter permanente, esencialmente profesional, apolítica, obediente y no deliberante. Se constituyen para defender la integridad territorial y la soberanía de la República, mantener la paz, el orden público y el imperio de la Constitución, los principios de libre sufragio y la alternabilidad en el ejercicio de la Presidencia de la República.

Golpe é o cacete então. O que as Forças Armadas fizeram foi tirar da presidência um esquerdopata aprendiz de salafrário, que queria dar um golpe para se perpetuar no poder, seguindo os passos e a orientação do salafrário mor das zersquerda latina, Hugo Chávez e a sua nova "ditadura democrática", através de "consultas populares" fraudadas. Coisa que o PT até tentou nestepais.

Ontem foi lida no Congresso uma carta de renúncia do presidente, que nega tê-la escrito. Os parlamentares, com apoio do partido Liberal de Zelaya (que é um partido de direita. Zelaya, apesar de ter sido eleito pela direita, se aliou ao chavismo), aprovaram a indicação do presidente do Congresso, Roberto Micheletti, para assumir a presidência do país até as novas eleições, convocadas para novembro. Bom, então não se formou um governo militar.

O salafrário do Hugo disse ontem que está disposto a interferir militarmente para reconduzir seu amigo ao poder. Veja o absurdo: Chávez quer enviar tropas para Honduras para combater o que ele chama de golpe das elites hondurenhas a serviço dos Estados Unidos. O novo presidente disse ter conhecimento que a Venezuela está preparandorechaçou a ameaça de Chávez e disse que o Exército está preparado

Michelett, em seu primeiro discurso no cargo, avisou que está pronto para receber Manuel Zelaya de volta ao país, "pero sin el apoyo del gobernante de Venezuela, Hugo Chávez".

Ao ver que ele não consegue ludibriar o novo governo e que sua vontade foi contrariada, Huguito está sapateando de raiva, tendo piti um atrás do outro. E saibam, ela vai aprontar alguma coisa, a vai. É uma questão de tempo.


por Adriana Vandoni

Prosa & Política

Honduras: Veja o descontentamento da população...


Tegucigalpa,

Honduras

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Una multitudinaria marcha se realizó esta mañana en el Parque Central de Tegucigalpa donde el llamado fue a favor de la paz, la democracia y la Constitución de Honduras.

A la manifestación se hizo presente el presidente Roberto Micheletti y el jefe del Estado Mayor Conjunto Romeo Váquez Velásquez.

Entrar a video: Plantón democrático

"Felicitamos a los héroes de esta jornada: nuestro ejército hondureño", dijo Micheletti a una multitud que lo recibió con aplausos.

"Agradezco a todas las organizaciones de la sociedad civil y a los hondureños concentrados aquí para defender la democracia, la paz y la tranquilidad en nuestro país”, continuó.

"Asumo el reto de estos seis meses y prometo que el 29 de noviembre habrá elecciones para que los hondureños elijan a su nuevo presidente", reiteró a los hondureños Micheletti Baín, quien sostuvo que a los hondureños "no logró asustarnos la tendencia izquierdista".

“En la mañana escuché a un señor de Venezuela que iba a venir a atacar a Honduras y mi respuesta fue 'señor en este país somos siete millones y medio de habitantes que defenderemos la democracia'”.

Según los organizadores del evento, unos cinco mil hondureños, vestidos con camisas blancas y portando la Bandera Nacional, participaron en la manifestación para validar la sucesión constitucional del presidente Manuel Zelaya y la asunción al poder del presidente Roberto Micheletti.

El empresario Emilio Larach manifestó que la separación de Zelaya ocurrió por la terquedad del ex presidente Zelaya en no escuchar la voluntad del pueblo y preferir oír la voz de los presidentes de la Alternativa Bolivariana de los Pueblos de Nuestra América (Alba).

Ver: Imágenes de la noticia

Ambiente

La manifestación contrastó con la de otros grupos que exigen el retorno del separado presidente Manuel Zelaya Rosales con actos de violencia, y que se parapetan en barricadas armadas con piedras, palos y llantas quemadas.

En la marcha de esta mañana, convocada por la Unión cívica Democrática, diversas organizaciones celebraron que Honduras salió del yugo de Hugo Chávez, a quien el defenestrado presidente Zelaya pretendía emular.

El Himno Nacional y la Oda a la alegría fueron entonados con emoción por los participantes al evento, que denunciaron también las amenazas recibidas por el Frente Popular, que reclama por el derrocamiento de Zelaya Rosales.

"Sí a la democracia, no a la anarquía", era uno de los mensajes escritos en las pancartas que los manifestantes llevaron al evento de esta mañana.

En sus discursos, los ciudadanos afirmaban que Honduras no permitirá dictadores. "No pasarán, no pasarán", gritaban al unísono en alusión a Chávez, el impopular presidente venezolano.

"Solamente tenemos una patria, solamente tenemos una casa común que se llama Honduras y vamos a unir voluntades para defender lo que es nuestro", decía el pastor Evelio Reyes. "¡Viva Honduras, viva Honduras!", gritaban los asistentes. Asimismo, hicieron un llamado al nuevo gobierno para que no siga cometiendo los mismos vicios de antaño.

"Tenemos que salir adelante de esta crisis", dijo Reyes, quien llamó a líderes populares "frustrados" para que reflexionen. "Los invito a manifestarse de manera no violenta, pacífica" y a través de los canales correspondientes.

"No al chavismo, no a la invertevención de Cuba ni de Nicaragua", dijo una de las asistentes al evento, a favor de la soberanía hondureña.

Se respetó la Constitución

Uno de los asistentes a la marcha en Tegucigalpa fue el ex jefe de las Fuerzas Armadas López Carvallo, quien envió al resto del mundo el mensaje de que "en Honduras no hubo golpe de Estado". Las "Fuerzas Armadas cumplieron con la Constitución", afirmó.

Paralelamente, en San Pedro Sula, al norte de Honduras, se realizaba otra marcha a favor de la democracia y la paz.

Desde el domingo anterior, el país ha estado sumido en la agitación social tras la detención y separación del ex presidente Zelaya Rosales.

El mandatario anunció su retorno a Honduras el próximo jueves, acompañado de una comitiva de la Organización de Estados Americanos (OEA).

El canciller hondureño Enrique Ortez Colindres dijo que Zelaya ingresará al país como cualquier ciudadano, mientras que el presidente Roberto Micheletti dijo que si regresa a Honduras será capturado.

Ante la separación de Zelaya, los presidentes de Centroamérica y República Dominicana acordaron ayer en Managua aislar política, económica y comercialmente a Honduras.

El director de la Cámara de Indutria y Comercio de Tegucigalpa (CCIT) Mario Bustillo, lamentó la actitud del SICA de pretender bloquear nuestro comercio regional. Dijo que los empresarios de Centroamérica se oponen a estas medidas.


El Heraldo(Honduras)

Honduras: O apoio da População

Luego del golpe de Estado ocurrido este domingo en Honduras, hoy cientos de habitantes de ese país han decidido manifestar su apoyo al nuevo presidente Roberto Micheletti.

Foto: AFP PHOTO/Yuri CORTEZ

La cadena de noticias CNN ha transmitido la mañana de este martes imágenes de la primera manifestación en Honduras a favor del nuevo presidente, en el centro de Tegucigalpa.

Honduras se encuentra sumida en una profunda crisis política luego del golpe de Estado y la toma del poder por parte de Roberto Micheletti, desde entonces Tegucigalpa ha sido escenario de diversas manifestaciones en apoyo al depuesto mandatario, Manuel Zelaya.

Zelaya, pidió hoy a los gobiernos de América “hechos concretos” que garanticen su retorno al poder, y afirmó que el narcotráfico participó en el golpe de Estado en su contra, en declaraciones ofrecidas a una radio colombiana.

“Estamos protestando por las actitudes del ex presidente Manuel Zelaya y por la intromisión de Hugo Chávez y otros gobiernos en nuestra patria”, declaró a CNN uno de los simpatizantes del gobierno de Roberto Micheletti que se encuentra en esta manifestación.

El mandatario hondureño depuesto ha manifestado su intención de regresar a su país este jueves, acompañado por el Secretario General de la OEA, José Miguel Insulza. Además, se ha conocido que la presidenta de Argentina, Cristina Fernández lo acompañaría en su retorno a Honduras.

