sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uribe desiste de ir à cúpula da Unasul

BOGOTÁ - O presidente e o chanceler da Colômbia não participarão da cúpula da Unasul, que será realizada em 10 de agosto no Equador, informou nesta sexta-feira um porta-voz do governo, em um momento de grande tensão entre Bogotá, Quito e Caracas por temas relacionados com a guerrilha das Farc.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia, o país não descarta que um funcionário de outro escalão participe da reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

O porta-voz, que pediu para não ser identificado, se absteve de especificar o motivo da ausência do presidente Alvaro Uribe e do chanceler Jaime Bermúdez no encontro, em que o Equador assumirá a presidência pro-tempore da Unasul, hoje ocupada pelo Chile.

O anúncio ocorre em meio a recentes atritos da Colômbia com a Venezuela e o Equador, após autoridades colombianas terem apreendido da guerrilha várias armas que a Suécia havia vendido a Caracas há algumas décadas. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, nega que as armas tenham sido repassadas às Farc.

O incidente levou Chávez a congelar as relações com a Colômbia.

Outro episódio acrescentou nova tensão entre Bogotá e Quito, quando foi divulgado um vídeo em que um dos líderes das Farc admitiu o financiamento da campanha que levou Rafael Correa à Presidência do Equador. Dias depois, o grupo negou a autenticidade da fita.

As relações diplomáticas entre os governo Correa e Uribe estão deterioradas desde março do ano passado, quando forças militares colombianas bombardearam um acampamento das Farc em território equatoriano, perto da fronteira entre os dois países, em um ataque que resultou na morte de um dos líderes das Farc, Raúl Reyes.

Estadão

O Presidente da "Redemocratização" apela para censura!

Desembargador Dácio Vieira; sua mulher Angela; a mulher de Agaciel, Sanzia; José Sarney; Agaciel Maia; e o senador Renan Calheiros no casamento da filha de Agaciel. (Foto: Reprodução)


BRASÍLIA - O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o jornal o Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o Estado sob censura, foi feito pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O pedido chegou ao desembargador na quinta-feira, no fim do dia. E na manhã desta sexta-feira, 31, a liminar havia sido concedida. A decisão determina que o Estado não publique mais informações sobre a investigação da Polícia Federal e proíbe os demais veículos de comunicação - emissoras de rádio e televisão, além de jornais de todo o País - de utilizarem ou citarem material publicado pelo Estado.

Em caso de descumprimento, o desembargador Dácio Vieira determinou aplicação de multa de R$ 150 mil por "cada ato de violação do presente comando judicial", isto é, para cada reportagem publicada. O pedido inicial de Fernando Sarney era para que fosse aplicada multa de R$ 300 mil.

O advogado do Grupo Estado, Manuel Alceu Afonso Ferreira, vai recorrer da decisão. "Há um valor constitucional maior, que é o da liberdade de imprensa, principalmente quando esta liberdade se dá em benefício do interesse público", observou Manuel Alceu. "O jornal tomará as medidas cabíveis."

O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, afirmou que a medida não mudará a conduta do jornal. "O Estado não se intimidará, como nunca em sua história se intimidou. Respeita os parâmetros da lei, mas utiliza métodos jornalísticos lícitos e éticos para levar informações de interesse público à sociedade", disse.

Diálogos íntimos

Os advogados do empresário afirmam que o Grupo Estado praticou crime ao publicar trechos das conversas telefônicas gravadas na operação com autorização judicial e alegaram que a divulgação de dados das investigações fere a honra da família Sarney.

"Uma enxurrada de diálogos íntimos, travados entre membros da família, veio à tona da forma como a reportagem bem entendeu e quis. A partir daí, em se tratando de família da mais alta notoriedade, nem é preciso muito esforço para entender que os demais meios de comunicação deram especial atenção ao assunto, ‘leiloando’ a honra, a intimidade, a privacidade, enfim, aviltando o direito de personalidade de toda a família Sarney", argumentaram os advogados que assinam a ação - Marcelo Leal de Lima Oliveira, Benedito Cerezzo Pereira Filho e Janaína Castro de Carvalho Kalume, todos do escritório de Eduardo Ferrão.

As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com a contratação de parentes por meio de atos secretos. A decisão faz com que o portal Estadão seja obrigado a suspender a veiculação dos arquivos de áudio relacionados à operação.

Estadão

Parachoque de caminhão!

A nova classe


O Globo - 31/07/2009


A tomada de poder no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) — que administra os R$ 158 bilhões de patrimônio do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT) —, promovida pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é apenas mais um dos muitos movimentos que vêm sendo feitos para ampliar o poder dos sindicalistas no governo.

Para evitar que representantes dos empresários assumissem o controle do Conselho no próximo período, que abarca anos eleitorais, o ministro Lupi, oriundo do Sindicato dos Jornaleiros, ajudou a criar uma confederação empresarial, a Confederação Nacional de Serviços, entidade reconhecida oficialmente apenas em dezembro passado, e que tem sua representatividade contestada pelas federações da área.

O novo presidente, Luigi Nese, foi eleito com o voto dos representantes do governo e dos trabalhadores, mas não teve o apoio das confederações que teoricamente representa, as dos empresários, que abandonaram a entidade em protesto.

Não se tratava apenas de tomar conta desse que é um dos maiores caixas oficiais, mas também de impedir que um representante da Confederação Nacional da Agricultura, presidida pela senadora do DEM Kátia Abreu, estivesse à frente do Codefat em 2010.

O governo Lula vem ampliando sistematicamente o poder dos sindicatos, como mostram pesquisas como as do Centro de Pesquisas e Documentação (CPDoc) da Fundação Getulio Vargas do Rio, realizadas pela cientista política Maria Celina d'Araujo.

Uma, sobre a composição dos ministérios durante a Nova República, mostra que, até o governo Lula, apenas 11,5% dos ministros tinham algum vínculo com sindicatos de trabalhadores, e só 5,8% participaram de centrais sindicais.