Por su parte, Micheletti ha asegurado que si Zelaya regresa a Honduras, lo esperará con un “orden de captura” en su contra por los delitos” que cometió por su “interés de continuar en el Gobierno o por la actitud prepotente con que él había asumido los últimos meses de Gobierno”.

Zelaya fue capturado el domingo por un comando militar, expulsado del país y transportado a Costa Rica, luego de haber recibido una orden judicial avalada por el Congreso, en medio de una crisis política por su intento de lanzar una consulta para un cambio constitucional considerada ilegal por la Justicia.

Noticias 24

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DOIS EM CENA

Honduras : Mídia local: Entenda quem é o verdadeiro Golpista


Diversos sectores afirmaron que el proyecto tenía fines continuistas. Además, se pretendía dar un zarpazo a la Constitución al promover su derogación.

En materia legal, la encuesta y cuarta urna están enterradas, son ya un triste pasado en la memoria de los hondureños.

La finalidad era derogar la Constitución de la República, en un proyecto del Poder Ejecutivo que surgió en el presente año.

La referida encuesta era el principio del camino a dar un zarpazo a la carta magna. Sin embargo, por mandato judicial la encuesta fue declarada ilegal, pero Manuel Zelaya prosiguió con el proyecto y pretendió que los hondureños fueran cómplices de tal irregularidad.

El proyecto se originó en el último año del gobierno de Zelaya, lo que confirmó sus pretensiones continuistas.

El gobierno emitió, el 23 de marzo de 2009, el decreto PCM-005-2009 a fin de que el Instituto Nacional de Estadísticas (INE) realizara, el 28 de junio, una encuesta mediante la cual se le preguntaría a la población si quiere que en las elecciones nacionales de noviembre se instale una cuarta urna para decidir si se convoca a una Asamblea Nacional Constituyente.

Paradójicamente, fue hace un mes cuando en Casa Presidencial se informó que, producto de una movilización de ministros al interior del país, se recabaron unas 400 mil solicitudes para la emisión del decreto que ya se había emitido en marzo.

Para el Ministerio Público (MP), ese proceso es ilegítimo, entre otros aspectos porque el Tribunal Supremo Electoral (TSE) es el único facultado para hacer encuestas o consultas con fines políticos.

Lo más irregular es que el fin último de la encuesta y la cuarta urna era derogar la Constitución de la República para crear un nuevo sistema de gobierno.

En el pasado mes de abril ,un grupo de juristas del gobierno le advirtió en un estudio al Presidente que la consulta era ilegal y que por lo tanto el MP estaría facultado a interponer acusaciones por el delito de abuso de autoridad.

Proceso legal

Dadas estas circunstancias, el MP interpuso, el pasado 8 de mayo, ante el Juzgado de Letras de lo Contencioso Administrativo, una demanda de nulidad contra el decreto PCM-05-2009.

Cuatro días más tarde, el juez titular de dicho órgano jurisdiccional, Jorge Zelaya Zaldaña, admitió la demanda bajo el expediente número 151-2009.

En vista de que el MP solicita en el escrito que se admita la demanda con suspensión del acto impugnado, es decir que se suspenda la encuesta del último domingo de junio, el juzgado inició un proceso por separado para emitir una sentencia sobre este incidente.

En este proceso, la Procuraduría General de la República (PGR), en calidad de representante legal del Estado, presentó ante el juzgado su pronunciamiento avalando la petición del MP de que se suspenda la encuesta.

Ante esta posición de la PGR, el juzgado resolvió emitir sentencia admitiendo la demanda con suspensión del acto impugnado.

Acto seguido, el 12 de mayo, el juzgado admitió la demanda con suspensión de acto impugnado, es decir que dejaba sin efecto la encuesta, mientras se pronunciaba definitivamente sobre la petición del MP.

Como estrategia, el Ejecutivo anunció la creación del decreto PCM-019-2009, en el que se deja sin efecto el decreto PCM-05-2009.

El PCM-019-2009 se publicó hasta el miércoles 25 de junio, en cumplimiento a una petición del juzgado para que explicara cómo aplicar la sentencia que suspende la consulta.

Más trama

La artimaña siguió el 26 de mayo cuando el gobierno emitió el decreto PCM-020-2007, en que nombra el sondeo como “encuesta de opinión” y asegura que ahora el ejercicio es legal porque el INE sí puede levantar encuestas de cualquier tipo, utilizando como base la Ley de Participación Ciudadana, aunque en los considerandos no hace referencia a esta norma.

Atendiendo una petición del MP, el Juzgado de Letras de lo Contencioso Administrativo aclaró los alcances de la sentencia que suspende la consulta.

Expuso que, de igual forma, se suspende cualquier resolución que se emita o se haya emitido orientada a que se lleve a cabo la ilegal encuesta el último domingo de junio.

Con ello se dejaron sin valor y efecto los decretos PCM-019, el PMC-20 y el PCM-027, este último que facultaba a las Fuerzas Armadas a custodiar la encuesta, emitidos por el Ejecutivo en Consejo de Ministros.

En reacción, el presidente Manuel Zelaya envió al menos 40 abogados al juzgado para presentar solicitudes de escritos de personamiento para formar parte del proceso judicial. Las solicitudes fueron declaradas sin lugar por el juzgado y posteriormente por la Corte de Apelaciones del Juzgado de lo Contencioso.

Esta instancia judicial confirmó la sentencia que emitió el juez Zelaya, en el sentido de suspender la encuesta.

El Juzgado de lo Contencioso Administrativo libró comunicación a entidades del gobierno y a las FF AA notificando sobre el contenido de la sentencia y ordenándoles que se abstuvieran de apoyar la encuesta por ser ilegal, advirtiendo que la omisión de la sentencia implica la deducción de responsabilidades penales.

Sin embargo, el presidente Zelaya y sus ministros hicieron caso omiso a la sentencia emitida por la autoridad competente, lo que puso en precario el estado de derecho y la estabilidad del sistema democrático.

La iniciativa provocó la reacción de rechazo en el pueblo hondureño, que se fue a las calles a exigir paz, vivir en democracia y respeto a la Constitución.

Asimismo, rechazaron los fines continuistas de Manuel Zelaya, que pretendía legalizar con la encuesta y cuarta urna.

Un principio establecido en la Constitución es que nadie está obligado a cumplir órdenes ilegales y, sobre el particular, “Mel” pretendió obligar a las FF AA a apoyar una encuesta que fue declarada ilegal por la autoridad competente.

El gobierno no se echó para atrás y mandó a traer la urnas a El Salvador y luego las depositó en bodegas de la Fuerza Aérea Hondureña (FAH).

Como el Presidente no logró que el Ejército obedeciera la orden ilegal de custodiar la encuesta, llegó el jueves pasado con una turba a la FAH para sacar las urnas, pese a que ese material fue dejado en depósito por la Fiscalía.

La noche del jueves 25 informó en cadena nacional el despido del jefe de Estado Mayor Conjunto, Romeo Vásquez Velásquez, además de que aceptó la renuncia del ministro de Defensa, Edmundo Orellana.

En solidaridad con Vásquez, también dimitieron el jefe de la FAH, Luis Prince; el jefe del Ejército, Miguel Padgett; y el jefe de la Fuerza Naval, Juan Pablo Rodríguez.

En respuesta, el MP interpuso ante la Sala Constitucional, de la CSJ, un recurso de amparo contra la destitución de Vásquez, argumentando que el despido es arbitrario al violentársele garantías constitucionales. Otro demanda similar interpuso el abogado Manuel Mazariegos.

Por unanimidad, los magistrados de la Sala Constitucional, con el respaldo del pleno de la CSJ, resolvieron admitir los dos amparos con suspensión del acto reclamado, lo que deja sin valor la destitución de Vásquez y ordena la restitución en el cargo.

El gobierno publicó el miércoles 25 de junio, en el diario La Gaceta, el decreto PCM 020-2009 para “legalizar” la encuesta, que al final fue abortada por la detención de Manuel Zelaya y el decomiso del material por parte de las Fuerzas Armadas.

* Manuel Zelaya, en Consejo de Ministros, emitió el decreto para legalizar la encuesta y cuarta urna.