No governo Lula, já houve momento em que 27% de seus ministros eram vinculados a sindicatos de trabalhadores.

Outra pesquisa, sobre os ocupantes dos cargos de Direção e Assessoramento (DAS 5 e 6) e de Natureza Especial (NES) no governo federal, na administração pública direta, revela que 45% dos indicados são ligados à vida sindical.

A "legalização" das centrais sindicais no ano passado ficou conhecida como "pelegalização", pois a lei sancionada pelo presidente Lula excluiu uma emenda do deputado do PPS Augusto Carvalho, que tornava opcional a contribuição sindical compulsória equivalente a um dia de trabalho, e vetou a fiscalização do Tr i b u n a l d e C o n t a s d a União "em nome da autonomia sindical".

Uma desculpa esfarrapada que não resiste a uma análise, pois a liberdade sindical não existe enquanto o governo não acabar com a exigência da unicidade sindical, e a fiscalização precisa ser feita porque, oriundo do imposto compulsório, o dinheiro é público, porque recolhido com base em um poder que só o Estado tem. Essa "autonomia" vale cerca de R$ 100 milhões anuais para as centrais sindicais.

A legalização das centrais sindicais, aliás, foi o que deu motivos para o início do plano de assumir o controle do Codefat. Alegando que as centrais tinham que ter representação no Conselho, Lupi aumentou duas vagas em cada grupo de representação.

Só que as novas vagas dos empresários foram preenchidas por confederações criadas com o incentivo do Ministério do Trabalho.

Essa verdadeira "república sindicalista" foi sendo moldada à medida que decisões ampliaram o espaço de atuação e revitalizaram as finanças do sistema sindical brasileiro.

No governo Lula, uma medida em especial reforçou o poder de fogo das centrais sindicais: a autorização para que empréstimos fossem dados com desconto na folha de pagamento, com a intermediação dos sindicatos, o famoso crédito consignado.

O exemplo mais gritante do sindicalista da "nova classe", na definição do sociólogo Francisco de Oliveira, fundador e hoje dissidente do PT, é aquele que atua no controle dos fundos de pensão.

Entre os maiores, se destaca o Previ do Banco do Brasil, que tem participação em 70 empresas e direito a indicar nada menos que 285 conselheiros, com patrimônio de mais de R$ 100 bilhões.

Quem o preside desde o início do governo Lula é o ex-trotskista Sérgio Rosa, oriundo da Confederação Nacional dos Bancários, cujo perfil de gestor implacável de resultados e poucos sorrisos a revista "Piauí" destrincha na próxima edição.

A reportagem de Consuelo Diegues revela detalhes das relações de amizade de Rosa com membros do governo Lula oriundos do sindicalismo bancário e do movimento trotskista, como os ex-ministros Luiz Gushiken e Ricardo Berzoini (hoje presidente do PT), que o indicaram para dirigir a Previ.

Os bastidores das negociações nebulosas envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, que culminaram com a fusão das telefônicas Brasil Telecom e Telemar na nova Oi, controlada pelos empresários Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, revelam as disputas internas de poder no governo Lula.

De um lado, o então todopoderoso chefe do Gabinete Civil José Dirceu garantindo ao banqueiro Daniel Dantas que o governo não se envolveria na disputa dos fundos de pensão com o Opportunity na gestão da Brasil Telecom.

De outro, Luiz Gushiken, também poderoso na época, usando a Previ para tirar o banqueiro Daniel Dantas do controle da telefônica.

E, entre uma negociação e outra, operações da Polícia Federal completamente descontroladas e indícios de que o governo pressionou os fundos de pensão para que não tentassem comprar a nova supertelefônica Oi, deixando o controle acionário com os empresários.

Merval Pereira

A Milícia de Lulla¹³ e seus atos!


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, criticou nesta quinta-feira o vazamento de informações sigilosas de inquéritos da Polícia Federal. Segundo ele, a prática de vazamento vem sendo feita com tranquilidade no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principalmente a emissoras de televisão.

"A Polícia Federal, durante todo o governo Lula, praticou com grande tranquilidade o vazamento. E eu acho até que é uma das marcas da gestão Paulo Lacerda [ex-diretor-geral da instituição] na Polícia Federal era o vazamento. Só que o vazamento era dado às emissoras de televisão", afirmou o ministro, em São Paulo, após visita ao TJ (Tribunal de Justiça) paulista.

Mendes também tentou amenizar a declaração do ministro Tarso Genro (Justiça) sobre o vazamento de conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Em entrevista à Folha, o ministro disse que o vazamento "pode ser feito por advogados para desviar o foco ou para comprovar a inocência de seu cliente".

Segundo Mendes, Tarso tenha dito ou quis dizer que, antes da decisão do STF que liberou inquérito sigilosos a advogados, é "difícil garantir onde houve a quebra de sigilo".

"É verdade que no modelo anterior --em que o inquérito era puramente sigiloso-- havia vazamentos. Aí não se pode dizer que era culpa dos advogados pois os advogados não tinham acesso", afirmou.

O presidente do STF disse que é contra o vazamento de informações sigilosas e defendeu um novo modelo de lei de interceptação telefônica. "Acho que realmente nós não podemos banalizar o grampo", disse.

A PF ainda não se manifestou sobre a declaração do presidente do Supremo. A reportagem também procurou a assessoria de Tarso Genro mas ainda não obteve retorno.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

SÊLO - Blogs VERDADEIROS


Este BLOG tem a honra de premiar parceiros e apoiadores que defendem e publicam a VERDADE POLÍTICA!

Regras:

- Os indicados tem a total liberdade de expor (ou não) o nosso SÊLO em local visível em seus blogs.

- Solicitamos o repasse a 5 outros blogs - a seu critério - que julguem merecedores da "comenda".