* El MP interpuso ante el juzgado una demanda contra el decreto; una sentencia suspendió la encuesta.

Crisis unió al pueblo hondureño en una causa

La defensa de la Constitución, el estado de derecho y la democracia tienen miles de actores. Miles de hondureños elevaron su voz de protesta contra el proyecto del Poder Ejecutivo de llevar a cabo una encuesta e instalación de una cuarta urna en las elecciones generales para derogar la carta magna.

La crisis sirvió para que ciudadanos, organizaciones, iglesias, instituciones como el Poder Judicial, Congreso Nacional, Fuerzas Armadas, Ministerio Público, Tribunal Supremo Electoral, Comisionado Nacional de los Derechos Humanos, sector empresarial, Colegio de Abogados, reservistas militares, estudiantes y analistas, entre otros, se unieran para defender la Constitución y la democracia.

Las manifestaciones públicas se registraron a diario; la última, la del pasado viernes, fue la más multitudinaria.


El Heraldo(Honduras)

Honduras: Vitimismo e dissimulação da mídia.


do COTURNO NOTURNO:

Um argumento cínico.


Folha: um editorial vergonhoso.

O editorial que, um dia, a Folha de São Paulo vai lamentar profundamente ter escrito, seguido de comentários verde-oliva:

"A deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, por forças militares faz uso do mesmo expediente que afirma querer combater: violações da Constituição."
Mentira! Está claro na Constituição honduenha que as Forças Armadas deveriam ser utilizadas para manter a ordem. Zelaya invadiu um quartel para retirar urnas e cédulas apreendidas pela Justiça. Demitiu todos os chefes militares. Mesmo assim, não houve golpe militar. Os militares somente agiram sob ordem estrita da Corte Suprema de Justiça. Que violação existe à Constituição? Se dois Poderes, Legislativo e Judiciário, decidem que o presidente deve ser retirado do poder por estar atentando contra o estado de direito, golpe seria se os militares ficassem ao lado de Zelaya, dissolvendo o parlamento e instalando a Justiça Militar. Aí sim, teríamos um golpe.
"Ainda que houvesse razões para tentar impedir medidas inconstitucionais iminentes, não se pode aceitar o golpismo como solução.Zelaya atropelou o Congresso e a Suprema Corte do país para impor um referendo sobre a convocação de nova Constituinte, por meio da qual poderia abrir caminho para se reeleger -seu mandato termina em janeiro.É a fórmula consagrada pelo venezuelano Hugo Chávez -repetida em certa medida no Equador e na Bolívia-, útil a Zelaya também para selar a proximidade com o grupo de governantes que se intitulam bolivarianos."
O que a Folha de São Paulo queria que os "atropelados" fizessem? Ficassem de braços cruzados, após todos os expedientes legais terem sido utilizados para impedir um referendo inconstitucional? Desde março que Zelaya vem sendo sistematicamente derrotado em suas intenções, sem violência, sob o império da lei, pelo Ministério Público, por dezenas de advogados consultados por ele, pela Corte Suprema de Justiça e pelo Congresso. Quem estava dando um golpe utilizando milícias trazidas da Venezuela e da Nicarágua? Quem declarou que não seguiria as ordens da Corte Suprema de Justiça, pois "ela governava só para os poderosos"?
"Tradicional aliado de Washington na América Central, Honduras vinha se voltando ao bloco menos por afinidade ideológica que por oportunismo de Zelaya.Nada justifica, porém, a expulsão do presidente do país, enviado à Costa Rica ainda de pijamas. A atitude evoca o enredo de comédias sobre ditaduras bananeiras e não condiz com a gravidade da crise por que passa Honduras."
A Folha de São Paulo deveria saudar a forma como o presidente foi deposto, sem violência, sem prisão e sem exposição pública. Queriam o quê? Iniciar uma guerra civil? O presidente foi enviado para fora do país para que pudesse haver uma transição sem violência, que é o que estava ocorrendo até o momento em que o mundo se voltou contra a democracia hondurenha. O novo mundo de Barack Obama, aquele que flerta e manda afagos a todo o tipo de ditaduras.
"O Itamaraty acerta ao subscrever a condenação internacional à intervenção militar e pedir que Zelaya seja "incondicionalmente reposto em suas funções".
Onde existe intervenção militar? O presidente é civil, os ministros são civis, os Poderes Judiciário e Legislativo continuam funcionando. Onde está a junta militar? Onde está o general gorila? Onde está o Pinochet hondurenho? Quem assumiu o poder foi o presidente do Congresso, que já marcou eleições e que está apenas cumprindo a Constituição do seu país.
"A OEA (Organização dos Estados Americanos) também condenou o golpe hondurenho. Reiterou, desse modo, compromissos de sua Carta Democrática. O documento trata a democracia como direito dos "povos da América", exige o respeito aos direitos humanos, a "sujeição ao Estado de Direito" e a "celebração de eleições periódicas livres".
A Folha, ela própria, dá todas as razões para a deposição do presidente golpista. Zelaya, exclusivamente Zelaya, estava querendo quebrar o estado de direito no país. Não vamos repetir aqui a cláusula pétrea, de número 239, da Constituição hondurenha, uma perfeição em defesa da democracia, que simplesmente proibe a reeleição e que se toque neste assunto. Uma cláusula criada justamente para evitar o que Zelaya queria: a perpetuação no poder, como seus vizinhos bolivarianos. Sobre eleições, já foram convocadas pelo presidente empossado, para novembro próximo, como manda quem? A Constituição de Honduras, que está acima de tudo.
"Ao requerer que Cuba -estrela ausente do encontro anual da organização, ironicamente realizado em Honduras no início do mês- incorpore tais princípios, requerendo o mesmo de todos os demais Estados, a OEA garante isonomia para atuar em momentos de violação do sentido mais elementar de democracia."
A Folha deveria estar alertando os países latinos para o crime que está sendo cometido ao isolar Honduras, um país cercado pela Guatemala, onde um presidente socialista está sendo acusado de assassinato, com fita gravada do morto alertando que seria assassinado a mando dele. Por El Salvador, onde assumiu recentemente um socialista bolivariano que segue a mesma cartilha de Chávez, que chegou ao poder com uma campanha paga pelo Brasil, feita pelos marqueteiros do PT. E, por fim, pela Nicarágua de Ortega, que dispensa apresentações, com a sua biografia de tirano, corrupto e pedófilo. A OEA e países como o Brasil de Lula estão prestes a jogar Honduras em uma guerra civil, apoiando a volta do presidente deposto. Deveriam, com o apoio de uma cobertura isenta da imprensa, ter a responsabilidade de evitar um banho de sangue, em nome da democracia cercada e atacada por um bando de protótipos de ditadores que está tomando conta da América.

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Para entender um pouco mais o que está acontecendo em Honduras e na América Latina, clique sobre a carta de Fidel Castro a Hugo Chávez e leia. É uma verdadeira aula. Foi publicada ontem, no El Heraldo, um dos principais jornais do país.

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Querem anexar Honduras.

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, está articulando a sua volta ao país, acompanhado do secretário-geral da OEA, o socialista e candidato à presidência do Chile, José Miguel Insulza, na próxima quinta-feira. Quer levar junto alguns presidentes de países latino-americanos para retomar o poder usando a pressão de um covarde bloqueio internacional, apoiado inclusive pelo Brasil. Antes disso, na quarta-feira, pretende se encontrar com Barack Obama. É o primeiro passo para o nascimento da grande nação bolivariana sonhada por Chávez e incentivada por Fidel, com a anexação de fato do território de Honduras.

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Hoje Lula criticou duramente o "golpe militar" ocorrido em Honduras. Na verdade, o Ministério Público, o Congresso, a Corte Suprema de Justiça, no pleno uso das suas prerrogativas constitucionais, determinaram que as Forças Armadas hondurenhas prendessem o presidente golpista que, contra tudo e contra todos, insistia em realizar um referendo que lhe permitiria se eternizar no poder. O presidente petista chegou ao cúmulo de romper relações diplomáticas com o país, para evitar que "golpes militares virem moda" novamente na América Latina. Tudo isso aconteceu um pouco antes de Lula embarcar para a Líbia, para visitar o Coronel Muammar Abu Minyar al-Gaddafi, que tomou o poder em 1969, por meio de um, aí sim, sangrento golpe militar, administrando desde lá o país abaixo de uma ditadura que completa 40 anos. Só falta Lula declarar que existem "golpes militares comuns" e "golpes militares incomuns", assim como fez para livrar a cara de José Sarney.