- Estamos (e estaremos sempre) juntos nessa batalha pela Moral, pela Ética e pela Justiça!


Sem solução


Com pequenas variações de tons e ênfases, com abordagens mais inteligentes ou mais simplórias, as desculpas são sempre as mesmas: todo mundo faz. A principal defesa dos cada vez mais raros apoiadores do presidente do Senado é acusar os acusadores, colocando todos como farinha do mesmo saco. E como muitas vezes são mesmo, essa estratégia vai protelando o fim da crise, ou montando uma solução que livre todos igualmente.

O senador José Sarney já deu a dica: se cometi crime ao nomear parentes, todos cometeram.

Foi o que o próprio Lula fez no mensalão, quando lançou a tese, engendrada por seu ministro da Justiça da ocasião, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, de que se tratava de caixa dois de campanha eleitoral, "o que é feito sistematicamente no Brasil".

Desde então, a defesa das irregularidades tornou-se a marca registrada do jeito Lula de organizar coalizões partidárias.

O caso é grave a ponto de abranger de um extremo a outro o espectro demográfico do Senado. Tome-se por exemplo o neófito senador sem votos Wellington Salgado, de 51 anos.

Sem história política que sustente suas opiniões, ele tem a coragem de aparecer na televisão para defender a tese de que sempre houve "ocupação de espaço" por parte dos políticos, com nomeações de parentes e amigos.

O senador, que não se dá ao respeito a ponto de receber dos colegas a alcunha de "Cabeleira", de uma família proprietária de uma universidade, deveria ser, teoricamente, um educador, mas sua visão da vida pública absorve como naturais essas "colocações", que era como antigamente se apelidava o empreguismo.

No outro extremo, o senador duplamente sem voto Paulo Duque, segundo suplente do governador do Rio, Sérgio Cabral, continua a defender a efetividade do empreguismo como arma política, aos 81 anos de idade e 60 de vida pública.

Assim como Sarney, nas palavras premonitórias do senador Jarbas Vasconcellos, transformou o Senado em um imenso Maranhão, o senador Paulo Duque transformou seu mandato em uma representação do que há de mais retrógrado na política brasileira. Ele tem a dimensão de um vereador de província e lida com questões nacionais à frente do Conselho de Ética, uma piada de mau gosto pregada na cidadania por Renan Calheiros, outro exemplar da tropa de choque do PMDB.

Não é à toa que volta e meia flagra-se o olhar embevecido do hoje senador Fernando Collor a admirar a performance palanqueira do presidente Lula.

O reencontro recente desses dois políticos que já se confrontaram em situações diferentes vinte anos atrás fala bem da involução da política brasileira.

Audacioso a ponto de ter chegado ao Palácio do Planalto a bordo de uma aventura política que poucos tentariam, Collor não teve coragem de enfrentar seus algozes no Congresso, como Lula hoje enfrenta seus opositores, sem nenhum tipo de escrúpulo.

É bem verdade que, naquela época, atiçados pelo PT e sob a liderança de Lula, os estudantes foram para as ruas do país, e a totalidade dos movimentos sociais se mobilizou para exigir a saída de Collor.

Hoje, se mobilização houver, será a favor de qualquer tramoia que o governo patrocine, até mesmo a favor dos caciques do PMDB de "moral homogênea", na definição de Márcio Moreira Alves.


Essa ousadia, essa falta de escrúpulos, essa manipulação do povo humilde, resumem o que Collor tentou fazer e não conseguiu no plano de poder político.

O grito de "não me deixem só" foi o precursor das atuações performáticas de Lula nos palanques da vida.

As acusações de corrupção, que levaram Collor ao nocaute político mas não foram suficientes para condenálo por um misto de incompetência dos advogados de acusação e um acordo político tácito, hoje são enfrentadas pelo governo Lula e seus aliados com a naturalidade dos que consideram as falcatruas políticas parte integrante do jogo democrático.

Se tivesse tido a audácia de assumir seus atos como naturais quando esteve sob o fogo cruzado da imprensa e do Congresso, Collor poderia ter resistido no cargo, assim como Lula resistiu quando o mensalão devastou o primeiro escalão de seu governo e respingou nele, a ponto de ameaçar momentaneamente sua reeleição.

É claro que Lula tinha o PT e os movimentos sociais a seu favor, e já montava o que seria o grande alavancador de sua estratégia eleitoral, o Bolsa Família. Mas Collor sabia na ocasião que grande parte daqueles que votaram pela sua cassação não tinha condições morais de acusá-lo.

Nem mesmo o irmão Pedro, que detonou todo o processo, o fez por razões altruístas, mas apenas porque lhe negaram um pedaço maior do butim.

O que Collor não sabia, e sabe agora, é que é preciso dar espaço para incluir o maior número possível de políticos, sejam de que tendência política forem, em seus projetos de poder.

Dividir o bolo, permitir que todos se locupletem, enquanto finge-se que se quer instaurar a moralidade.

É o que está em marcha no Senado nos dias atuais.

Monta-se nos bastidores uma guerra de processos na Comissão de Ética que tem por finalidade neutralizar qualquer acusação.

Caminha-se para uma aparente solução, a renúncia do senador José Sarney da presidência do Senado, a eleição de um outro senador da base do governo, de preferência do PMDB, para o cargo, e um recomeço de atividades com a pedra zerada.

Tudo indica que o máximo que se conseguirá no momento é isso, com o compromisso do novo presidente de comandar uma reforma que impedirá que aconteçam os desmandos que até agora dominam o dia a dia do Senado.

Difícil é acreditar que um presidente saído de um acordo promíscuo como esse consiga avançar na moralização dos costumes do Senado.