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Ao que parece o Brasil entrou oficialmente para a Alba, Alternativa Bolivariana para os Pueblos de Nuestra América, comandada por Hugo Chávez e composta por Cuba, Honduras, Nicarágua, Dominica, Bolívia, Venezuela e Equador. Submetendo-se às determinações da instituição, o Brasil também não vai manter mais relações diplomáticas com Honduras. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ordenou nesta segunda-feira, 29, que o embaixador em brasileiro Honduras, Brian Michael Fraser Neele, não retorne ao país devido ao "golpe militar" que depôs o presidente José Manuel Zelaya, informou o Itamaraty ao estadao.com.br. A chancelaria, que condenou fortemente o episódio, afirmou que Neele está no Brasil para férias, mas não detalhou quando o embaixador deveria voltar à nação centro-americana. Em nota, o Itamaraty pressionou para a volta do presidente deposto ao poder. Leia mais aqui.

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O Wall Street Journal apoiou hoje, em editorial, a defesa que Honduras exerceu para manter a sua democracia. Aliás, este é o título do artigo. O jornal afirma que Zelaya, o presidente impedido, exagerou ao tentar fazer o que Hugo Chávez tem feito na Venezuela, mudando a constituição ao seu bel prazer. Mas alerta que Honduras não está livre de Chávez, que exercerá todo o tipo de pressão para gerar um movimento internacional pelo retorno do ex-presidente golpista.

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Honduras: EUA mudam o tom.

Hillary Clinton, secretária de Estado, declarou, hoje, que a preocupação agora é restabelecer a ordem democrática "plena" em Honduras. E concluiu: “todas as partes têm a responsabilidade de resolver os problemas subjacentes (implícitos)que conduziram aos acontecimentos de ontem". Ou seja: os americanos, de posse de melhores informações, não estão mais exigindo a volta do presidente deposto, tampouco assumindo o seu partido, claramente associado a repetir as mesmas táticas e técnicas do socialismo bolivariano. Era previsível, tendo em vista a realidade dos fatos.

por CORONEL


Líder deposto pode voltar como 'cidadão comum', diz Honduras

TEGUCIGALPA - O governo instalado em Honduras após o golpe militar afirmou nesta terça-feira, 30, que o presidente deposto Manuel Zelaya pode retornar ao país quando desejas, mas como "cidadão comum". A declaração foi uma resposta às declarações de Zelaya, que prometeu retornar a Honduras nesta quinta-feira para reassumir o cargo. Nesta terça, o presidente deposto falará à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para protestar contra o golpe.

Honduras continuou desafiando a crescente pressão internacional e as manifestações nas ruas do país para que restitua o presidente Manuel Zelaya no cargo. O novo ministro de Relações Exteriores hondurenho, Enrique Ortez Colindres, parte do novo governo que assumiu o país, afirmou que Zelaya não tem proibido o ingresso em Honduras. "O que tem que fazer é pedir uma permissão para entrar no território e eu a darei mas, até o momento, ele não a pediu", disse o ministro. "Para autorizar o ingresso de Zelaya, não se consideraria ele como um presidente, mas sim como um cidadão comum."

Zelaya disse que voltará ao país acompanhado do presidente da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, depois de fazer um discurso na terça-feira na Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar seu argumento de que é o "presidente legítimo" de Honduras. "Vou para Tegucigalpa na quinta-feira, chega o presidente eleito pelo povo", disse Zelaya na Nicarágua, onde recebeu apoio incondicional do bloco de países esquerdistas liderado por Chávez. Os membros do bloco retiraram seus embaixadores de Honduras em sinal de protesto.

Estados Unidos, União Europeia e países latino-americanos apoiaram Zelaya, aliado próximo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, logo depois de sua deposição no domingo, no primeiro golpe militar na América Central desde a Guerra Fria. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou que os EUA só reconhecerão Zelaya como presidente, já Chávez assegurou que deixará de enviar petróleo para o país de 7 milhões de habitantes enquanto os "usurpadores" governarem Honduras.

Enquanto isso, o presidente designado de Honduras, Roberto Micheletti, nomeado no domingo pelo Congresso, ignorou o cerco internacional e nomeou na segunda-feira um governo de transição, com o qual planeja conduzir o país até as eleições em novembro. Magnata do setor madeireiro e de tendência liberal, a guinada de Zelaya para a esquerda e sua crescente aliança com Chávez irritaram as elites conservadoras boa parte da população de Honduras, o país mais pobre das Américas depois do Haiti e da vizinha Nicarágua.

O presidente deposto, cujo apoio popular havia caído para níveis de 30% em meio à crise econômica, foi deposto quando promovia uma consulta sobre a reeleição presidencial. Essa consulta tinha a oposição da Justiça, dos militares e de setores do empresariados, dos políticos e da Igreja. "O presidente Zelaya estava levando o país para o chavismo, estava seguindo esse modelo que não é aceitável para os hondurenhos", disse Micheletti numa entrevista à Reuters no palácio do governo, onde se instalou apesar das manifestações se concentrarem nessa região.


Estadão

Líder americano afirma que presidente de Honduras deve retomar o poder e condena interferência externa no país.

Numa dura reação contra o golpe militar desfechado no domingo em Honduras, o presidente americano, Barack Obama, qualificou ontem de "ilegal" a situação no país e exortou os hondurenhos à retomada da estabilidade e da democracia, com o retorno do presidente deposto, Manuel Zelaya.

Em comunicado, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que o "golpe foi ilegal" e acredita que Zelaya continua sendo presidente de Honduras. Ele acrescentou que "está preocupado" com as notícias sobre a "detenção e expulsão" de Zelaya. "Peço a todos os atores sociais e políticos em Honduras que respeitem as normas democráticas. Qualquer tensão ou disputa deve ser resolvida pacificamente por meio de um diálogo livre de interferência externa", disse Obama. "Não queremos retornar ao passado obscuro. O presidente Zelaya foi eleito democraticamente e não havia terminado ainda seu mandato. Para nós, ele segue como presidente de Honduras."

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, afirmou, em entrevista coletiva, não ter dúvida de que a situação evoluiu para um golpe, apesar de o governo de facto recém-instalado insistir na legalidade da destituição de Zelaya.

"O presidente, como vocês sabem, foi expulso. Outra pessoa o está substituindo. Consideramos esta uma situação que requer atenção constante e estamos trabalhando com nossos parceiros e utilizando a OEA (Organização dos Estados Americanos) como nosso veículo multilateral", diz Hillary.

Zelaya não era muito próximo dos EUA e havia se aproximado de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, que lidera um grupo de países críticos dos EUA na América Latina.

Washington age com cautela em Honduras para evitar que se repita o fiasco de anos atrás, quando o então governo de George W. Bush reconheceu um governo golpista que havia deposto Chávez. Dois dias depois, o venezuelano voltou ao poder e acusou a Casa Branca de estar por trás da tentativa de golpe. Diferentemente de Obama, Hillary evitou dizer se os EUA exigem o retorno de Zelaya ao poder em Tegucigalpa.

John Negroponte, do Departamento de Estado e ex-embaixador americano em Honduras, disse que as palavras da secretária de Estado indicam que os EUA estariam relutantes em ver o retorno de Zelaya incondicionalmente ao poder.

ACUSAÇÕES

Diante de acusações de Chávez, o governo americano fez questão de divulgar entrevista ontem garantindo que o Exército dos EUA não teve nenhum envolvimento no golpe de Estado em Honduras. "As tropas americanas que têm base em Honduras não estão envolvidas no golpe militar", disse ontem o porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman.

As Forças Armadas de Honduras são historicamente próximas dos EUA, por isso o Pentágono divulgou comunicado com o título: "Tropas americanas em Honduras não estão envolvidas no golpe." Fontes da Casa Branca também disseram que o governo vinha conversando com líderes militares e civis de Honduras na semana passada, na tentativa de evitar o golpe. Mas que agora os militares não mais atendem às ligações das autoridades americanas.