Merval Pereira

O insulto à Colômbia confirma que o Brasil faz tudo o que Chávez quer



A última do Chávez começou a tomar forma no ano passado, quando armamentos fabricados na Suécia foram apreendidos num dos campings das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as FARC. O governo colombiano pediu explicações ao governo sueco, que há dias pediu explicações a Hugo Chávez. Como foi o governo venezuelano o comprador do carregamento, que incluiu um punhado de lança-foguetes antitanque, o gerente-geral do país certamente sabe como aquilo tudo foi parar nas mãos dos narcoterroristas amigos.

Interpelado por loiros de olhos azuis, o chefe da revolução bolivariana achou mais prudente brigar com os morenos ao lado. Jurou que não tem culpa no cartório, acusou a Colômbia de conspirar contra a Venezuela ─ em parceria com os imperialistas ianques, claro ─ e voltou a rosnar ameaças. Lula não deu um pio. O presidente Alvaro Uribe que cuide dos casos que vive criando, decerto murmurou Marco Aurélio Garcia.

“Uribe é de direita”, está cansado de explicar o doutor em complicações cucarachas. Ditador africano pode. Liberticida árabe pode. Conservador hondurenho não pode. Direitista sul-americano não pode de jeito nenhum. Entre o governante reeleito democraticamente e o tiranete aprendiz, o Itamaraty e o Planalto jamais hesitam: sempre escolhem o pior. Como se o povo venezuelano estivesse muito bem servido. Como se o povo colombiano não soubesse votar.

A exemplo do presidente brasileiro, Uribe foi eleito em 2002 e reeleito quatro anos depois ─ com mais 60% dos votos. Lula não tem mais legitimidade que o vizinho. Nem é mais popular: segundo todos os institutos de pesquisa, quase 85% da população está satisfeita com o desempenho de Uribe. Os democratas genuínos esperam que não ceda à tentação do terceiro mandato. Se resistir, será lembrado como um estadista. Caso contrário, ampliará a galeria dos políticos sem grandeza que sempre infestaram os trêfegos trópicos.

A estratosférica taxa de rejeição alcançada pelas Farc ─ 96% ─ comunica que o que já foi o maior grupo guerrilheiro da América Latina hoje é apenas uma quadrilha de bom tamanho, mas em adiantado estado de decomposição. “Os bandos armados não devem ser tratados como meros antagonistas do governo, mas como inimigos do regime democrático”, insistiu o candidato na campanha de 2002. Os antecessores, em busca da paz impossível, haviam celebrado acordos que, somados, rascunham um copioso elogio da pusilanimidade. Com ele seria diferente.

No dia da posse, as FARC controlavam um terço das cidades e uma vastidão territorial onde caberiam vários países da Europa. Neste inverno, sobrevivem emparedadas entre a selva e a fronteira. De vez em quando berram palavras-de-ordem do século 18, mas a fantasia comunista está em frangalhos desde os anos 80, quando o bando passou a explorar com gula de banqueiro o esgoto do narcotráfico. Politicamente, as FARC não existem mais. O naufrágio militar é questão de meses.

Estaria consumado há muito tempo se os pastores do primitivismo não contassem com a solidariedade militante e o patrocínio dos liberticidas das redondezas. Há dois anos, Hugo Chávez propôs à ONU que a organização fora-da-lei fosse promovida a ”exército insurgente, com um projeto político respeitável”. A idéia tem o endosso do equatoriano Rafael Correa, que só conteve o ânimo beligerante depois daquele bombardeio que fez do comandante Raul Reyes o primeiro guerrilheiro da história a morrer de pijama. Por ação ou omissão, o Brasil e o resto da América do Sul são cúmplices das continuadas agressões à Colômbia democrática.

Lula faz tudo o que Chávez quer. Há dois anos, pendurou-se num palanque na Venezuela para recomendar a reeleição do parceiro “ao povo boliviano”. Há poucos meses, ensinou que o país de Chávez “tem democracia até demais”. Neste julho, rompeu relações com Honduras em solidariedade ao companheiro bolivariano Manuel Zelaya, deposto da presidência antes que fosse parida outra republiqueta bolivariana. Agora, Lula avaliza a farsa perversa com o silêncio de quem consente.

Tem coisas mais importantes a fazer. Precisa, por exemplo, decorar quatro frases em espanhol de botequim para a próxima conversa telefônica com Zelaya. Uma delas quer saber qual é a tintura que o turista acidental anda usando para deixar o bigode daquele jeito, negro como as asas da graúna.


Veja.com

Obama já discursou para árabes, iranianos e turcos, mas ignorou Israel


Barack Obama discursou no Cairo para o mundo islâmico e, acima de tudo, para os árabes. Deu entrevista, pouco depois de tomar posse, para a rede de TV Al Arabyiah. Os iranianos receberam uma mensagem de afeto durante uma celebração persa. O presidente ainda visitou a Turquia, de maioria islâmica, apesar de ser um regime secular.

No Oriente Médio, só faltam os judeus e algumas minorias como a curda. Iranianos, turcos e árabes puderam escutar o que Obama tinha a dizer. Mas, conforme salientou Aluf Benn, colunista do Haaretz, em artigo publicado no New York Times, o presidente dos Estados Unidos ainda não se dirigiu para Israel. Apenas se encontrou com o premiê Benjamin Netanyahu e cobrou o congelamento dos assentamentos. O problema é que não fez um discurso para os israelenses dizendo seus objetivos para alcançar a paz e – importantíssimo para Israel – a segurança, especialmente em relação à ameaça iraniana.

Esta omissão leva os israelenses, de todo o espectro político, a imaginar que Obama, na sua tentativa de se aproximar do mundo islâmico, deixará o Estado judaico isolado. Para os israelenses, isso é muito grave. A percepção em Tel Aviv e Jerusalém Ocidental é de que a comunidade internacional e a imprensa – inclusive americana – possui um viés pró-palestino. A única segurança deles era o governo dos EUA, que, na visão de Israel, agora também pende para o lado árabe na administração de Obama.

Caso não se dirija aos israelenses e explique exatamente o que quer, Obama isolará a mais fundamental peça em qualquer acordo de paz. Sem Israel, não há paz. E os contrários à paz apenas poderão se fortalecer, com o presidente dos Estados Unidos sendo alvo de ataques racistas.

Não seria complicado organizar uma visita para Israel. Já que almeja tanto a paz, Obama deveria visitar Tel Aviv, para ver a cidade mais avançada do Oriente Médio; Jerusalém, pare tentar entender se dá ou não para dividir; Haifa, para observar os resquícios de uma convivência pacífica; Nazaré, para conhecer melhor a vida dos árabes-israelenses; o Golan ocupado ilegalmente, para verificar a frente síria do conflito; e, claro, assentamentos judaicos na Cisjordânica, Ramallah, Hebron e Nablus. Por questões de segurança, dá apenas para entender que o presidente não visite Gaza. Mas o resto seria obrigação dele. Obama não pode perder Israel. Não adianta puxar-saco na época da eleição para ter o voto judaico. Precisa manter a aliança e o respeito quando assume a Presidência.


Estadão

Crise no Senado: Lula diz nada ter a ver com isso!

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira (30) que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não pediu uma conversa para debater seu futuro em meio à crise política. Lula disse, no entanto, que se o senador pedir um encontro, será atendido.

Reportagem publicada hoje pela Folha de S. Paulo afirmou que Lula e Sarney terão uma conversa pessoal na próxima semana para discutir a crise no Senado e o futuro do maranhense na Casa.



Em tom de irritação, Lula tratou do assunto em entrevista coletiva ao lado da presidente do Chile, Michele Bachelet, após evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). "Não há nenhum pedido de conversa. Se o presidente Sarney e o presidente da Câmara [Michel Temer] quiserem conversar comigo terão uma conversa comigo. É de boa política o presidente da República atender o presidente dos poderes", afirmou Lula.

"Não me agrada mais uma base americana na Colômbia", diz Lula

Com a insistência dos jornalistas sobre o assunto, o presidente disse "[a crise no Senado] não é um problema meu. Eu não votei para eleger o presidente Sarney. Nem votei para ele ser senador no Maranhão", afirmou Lula esquecendo-se que o peemedebista foi eleito pelo Estado do Amapá.

"Quem tem que decidir é o Senado. Somente o Senado, que o elegeu, pode dizer se ele pode ficar ou não [na presidência da Casa]", disse o presidente.

Lula afirmou que a paralisia do Senado, em clima de confronto entre partidários e defensores de Sarney, atrapalha o país e que os parlamentares, "homens adultos que tem mais de 35 anos", devem aproveitar o recesso para "esfriar a cabeça". "Mais do que isso eu não posso pedir", afirmou o presidente, que se recusou a responder sobre as críticas feitas à Sarney pela bancada do PT no Senado.

O apoio dos petistas é decisivo para a sustentação do presidente da Casa. "Isso aí vocês perguntem ao presidente do PT [Ricardo Berzoini] que vai ter o maior interesse em responder".

UOL

Agora veja ele falando de relações exteriores para lambuzar de vez!

Vejam só como elles¹³ vem aqui para entender democracia!



Viva o Comandante Che.As mentiras desse blog calhorda não prosperarão.

(Anônimo) 16:36
Ainda com a ficha falsa da futura Presidente Dilma?!?Vcs são uns canalhas de merda.

Veja só o que são os militontos apedêutas analfabetos funcionais acham da democracia.
Ficha falsa: mas ela foi uma guerrilheirazinha bem mequetrefe, hein???
Curriculum Falso: Aí é a sua candidata que mente muito. Precisa inventar cursos para parecer "preparada".
KKKK
Só se for para coçar as frieiras da mulla¹³.
Sái fora petralhada de araque.
O fim é inevitável





Campanha 7 de setembro


Este blog apóia e participa da CAMPANHA 7 de Setembro

Faixas e Cartazes na rua
em prol do
BRASIL!

Participe VOCÊ também!!!
Distribua esse cartaz e essa idéia!

Em tempo:

TODOS OS AMIGOS VIRTUAIS AQUI DA BLOGOSFERA ESTÃO CONVIDADOS PELO BRASIL DEMOCRÁTICO À ESTE PROTESTO!

Nós precisamos proclamar a República


Os dias constrangedores que estamos vivendo mostram, de forma inequívoca, que muita gente no Brasil não tem a menor noção do que seja exercer uma atividade pública. A maioria dos representantes do povo, bem como esmagadora parte do próprio povo, todos demonstram, seguidamente, que não sabem fazer a correta distinção entre o que é publico e o que é particular. O comportamento da maioria dos cidadãos e dos governantes revela esta realidade: os conceitos de bem público e bem privado aparecem sempre muito misturados, de forma confusa e até ardilosa, sufocados pelos interesses particulares de pessoas, famílias, corporações, sindicatos, ONGs suspeitas e seitas pseudorreligiosas.

Os resultados dessa criminosa contaminação são aterradores: populismo, demagogia, uso perverso dos meios de comunicação, acirramento dos ressentimentos entre categorias sociais, total falta de transparência no gerenciamento dos tributos arrecadados, nepotismo, enriquecimentos inexplicáveis. Ou seja, o apodrecimento dos valores morais.

É chocante o que vem sendo trazido à tona nestes últimos tempos, mesmo com a desculpa de que em épocas anteriores também era habitual a pilhagem do bem comum. Sabemos disso. Mas havia reação. Havia quem se escandalizasse, quem reagisse. Havia quem se envergonhasse... Hoje, não. A impunidade vira regra geral e o povo não tem mais a quem recorrer diante da violência crescente. Parece que todo o talento de nossa gente mostra sua fantástica criatividade na invenção de novas modalidades de golpes.