Os EUA haviam manifestado sua insatisfação com a tentativa de Zelaya de perpetuar-se no poder, seguindo o exemplo de Chávez, do boliviano Evo Morales e do equatoriano Rafael Correa. O presidente hondurenho insistia na realização de uma consulta popular - considerada ilegal pela Corte Suprema do país - para mudar a Constituição e abrir o caminho para que pudesse se reeleger (mais informações na página seguinte).

Zelaya disse ontem que voltará quinta-feira a Honduras para terminar seu mandato, que vence em 27 de janeiro. Reunidos em Manágua, os países-membros do Grupo do Rio reiteraram ontem sua "enérgica condenação" ao golpe em Honduras.

Estadão


Honduras enfrenta pressão e protestos para restabelecer Zelaya


TEGUCIGALPA (Reuters) - O governo interino de Honduras desafiava na terça-feira a crescente pressão internacional e as manifestações nas ruas do país para que restitua o presidente Manuel Zelaya no cargo. O presidente deposto anunciou que voltará ao país na quinta-feira.

Estados Unidos, União Europeia e países latino-americanos cerraram fileiras em torno de Zelaya, aliado próximo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, logo depois de sua deposição no domingo, no primeiro golpe militar na América Central desde a Guerra Fria.

A capital hondurenha seguia calma na noite de segunda-feira após o toque de recolher e depois que policiais e militares repeliram com golpes e gás lacrimogêneo a centenas de manifestantes que pediam a volta imediata de Zelaya. Durante os confrontos, dezenas de pessoas ficaram feridas e várias foram presas.

"Vou para Tegucigalpa na quinta-feira, chega o presidente eleito pelo povo", disse Zelaya na Nicarágua, onde recebeu apoio incondicional do bloco de países esquerdistas liderado por Chávez. Os membros do bloco retiraram seus embaixadores de Honduras em sinal de protesto.

Zelaya disse que voltará ao país acompanhado do presidente da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, depois de fazer um discurso na terça-feira na Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar seu argumento de que é o "presidente legítimo" de Honduras.

Enquanto isso, o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, nomeado no domingo pelo Congresso, ignorou o cerco internacional e nomeou na segunda-feira um governo de transição, com o qual planeja conduzir o país até as eleições em novembro.

O recém-nomeado chanceler do país, Enrique Ortez, disse que Zelaya não pode retornar tranquilamente ao país enquanto ainda reclamar o cargo de presidente. "Tem que pedir uma permissão para entrar. (Sua volta) poderia ser legal se ele não se considera presidente", disse Ortez a jornalistas.

O presidente, cujo apoio popular havia caído para níveis de 30 por cento em meio à crise econômica, foi deposto quando promovia uma consulta não-vinculante sobre a reeleição presidencial. Essa consulta tinha a oposição da Justiça, dos militares e de setores do empresariados, dos políticos e da Igreja.

"O presidente Zelaya estava levando o país para o chavismo, estava seguindo esse modelo que não é aceitável para os hondurenhos", disse Micheletti numa entrevista à Reuters no palácio do governo, onde se instalou apesar das manifestações se concentrarem nessa região.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reiterou que os EUA só reconhecerão Zelaya como presidente, já Chávez assegurou que deixará de enviar petróleo para o país de 7 milhões de habitantes enquanto os "usurpadores" governarem Honduras.

Magnata do setor madeireiro e de tendência liberal, a guinada de Zelaya para a esquerda e sua crescente aliança com Chávez irritaram as elites conservadoras boa parte da população de Honduras, o país mais pobre das Américas depois do Haiti e da vizinha Nicarágua.

(Reportagem de Enrique Andrés Pretel e Gustavo Palencia)

REUTERS

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Alguém já pousou no Aeroporto de Tegucigalpa, Honduras?

Honduras: Mais detalhes e batidores.




La campaña de Hugo Chávez para forjar una coalición sufrió un revés ayer cuando las Fuerzas Armadas de Honduras derrocó a su presidente por abusar de la Constitución del país. Al parecer, el presidente Manuel Zelaya calculó mal cuando intentó emular el éxito de su buen amigo Hugo en reformar la constitución hondureña a su gusto… La Organización de Estados Americanos (OEA), que pasó por alto los abusos de Zelaya, también lo quiere de vuelta en el poder. Será un milagro si los patriotas hondureños pueden mantenerse firmes.

Honduras defiende su democracia
Por Mary Anastasia O’Grady

Al parecer, el presidente Manuel Zelaya calculó mal cuando intentó emular el éxito de su buen amigo Hugo en reformar la constitución hondureña a su gusto.
Un fantoche menos para Chávez

La campaña de Hugo Chávez para forjar una coalición sufrió un revés ayer cuando las Fuerzas Armadas de Honduras derrocó a su presidente por abusar de la Constitución del país.

Al parecer, el presidente Manuel Zelaya calculó mal cuando intentó emular el éxito de su buen amigo Hugo en reformar la constitución hondureña a su gusto.

Honduras, sin embargo, todavía no está a salvo de Venezuela. Ayer, personas como Fidel Castro, Daniel Ortega, Hillary Clinton y, por supuesto, el mismísimo Hugo, presionaban al país centroamericano para que restaurara al autoritario Zelaya. La Organización de Estados Americanos (OEA), que pasó por alto los abusos de Zelaya, también lo quiere de vuelta en el poder. Será un milagro si los patriotas hondureños pueden mantenerse firmes.

No cabe duda que Zelaya actuó como si estuviera por encima de la ley. Aunque las leyes hondureñas permiten una reforma constitucional, el poder de abrir esa puerta no reside en el presidente. Una asamblea constituyente sólo puede ser convocada mediante un referendo nacional aprobado por el Congreso.

Zelaya, sin embargo, declaró el voto por su cuenta e hizo que Chávez enviara las papeletas necesarias desde Venezuela. La Corte Suprema falló que el referendo era inconstitucional e instruyó al ejército no llevar a cabo la logística del voto, lo que es su tarea habitual.

El comandante del Estado Mayor Conjunto de las Fuerzas Armadas, el general Romeo Vásquez Velásquez, le dijo al presidente que tendría que obedecer. Zelaya lo destituyó prontamente. La Corte Suprema ordenó que lo restituyeran, pero Zelaya se negó.

Calculando que una masa crítica de hondureños estaría de su lado, el presidente decidió llevar a cabo el referendo por su cuenta. El jueves, por lo tanto, lideró a una muchedumbre que ingresó a una instalación militar donde estaban guardadas las papeletas enviadas desde Venezuela y luego hizo que sus partidarios las distribuyeran en un desafío a la orden de la Corte Suprema.

El procurador general ya había dejado en claro que el referendo era ilegal e incluso anunció que presentaría cargos contra cualquiera que estuviera involucrado en su realización. Ayer, Zelaya fue arrestado por los militares y se dirigió a Costa Rica.

Queda por ver cuál será el próximo paso de Zelaya. No es de extrañar que los chavistas a lo largo de la región afirmen que fue víctima de un golpe militar. Quieren ocultar el hecho que las Fuerzas Armadas acataron una orden de la Justicia para defender el estado de derecho y la Constitución y que el Congreso también se hizo valer por este motivo.

Hillary Clinton también se ha sumado a las críticas. Ayer, la secretaria de Estado de EE.UU. acusó a Honduras de violar “los preceptos de la Carta Democrática Interamericana” y dijo que debería ser “condenada por todos”. Eso fue, precisamente, lo que hizo Fidel Castro. Chávez prometió derrocar al nuevo gobierno.

Honduras lucha contra las críticas siguiendo la Constitución al pie de la letra. El Congreso convocó ayer a una sesión de emergencia y designó a su líder como presidente interino del país, tal como lo estipula la ley. También indicó que las elecciones presidenciales fijadas para noviembre se llevarán a cabo. La Corte Suprema afirmó posteriormente que los militares siguieron sus órdenes y que cuando Zelaya se dio cuenta que iba a ser procesado por su comportamiento ilegal, aceptó la oferta de renunciar a cambio de una salida segura del país. Zelaya niega esto.

Muchos hondureños van a celebrar la excursión de Zelaya al extranjero. La semana pasada ya habían comenzado manifestaciones callejeras contra sus duras tácticas. El viernes, fue el turno de una gran cantidad de reservistas militares. “Queremos vivir en paz, libertad y desarrollo”, era el grito.

Además de la oposición del Congreso, la Corte Suprema, el tribunal electoral y el procurador general, el presidente se había convertido en persona non grata para la Iglesia Católica y numerosos líderes de la Iglesia Evangélica. El jueves, su propio partido patrocinó en el Congreso una resolución para investigar si Zelaya está capacitado mentalmente para permanecer en el cargo.

Para los hondureños que aún recuerdan la dictadura militar, Zelaya también tiene otro problema: las malas amistades. Este mes, fue anfitrión de la Asamblea General de la OEA y lideró el esfuerzo, junto al secretario general de la agrupación, José Miguel Insulza, para reintegrar a Cuba a la supuesta organización democrática.

La reacción de la OEA no constituye ninguna sorpresa. El ex embajador argentino ante Naciones Unidas, Emilio Cárdenas, me manifestó el sábado su preocupación de que “la OEA bajo Insulza no ha tomado en serio la llamada ‘carta democrática’. Parece que cree que sólo los ‘golpes’ militares pueden desafiar a la democracia. La verdad es que la democracia puede ser desafiada desde dentro, como muestran las experiencias de Venezuela, Bolivia, Ecuador, Nicaragua y ahora Honduras”. Una interpretación menos amable de la opinión de Insulza es que no le preocupan los golpes al estilo Chávez.

La lucha contra el chavismo nunca ha sido sobre las políticas de derecha o de izquierda. Se trata de defender la independencia de las instituciones que impiden que los presidentes se vuelvan dictadores. Esta crisis delinea claramente el problema. Al no salir en ayuda del equilibrio de poderes, Clinton e Insulza dejan en evidencia sus verdaderos colores.
© The Wall Street Journal
Tomado de Diario de América
29/6/2009

Martha Colmenares


OUTRAS RESENHAS, COMENTÁRIOS e BUFONICES:

O nome da quase crise em Honduras é um só: Hugo Chávez. O bufão exporta não apenas a sua revolução, mas também a suas ventura. Golpe gorila? Em golpes gorilas, o dirigente deposto é morto ou preso, não retirado do país. Há uma carta-renúncia de Zelaya. Ele diz ser falsa. O mais provável é que a Justiça do país tenha determinado a sua prisão em razão do reiterado desrespeito à Constituição, e, seguindo a orientação de Chávez, ele tenha negociado a saída do cargo para, uma vez fora, dar início à gritaria, acusando o golpe de Estado, tentando, então, a volta por cima. Chávez deve ter usado a si mesmo como exemplo. Derrubado por um setor das Forças Armadas, acabou reempossado. E deu no que deu. Só que a situação interna dos dois países é bem distinta. Zelaya é um neobolivariano sem bolivarianistas para pôr na rua. A população ignorou a sua pantomima. Não tinha também o apoio, tudo indica, de setores das Forças Armadas.

O que está em jogo na pequena Honduras é uma coisa só: o país mantém a sua autonomia, governada por uma Constituição democrática, ou se torna mais uma fazendola de Hugo Chávez? Quem vai decidir, na prática, é BaracK Obama. Honduras depende visceralmente dos EUA para manter uma estabilidade mínima. “Ih, então é aí que mora o perigo”. Sim, é aí que mora o perigo. O que pensa Lula, que se nega a reconhecer o novo governo, para os hondurenhos, é de uma formidável irrelevância. O que vai fazer Obama é vital.

O governo americano é que vai decidir se Hugo Chávez vai anexar mais um “sudetos”…

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Há santos em Honduras? Trata-se de uma luta do Bem contra o Mal? Não há santos em lugar nenhum. Todos os santos, por condição imanente da santidade, estão mortos. E os milagres dos vivos. candidatos a tanto. terão de ser provados depois de sua morte. Assim, não se trata, como querem alguns, da luta entre demônios golpistas usando farda e divindades civilistas. Isso é uma bobagem, uma cretinice.

A questão é bem mais simples e terrena. Trata-se de ter um governo que governa segundo a Constituição democraticamente instituída ou não. Trata-se de ter um governo que respeita ou não os demais Poderes.

Zelaya, o presidente deposto, não queria saber da Constituição — tanto que queria fazer um plebiscito inconstitucional —, do Congresso e do Judiciário. Mandou todos eles às favas. E deu ao Exército uma ordem claramente ilegal. Tudo é de uma espantosa clareza.

De fato, ninguém por ali é santo. Todo mundo é pecador: trata-se de optar entre pecadores que aceitam uma Constituição democrática e pecadores que querem governar como autocratas.

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Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua… Qual é o problema central desses países? A democracia se tornou apenas um atalho para a ditadura. Honduras estava nesse caminho. Recorre-se a processos constituintes para matar a democracia representativa, instituindo, em seu lugar, formas pilantras de “democracia direta”, que nada mais são do que uma pantomima plebiscitária, manipulada por grupo de pressão. O modelo é tão “popular e democrático”, que acaba erigindo “guias geniais”, “condutores do povo”. Vale dizer: a democracia direta dos bolivarianos precisa de ditadores que se eternizem no poder.

Ignorar o método dessa gente é coisa típica de vigaristas. Golpista, em Honduras, era Zelaya. Até agora, o que aconteceu lá obedece ao mais estrito rigor constitucional, pouco importa se houve renúncia, como parece ter havido, ou deposição. Se o novo governo, caso sobreviva, e os militares não obedecerem ao calendário eleitoral e criarem dificuldades para a oposição democrática, aí, então, a coisa muda de figura.

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Aí, um desses mentecaptos que me detestam, mas que não arredam pé daqui — incrível: ele me escreve todo dia, várias vezes por dia, para dizer o quanto me detesta e quão irrelevante eu sou… — manda-me um tantinho de sua baba hidrófoba: “Você apoiaria um golpe também no Brasil, né, seu…”

Ah, não apoiaria, não! No Brasil, eu não apóio homens. Apóio a Constituição. Digamos que Lula ou qualquer outro queiram jogá-la no lixo, como fez Zelaya; digamos que os outros Poderes da República reajam, mas que o governante de turno decida ignorá-los, ameaçando com um princípio de confronto civil, digamos tudo isso…

Então o que fará este terrível Tio Rei, disposto a apoiar sempre as coisas mais exóticas? Bem, vou evocar o artigo 142 da Constituição com a maior serenidade, sem sofrimento, sem hesitação, em nome da civilidade. E recomendo a esses mequetrefes que o leiam. E lá está escrito para quem sabe ler, no “CAPÍTULO II – DAS FORÇAS ARMADAS”:

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

É preciso que eu explique o que quer dizer “POR INICIATIVA DE QUALQUER DESTES”? É? Então explico.

Por iniciativa também do Legislativo e do Judiciário, as Forças Armadas podem ser chamadas a garantir “a lei e a ordem” se elas estiverem sendo violadas — e ninguém pode violá-las, nem o presidente da República.

O presidente é o comandante-em-chefe das Forças Armadas NA GARANTIA DA CONSTITUIÇÃO, NÃO CONTRA ELA.

Acreditem: assim é em todas as democracias do mundo.

Convenham: agora tive de desenhar! Percebeu, desafeto apaixonado? Se não conseguir entender o desenho, tente engoli-lo. Quem sabe o estômago processe o que o cérebro não alcança, de sorte que o resultado final do processo enzimático seja superior àquilo que você envia em comentários.

Honduras não é metáfora sobre o Brasil. Se fosse, conviria ler a Constituição.


por Reinaldo Azevedo


HONDURAS: Presidente interino assume. E o deposto busca apoio


O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, preparava nesta segunda-feira sua equipe de governo para administrar o país nos próximos sete meses, ao mesmo tempo que o presidente deposto, Manuel Zelaya, buscava, a partir da Nicarágua, o apoio dos colegas da América Central para recuperar o poder que perdeu em um golpe de estado. Zelaya foi derrubado no domingo em um golpe orquestrado pela Justiça e pelo Congresso e executado por um grupo de militares que o expulsaram para a Costa Rica, provocando condenações no exterior.