Pior do que isso é ter de aturar, na mídia, as declarações e explicações de nossos caciques, pedindo respeito a pessoas incomuns. E exigindo atenção à sua biografia. Ou alegando valores republicanos!

Francamente! República não é nada disso. Essa palavra veio do latim res publica. República cuida da coisa pública. Seu objetivo principal é o bem comum. Ser republicano é dar primazia ao bem comum. Isso significa que cabe ao político cuidar do bem comum. E que essa atividade política se desenvolve na área da justiça e se vincula integralmente à ética. Sem ética não há política nem políticos. Sem justiça não há política nem políticos.

Vale a pergunta: de que cuidam os políticos em nosso país, nestes tempos negros? Só pensam em chegar ao poder. Ficar no poder. Usufruir o poder. Gozar o poder. Aproveitar o poder. Tirar vantagens do poder.

Acontece que o poder existe para que alguém exerça a tarefa de governar. É isso que os brasileiros devem exigir de quem chega ao poder. Que cuide só de governar. Governar, em seu significado republicano, significa zelar pelo bem comum, gerenciar com honestidade os recursos públicos, prestar contas de todos os atos e respeitar as leis. Leis votadas para serem cumpridas por todos, governantes e governados.

Tudo o que estamos vendo é exatamente o contrário. Os encarregados de zelar pelo bem comum só cuidam de interesses particulares, partidários, ideológicos, sindicais, corporativos, familiares, etc., ignorando todos os objetivos do bem comum e dele se apropriando sem nenhum sinal de vergonha ou constrangimento.

Daí a estranheza que nos aflige. Se todos estão vendo tudo isso, onde está a indignação de nossa gente? A indignação só se volta contra alguns do Senado. E os outros Poderes, em Brasília e no resto do Brasil?

Encarapitados no planalto goiano, os governantes vivem fora da vigilância próxima da população brasileira. Sabemos que ali é quase milagre escapar da contaminação. Pode ser presidente, deputado, senador, enfim, o que for, todos se movimentam num ambiente à parte do País, mergulhados nas vantagens e benesses que marcaram a implantação de Brasília e ainda imprimem o ritmo de seu funcionamento. Lá tudo é coisa pública pronta para virar coisa privada! Emprego, carro, combustível, verbas indenizatórias, gabinetes, luz, telefones, passagens, parentes, amigos, presentes, as famosas bases, obscuros artigos das medidas provisórias, misteriosas emendas orçamentárias, verbas com endereço certo, concorrências de fachada, licitações com cartas marcadas, recibos técnicos, notas frias - enfim, um labirinto burocrático infernal, onde o bem comum jamais é levado em conta.

Qual a solução? Trazer a capital de volta para o Rio? Levar para São Paulo ou Belo Horizonte? Não dá mais. Agora é tarde. Existe alguma? Claro que sim. Mas para isso, para que o elefante acorde e reaja é preciso que apareçam lideranças. Lideranças de verdade. Não há de ser com os caras-pintadas de ontem comandando a UNE subordinada de hoje, certo? Qual o caminho, então?

Mudar nosso sistema de representação democrática. Acabar com a passividade do eleitor. Dar-lhe voz ativa. Dar-lhe o direito de eleger e o poder para deseleger. Dar-lhe meios para vigiar, nos partidos, a indicação de nomes sérios. Dar-lhe meios para dizer sim e não.

Só com uma profunda e revolucionária alteração no processo de participação do eleitor, no comando Legislativo do País, pode-se pensar em mudar este quadro. Sem isso, nada feito. Pelo sistema de hoje, nosso voto não passa de um simples voto de boas-festas, de parabéns, de pêsames ou de louvor. Os partidos atuais não vivem pela força de seus filiados atuantes. Sobrevivem por causa de alianças passivas com o poder. Essa mudança tem de ser feita. Quem fará? O Congresso? O Executivo? O Judiciário? Quem, afinal?

Nós! Nós, os republicanos indignados, explorados. Depende só de nós. O mundo mudou muito, mas a internet mudou o mundo. Essa é a revolução. A turma do Poder já percebeu e está-se mexendo. E nós? Nossa praça virtual vai ser ouvida. Só depende de nós. Quantos somos? Onde estamos? Qual o nosso alvo? Vamos proclamar a República?

Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco.

Vou repetir o principal:

"
Mudar nosso sistema de representação democrática. Acabar com a passividade do eleitor. Dar-lhe voz ativa. Dar-lhe o direito de eleger e o poder para deseleger. Dar-lhe meios para vigiar, nos partidos, a indicação de nomes sérios. Dar-lhe meios para dizer sim e não.

Só com uma profunda e revolucionária alteração no processo de participação do eleitor, no comando Legislativo do País, pode-se pensar em mudar este quadro. Sem isso, nada feito. Pelo sistema de hoje, nosso voto não passa de um simples voto de boas-festas, de parabéns, de pêsames ou de louvor. Os partidos atuais não vivem pela força de seus filiados atuantes. Sobrevivem por causa de alianças passivas com o poder. Essa mudança tem de ser feita. Quem fará? O Congresso? O Executivo? O Judiciário? Quem, afinal?

Nós!

Nós, os republicanos indignados, explorados. Depende só de nós. O mundo mudou muito, mas a internet mudou o mundo. Essa é a revolução. A turma do Poder já percebeu e está-se mexendo. E nós? Nossa praça virtual vai ser ouvida. Só depende de nós. Quantos somos? Onde estamos? Qual o nosso alvo? Vamos proclamar a República?
"

Senado: 70% do Conselho de Ética tem ficha com problemas


A esperada benevolência do Conselho de Ética com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pode ser explicada, entre outras coisas, pela biografia de seus integrantes. Pelo menos 70% dos membros do conselho são alvos de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), réus em ações penais e/ou envolvimento com nepotismo e atos secretos nos últimos anos. Caberá a esses senadores decidir na próxima terça-feira o destino dos pedidos de abertura de processo de cassação de Sarney.