Na noite de domingo, os presidentes da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) se reuniram em Manágua em um encontro convocado pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e pelo venezuelano Hugo Chávez. Nesta segunda-feira, a Assembleia Geral das Nações Unidas se reunirá em Nova York para analisar a crise e pedir a restituição dos representantes democraticamente eleitos. Dos Estados Unidos, passando pelo Grupo do Rio, a União Europeia, América Central ou ALBA, todos pediram a restituição de Zelaya na presidência de Honduras.


Ex-presidente do Congresso, Micheletti foi "eleito" no domingo. Um funcionário do Congresso leu uma carta com a suposta renúncia de Zelaya, mas o presidente deposto desmentiu de modo veemente ter assinado o texto. "Eu nunca renunciei e nunca vou usar este mecanismo enquanto for presidente eleito pelo povo", declarou Zelaya. O golpe, qualificado por Micheletti de "processo absolutamente legal", contemplado pela Constituição de Honduras, acabou com a determinação de Zelaya de convocar um referendo para reformar a Constituição e permitir a reeleição.

Nos últimos dias, a disputa de poderes alcançou o auge, especialmente após a destituição, na quarta-feira, do comandante do Estado-Maior, Romeo Vásquez. A decisão de Zelaya foi logo anulada por uma decisão da Justiça. Em Manágua, o ditador venezuelano Hugo Chávez afirmou que é preciso "dar uma lição" nos golpistas de Honduras. "Não podemos permitir um retorno ao passado, às cavernas", declarou, antes de completar que a Venezuela, seu povo e as Forças Armadas estão ao lado de Honduras. A declaração foi vista como ameaça de ação militar.

Micheletti, companheiro de Zelaya no Partido Liberal (PL), já anunciou os primeiros membros de seu gabinete e pediu a todos os funcionários do Poder Executivo de Zelaya que trabalhem normalmente. O governo do México aceitou receber a chanceler do governo deposto, Patricia Rodas, que havia sido detida com outros sete membros do governo. Para prevenir eventuais distúrbios, Micheletti decretou um toque de recolher de 48 horas, em vigor das 21 horas às 6 horas. Os canais de TV e as rádios públicas, favoráveis ao governo de Zelaya, seguem em silêncio.

Os críticos do golpe também foram silenciados - o canal americano CNN, por exemplo, foi retirado do ar depois de colocar em dúvida a versão oficial da renúncia voluntária do presidente. O poderoso sindicato de professores do país prometeu realizar grandes manifestações nesta semana. Os partidários de Zelaya criaram a Frente Popular de Resistência (FPR) para exigir a volta do presidente ao poder. Micheletti negou que tenha havido um golpe de estado em Honduras, alegando que os militares se limitaram a "cumprir uma ordem da Justiça" contra Zelaya.

(Com agência France-Presse)

MST: Um Estado dentro do Estado III


Os três coordenadores dos núcleos de apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Pontal do Paranapanema, região que concentra o maior número de assentamentos rurais no Estado de São Paulo, são ex-militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e já exerceram funções na Cocamp - cooperativa do MST cujo nome é citado em inquéritos policiais e processos sobre mau uso de dinheiro público. Os salários dos três não são pagos diretamente pelo Incra, mas pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), instituição sem fins lucrativos situada no centro de uma pesada polêmica que vem sendo travada entre a direção do Incra em São Paulo e entidades de representação dos funcionários da casa.

As entidades suspeitam que o superintendente regional do Incra, Raimundo Pires Silva, esteja utilizando a Fepaf para a contratação de pessoas ligadas ao MST para atuar tanto nos assentamentos quanto na sede da instituição, em São Paulo. O dinheiro é repassado à fundação por meio de convênios.

Em documento encaminhado dias atrás à presidência do Incra em Brasília, os representantes dos servidores disseram que Silva conduz um acelerado processo de terceirização no quadro de funcionários da superintendência regional. Pelas suas contas, enquanto o número de servidores públicos do Incra-SP gira em torno de 120, os terceirizados, remunerados via Fepaf, somam mais de 400.

A Fepaf era uma instituição praticamente alheia às atividades do Incra até 2003 - ano em que Silva assumiu a superintendência. Em 2004, ele celebrou o primeiro convênio com a fundação, para a contratação de estagiários, no valor de R$ 10 mil. No ano seguinte, porém, o valor dos convênios com a entidade saltou para R$ 6,2 milhões. E dali para a frente a escalada não parou mais. No ano passado o valor bateu em R$ 16,9 milhões. Neste ano, os números disponíveis, ainda provisórios, chegam a R$ 16 milhões.

A quase totalidade do dinheiro, cuja soma passa da casa dos R$ 60 milhões, é destinada ao pagamento de pessoal, em atividades como vistoria e avaliação para análise cadastral de imóveis rurais, obtenção de terras para a reforma agrária, manejo de recursos naturais em assentamentos, assistência social e jurídica às famílias acampadas, assistência técnica e qualificação de trabalhadores rurais. Regularmente são publicados no Diário Oficial da União termos aditivos com a renovação desses convênios.

Representantes dos servidores estranham que todas essas atividades fiquem nas mãos de pessoas que não prestaram concurso público. E estranham mais ainda a presença de pessoas ligadas ao MST à frente delas, por se tratar de atividades que envolvem conflitos de interesses, opondo de um lado os sem-terra e, de outro, proprietários rurais.

José Nilton do Amaral, conhecido como Mossoró, coordenador do núcleo de apoio do Incra em Mirante do Paranapanema, e Edenilton Henrique Batista, o Musgão, do núcleo de Presidente Epitácio, eram da linha de frente do MST na década de 90, quando as atividades da organização explodiram no Pontal, com 300 fazendas invadidas. Mais tarde eles foram para a Cocamp, a polêmica cooperativa de onde já saíram vários funcionários que hoje estão entre os contratados da Fepaf.

Outro que se enquadra nessa situação é o coordenador do escritório regional do Incra em Teodoro Sampaio, Sidnei Macedo, o Piu, também ex-Cocamp. A prática se repete em outras unidades do interior. Funcionários do núcleo de apoio do município de Iaras, como Henri Alexandrino de Souza, contratado pela Fepaf, são ligados à Cooperativa de Comercialização e Prestação de Serviços dos Assentados da Reforma Agrária de Iaras (Cocafi), do MST.

A sede do Incra em Iaras virou reduto do MST, segundo o assentado Eraldo Pedroso da Silva, titular do lote 21 no Assentamento Zumbi dos Palmares. "O Incra e o MST aqui são a mesma coisa. Só quem reza na cartilha do movimento é atendido."

Em Itapeva, a vereadora Áurea Aparecida Rosa (PTB) pediu à Polícia Federal que investigue convênios entre o Incra e o Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo, ligado ao MST, cujos integrantes prestam serviços à Fepaf. Segundo a vereadora, a fundação contratou Maria de Fátima Matheus, mulher do dirigente estadual do MST Delweck Matheus, para atuar na coordenação do escritório do instituto.

Após receber as reclamações dos representantes dos servidores, a presidência do Incra encaminhou ao superintendente de São Paulo um questionário sobre o assunto, que Silva está respondendo. Em maio, ele foi condenado em Presidente Prudente por ter autorizado, em 2003, a assinatura de convênio ilegal com uma cooperativa de assentados da reforma agrária, ligada ao MST.


Estadão

Bird: em dez anos, Brasil não avançou em combate à corrupção

Em dez anos de medição, os indicadores brasileiros de combate à corrupção não tiveram "mudança significativa", de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Mundial.

Embora tenha havido uma leve melhora nas estatísticas entre 2007 e 2008, a pequena variação dentro da margem de erro significou que este avanço foi "estatisticamente insignificante", de acordo com o critério do banco.

Do ano retrasado para o passado, em uma pontuação que varia de -2,5 a +2,5 - na qual os números positivos indicam os melhores resultados -, o Brasil passou de -0,21 para -0,03. A margem de erro foi de 0,14 ponto. Dez anos atrás a pontuação do Brasil era +0,10 com uma margem de erro de 0,18 ponto.

Em um outro critério de medição, os autores do estudo afirmaram que 58% dos países do mundo estão piores do que o Brasil na questão de controle à corrupção – no ano passado, o país estava melhor do que 52% deles. Mas, novamente, a margem de erro, que vai de 50% a 63%, indica uma variação pouco significativa.

Apesar da estagnação nos indicadores, o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, disse que, na prática, existe uma "impressão generalizada" de que o país vive um "ambiente favorável" para o combate à corrupção.