Pressionado a renunciar, o peemedebista é acusado de ligação com boletins administrativos sigilosos, nomeação de parentes e afilhados, além de desvio de recursos da Petrobrás pela Fundação José Sarney. A fundação vive hoje a perspectiva de intervenção por parte do Ministério Público do Maranhão, por causa do desvio de cerca de R$ 500 mil de uma verba de patrocínio de R$ 1,34 milhão concedida pela estatal do petróleo.

O Estado cruzou a lista de integrantes titulares e suplentes do Conselho de Ética com escândalos recentes semelhantes aos que alcançaram Sarney. Poucos escapam. Dos 30 titulares e suplentes, ao menos 21 estão nessa malha fina.

A tropa de choque do PMDB, por exemplo, marcha unida nesse quesito. Os quatro titulares - Wellington Salgado (MG), Gilvan Borges (AP), Paulo Duque (RJ) e Almeida Lima (SE) - têm algum tipo de ligação com nepotismo, ato secreto ou investigação externa. Outros quatro titulares aliados de Sarney também fazem parte desse grupo: Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Gim Argello (PTB-DF), João Durval (PDT-BA) e Romeu Tuma (PTB-SP). Juntos com João Pedro (PT-AM) e Inácio Arruda (PC do B-CE), eles somam votos suficientes - entre os 16 titulares - para barrar as cinco representações que já foram protocoladas contra Sarney.

Porta-voz do presidente do Senado em plenário, Wellington Salgado é alvo de três inquéritos no Supremo por sonegação fiscal e crimes contra a Previdência. É suspeito ainda de empregar funcionários fantasmas em seu gabinete. Anteontem o Estado revelou que o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, emprega um assessor fantasma no próprio órgão desde novembro.

No ano passado o motorista de Duque foi demitido após a descoberta de que era irmão do chefe de gabinete do senador. Suplente do suplente do ex-senador e hoje governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), Duque não esconde que fará tudo para evitar a abertura de investigação contra Sarney no conselho.

Ele contará com o apoio de Gilvan Borges, que emprega parentes de um assessor em seu gabinete. Quando foi descoberto que empregava a mãe e a mulher no gabinete, ele disse: "Dou emprego a elas porque uma me pariu e a outra dorme comigo." O senador ainda é suspeito de uso irregular da verba indenizatória.

SUPLENTE

Se um senador faltar à sessão do Conselho de Ética, o suplente assume a vaga. Mas nem assim o quadro muda. Dos 14 reservas, 10 empregaram parentes, assinaram atos secretos, são alvos de inquérito ou réus em processos. O PMDB, partido de Sarney, mais uma vez, se destaca. Os quatro suplentes estão no banco de dados do STF: Valdir Raupp (RO), Lobão Filho (MA), Mão Santa (PI) e Romero Jucá (RR). Os três primeiros tiveram de demitir parentes em outubro do ano passado, em meio ao cumprimento da súmula antinepotismo. Ex-líder do PMDB, Raupp é alvo, por exemplo, de dois inquéritos e duas ações penais sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa.

Os quatro petistas reservas aparecem em atos secretos: Delcídio Amaral (MS), Ideli Salvatti (SC), Eduardo Suplicy (SP) e Augusto Botelho (RR).

Este último já empregou o irmão no Senado. Delcídio empregou um filho do ex-diretor João Carlos Zoghbi, nomeado por ato secreto, além de ter abrigado em seu Estado uma sobrinha de Sarney, Vera Macieira, que também conseguiu o emprego por meio de boletim sigiloso.

Já Suplicy assinou um ato secreto que deu assistência médica vitalícia a Agaciel Maia. A medida foi anulada recentemente pela Mesa Diretora.

Nem mesmo a oposição - que pede a abertura dos processos contra Sarney - fica de fora. Três titulares no Conselho de Ética têm seus nomes em boletins sigilosos ou casos de nepotismo: Demóstenes Torres (DEM-GO), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Eliseu Resende (DEM-MG).

CRISE NO LEGISLATIVO

Senadores do Conselho de Ética que respondem a inquérito no Supremo, estão envolvidos em nepotismo ou com os atos secretos

TITULARES

Paulo Duque (PMDB-RJ) - presidente

Atos secretos (nomeação de assessores)
Nepotismo (motorista do senador, irmão do chefe de gabinete foi demitido)
Empregou um assessor fantasma no Conselho de Ética

Wellington Salgado (PMDB-MG)

Três inquéritos (sonegação fiscal e crime contra a previdência)
Teria funcionários fantasmas

João Durval (PDT-BA)

Nepotismo cruzado com a Câmara Distrital de Brasília

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Um inquérito (crime eleitoral)
Atos secretos (como membro da Mesa Diretora)
Nepotismo (um genro do senador trabalhou no gabinete)

Heráclito Fortes (DEM-PI)

Atos secretos (como membro da Mesa)
Nepotismo (cunhada, demitida ano passado)

Gilvan Borges (PMDB-AP)

Dois inquéritos (injúria e difamação)
Nepotismo (emprega concunhada, prima de ex-mulher e ex-chefe de gabinete mantém oito parentes no quadro)

Gim Argello (PTB-DF)

Um inquérito (lavagem de dinheiro, peculato e corrupção)

Almeida Lima (PMDB-SE)

Atos secretos (nomeação de assessores)
Nepotismo (dois sobrinhos trabalharam no gabinete)

Demóstenes Torres (DEM-GO)

Atos secretos (nomeação de assessores)

Eliseu Resende (DEM-MG)

Nepotismo (sobrinho foi empregado)

Romeu Tuma (PTB-SP)
Atos secretos (como membro da Mesa)

SUPLENTES

Rosalba Ciarlini (DEM-RN)

Um inquérito (Crimes de responsabilidade)
Nepotismo (sobrinho empregado até ano passado)