"A impressão geral é de que o país tem feito avanços na última década, especialmente ao implementar instrumentos de controle e criando um ambiente favorável para ações de combate à corrupção", afirmou Diop.

"Existe um saudável reconhecimento de que não há soluções rápidas e simples, mas também existe a compreensão de que esta é uma questão fundamental para a sociedade brasileira e que progressos estão sendo feitos."

Boa governança

O relatório, o oitavo da série, mede da governança de 212 países levando em consideração estatísticas de 35 fontes de dados, entre organizações, governo e institutos de pesquisa, entre outros.

O Banco Mundial define governança como "as tradições e instituições pelas quais se exerce a autoridade em um país" – o que inclui a forma como governos são eleitos, fiscalizados e substituídos, e a sua capacidade de formular e implementar políticas econômicas e sociais.

O Brasil melhorou nos seis critérios levados em conta, mas ainda permanece atrás em termos de Estado de direito/domínio da lei (-0,30 ou melhor que 46% dos países pesquisados) e estabilidade política (-0,12 ou melhor que 38% dos países).

Em termos de eficiência do governo, o país pontuou -0,01 e ficou em melhor situação que 55% dos países do globo; já a nota para qualidade regulatória foi +0,19, melhor que a de 58% dos países.

O desempenho brasileiro mais satisfatório foi na questão da participação cidadã e transparência do governo: pontuação de 0,51 ou melhor que a de 61% dos países.

A instituição ressalvou, porém, que nunca fez um estudo específico aprofundado sobre questões de governança no Brasil, e que a atual pesquisa "não mede ações governamentais diretamente, mas se baseia em pesquisas de percepção".

Governança e desenvolvimento

A análise dos dados brasileiros mostra as idas e vindas dos indicadores do país na última década. Quando a melhora é constante, no entanto, sublinha o relatório, é possível perceber uma relação entre boa governança e desenvolvimento.

"Quando a governança melhora o equivalente a um desvio-padrão, a mortalidade infantil é reduzida em dois terços e a renda aumenta em cerca de três vezes no longo prazo", disse o relatório.

Por outro lado, a riqueza de um país não implica necessariamente boa governança, diz o relatório, citando como exemplo a crise que erodiu a confiança em instituições nos países ricos. "Uma melhor governança fortalece o desenvolvimento e não o contrário", afirma o estudo.

O Banco Mundial afirmou que diversos países emergentes apresentam indicadores de governança melhores que a Itália, por exemplo, que está entre o grupo dos sete países mais industrializados do mundo. Neste caso estão o Chile, o Uruguai e a Costa Rica na América Latina; Eslovênia, Hungria e República Checa no Leste Europeu; Estônia, Letônia e Lituânia nos Bálticos; Botsuana e Ilhas Maurício na África.

Como em anos anteriores, o relatório procurou afastar o que chamou de "noções de afropessimismo", indicando que em termos de governança houve notável avanço em Gana, Angola, Libéria, Ruanda, Etiópia e República Democrática do Congo.

Por outro lado, houve piora nos indicadores de governança de diversos outros países, incluindo a Venezuela, Zimbábue, Costa do Marfim, Belarus e Eritrea.

Estadão

Casal Kirchner sofre dura derrota e perde maioria no Congresso



BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner e seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, sofreram uma dura derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo, 28, para renovar metade da Câmara (127) e um terço do Senado (24), além dos legislativos provinciais e municipais. O kirchnerismo perdeu a maioria no Congresso e a possibilidade de brigar pela Presidência em 2011. A derrota mais contundente foi no principal distrito eleitoral do país, a Província de Buenos Aires, onde Néstor Kirchner (Frente para a Vitória, do Partido Justicialista) perdeu para o empresário milionário e peronista dissidente Francisco De Narváez (Unión-Pro).

Dados extraoficiais indicavam que cerca de 50% dos argentinos não compareceram às urnas para renovar metade da Câmara de Deputados e um terço do Senado, na maior abstenção desde a eleição parlamentar de 2001. O baixo comparecimento teria sido acompanhado de um "voto de castigo" ao governo de Cristina Kirchner e ao seu marido, antecessor e ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007).

Com 94,49% dos votos apurados, 34,52% eram para De Narváez e 32,19% para Kirchner. O ex-presidente conseguiu a vaga de deputado pela qual estava brigando, mas não a quantidade suficiente de votos para eleger todos os candidatos de sua lista governista e manter a maioria na Câmara. Sonhando em liderar a maioria na Câmara, o ex-presidente tinha planos para se apresentar às eleições presidenciais de 2011, mas a derrota não só em Buenos Aires, como também nos demais distritos eleitorais importantes do país, o deixa fora dessa disputa, segundo análise do cientista político Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria.

O governo tinha apostado todas as suas fichas em uma vitória na província de Buenos Aires. Considerado como quem detém o poder real na Casa Rosada, Kirchner reconheceu sua derrota em um tom conciliador, pouco visto durante o seu governo, entre maio de 2003 a dezembro de 2007, e durante a campanha a deputado. Mas não abaixou a cabeça: "Perdemos por muito pouco, lutando com dignidade; ganhamos em muitas províncias e estamos no caminho para retomar a iniciativa e aprofundar a governabilidade", disse Kirchner na madrugada dessa segunda-feira aos seus seguidores.

"Voltamos a demonstrar transparência aos responsáveis que diziam que haveria fraude; se o peronismo tivesse ganhado por dois pontos diriam que houve fraude; perdemos, perfeito, aceitamos o resultado e não levantamos a bandeira de fraude", afirmou em resposta às suspeitas de fraude denunciadas pela oposição. Kirchner também mandou um recado aos vencedores sobre o apoio à Presidente. "Quando se ganha por ampla maioria, dizem que está em jogo a governabilidade, agora esses setores (oposição) terão que demonstrar que têm maturidade para garantir a governabilidade", reivindicou.

Em tom eufórico, De Narváez também enviou sua mensagem aos Kirchner. "Queremos sentar em uma mesa com a presidente e com seu gabinete para colaborar", disse nesta madrugada. Ele pediu mudanças na forma do governo Kirchner, marcada pelo confronto com os opositores e pela falta de diálogo com os diversos setores econômicos e sociais do país. Nem Néstor, nem Cristina consultavam os correligionários, muito menos os opositores na hora de tomar decisões.

Com a vitória de De Narváez em Buenos Aires, o prefeito da cidade homônima, a capital federal, Mauricio Macri, líder do Proposta Republicana (Pro), desponta como um forte nome para disputar as eleições presidenciais. O Pro também elegeu comodamente sua candidata a deputada pela cidade de Buenos Aires, Gabriela Michetti, que era vice de Macri. Além de Buenos Aires, os candidatos governistas sofreram derrotas nos outros quatro distritos importantes do país: Córdoba, Santa Fe, Mendoza e até na província natal de Néstor, Santa Cruz, berço político dos Kirchner.

No coração do reduto político tradicional do casal Kirchner, em Santa Cruz, a vitória foi do Acordo Cívico e Social (ACyS), a coligação de centro-esquerda formada pela União Cívica Radical e a Coalizão Cívica. Com 99% dos votos apurados, a lista encabeçada pelo radical Eduardo Costa, ganhava com 42,5% dos votos, enquanto que os candidatos governistas tinham 41,2%.

Em Córdoba, ganhou a lista encabeçada pelo candidato Luis Juez (Frente Cívico), ex-aliado de Kirchner e arquiinimigo do casal presidencial desde 2007. Em Mendoza, o vice-presidente Julio Cobos saiu fortalecido das urnas com a vitória de seus candidatos, sustentando suas aspirações de chegar à Casa Rosada como presidente.

Em Santa Fe, a vitória foi do senador Carlos Reutemann, ex-piloto de Fórmula Um, e pré-candidato à Presidência. Em segundo ficou a lista liderada pelo candidato socialista Rubén Giustiniani (Frente Progressista, Cívico e Social), Giustianiani, apoiado pelo governador e também socialista Hermes Binner, outro pré-candidato presidencial. "Esta eleição foi uma espécie de convenção interna para lideranças presidenciais", afirmou o analista da consultora Poliarquía, Sergio Berensztein.

(Com Ariel Palacios, de O Estado de S. Paulo)