ACM Júnior (DEM-BA)

Atos secretos (nomeação de assessores)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Um inquérito (crime eleitoral)

Mão Santa (PMDB-PI)

Três inquéritos (peculato, crime eleitoral e injúria)
Atos secretos (assessores nomeados)
Nepotismo (filha e mulher já foram lotados no gabinete)

Ideli Salvatti (PT-SC)

Atos secretos (assessores nomeados)

Augusto Botelho (PT-RR)

Atos secretos (assessores nomeados)
Nepotismo (um irmão trabalhou no gabinete)

Valdir Raupp (PMDB-RR)

Dois inquéritos e duas ações penais (corrupção, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa)
Nepotismo (dois cunhados e dois sobrinhos no gabinete)
Atos secretos (assessores nomeados)

Lobão Filho (PMDB-MA)

Um inquérito e uma ação penal no STF (formação de quadrilha, falsidade ideológica e uso de documento falso)
Nepotismo (um tio e um primo foram lotados no gabinete)

Delcídio Amaral (PT-MS)

Atos secretos (assessores nomeados)

Eduardo Suplicy (PT-SP)

Atos secretos (como membro da Mesa)


Estadão

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Uma visão eufemista dos "caça-ossos"!


Alex Rodrigues
Da Agência Brasil
Em Brasília

Observador independente do grupo de trabalho criado pelo Ministério da Defesa para tentar localizar e identificar os restos mortais dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia, o jornalista e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Hugo Studart, diz que os trabalhos de busca iniciados no dia 7 de julho representam um "processo inédito de tentativa de pacificação entre militares e comunistas".

Para Studart, embora parte dos integrantes do grupo tenham chegado à região, no Sul do Pará, "entre desconfiados e cautelosos" em relação às reais intenções do Exército, as duas semanas gastas no reconhecimento da área onde os corpos podem ter sido enterrados demonstraram que os militares estão empenhados em localizar os desaparecidos.

"Pelo que pudemos notar, o real objetivo do Exército é colocar um ponto final nesta história e na espera dos familiares. Diante da disposição demonstrada pelos militares, estou convicto de que há uma decisão política do alto comando para que todos se empenhem de verdade para encontrar os corpos", afirmou Studart à Agência Brasil. "Pelo que eu pude observar, não há, na prática, qualquer indício de acobertamento. Pelo contrário."

De acordo com Studart, como os locais onde os os guerrilheiros e eventuais agricultores foram enterrados são incertos, a ajuda de ex-mateiros que testemunharam o episódio tem sido fundamental para o grupo definir onde serão feitas as escavações, previstas para ter início no dia 10 de agosto.

"Alguns ex-mateiros viram os corpos ao relento e sabem a localização. Há inclusive ex-mateiros que ajudaram os militares a matar e a enterrar os corpos. Um ex-mateiro, por exemplo, lembra do local onde viu o corpo da guerrilheira Sônia [codinome da estudante universitária Lúcia Maria de Souza], morta durante combate e deixada ao relento", contou Studart. "O homem viu os restos mortais quatro anos depois da morte dela, mas mesmo a área estando hoje coberta por vegetação, ele ainda se lembra do lugar. Um outro ex-mateiro indicou um ponto onde há indícios de que haja pelo menos três covas onde guerrilheiros foram enterrados."

Autor do livro A Lei da Selva, no qual analisa as estratégias e o discurso militar relativo à Guerrilha do Araguaia, Studart afirma ter sido nomeado para integrar o grupo de trabalho por indicação do reitor da UnB, José Geraldo de Souza. Em seu relato ao site Conteúdo, o pesquisador escreveu que sua indicação conta também com o aval de militares.

"Integro o grupo, como observador independente, porque o reitor da UnB, que conhece muito bem meu trabalho, pois participou na minha banca de mestrado, me considera competente no tema Guerrilha do Araguaia e me indicou para o ministro. Mas integro, sobretudo, porque o general Adhemar Machado Filho, chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, leu e releu meu livro e, apesar de não ter gostado de muitos trechos (ainda bem que não gostou), me considera competente no tema."

Oscar Arias diz que o acordo de San Jose ainda está "de pé"!


Tegucigalpa, Honduras .

"El acuerdo de San José sigue vivo porque es una semilla sin germinar que puede aún ser plantada", dijo hoy el presidente Oscar Arias al dar por inaugurada la XI Cumbre de Tuxtla en la ciudad de Guanacaste, Costa Rica.

"La nación hondureña enfrenta dos posibilidades: o revierte el camino andado anulando ciertos actos aunque hayan sido adoptados de buena fe y con la plena convicción de obedecer a las leyes y la Constitución de la República, o enfrenta el ostracismo absoluto", dijo Arias en el discurso inaugural del encuentro, que reúne a líderes de Centroamérica, Colombia y México.

Seguidamente, aclaró que "eso no es una amenaza ni un signo de enemistad hacia el pueblo hondureño, es tan solo la reacción que el derecho internacional prevé para este tipo de circunstancias".

"Muchos hondureños han demostrado cierta valentía en pretender soportar la condición de paria en los próximos seis meses, pero esa supuesta que procura preservar la dignidad del pueblo de Honduras le hace daño al mismo pueblo que pretende defender".
"El pueblo necesita pan y agua y eso quiere decir en la práctica comercio exterior, producción interna estable, inversión extranjera y una gran ayuda internacional. Ninguna de esas cosas existirá si no se restablece el orden constitucional".

Asimismo, hizo un llamado al diálogo entre los protagonistas del conflicto, que inició el pasado 28 de junio con la separación de Manuel Zelaya, y les recordó que "ceder no es símbolo de debilidad sino de profundo amor por Honduras".

"Estamos a tiempo todavía porque siempre es tiempo para la paz y la unidad nacional", expresó el también Nobel de la Paz.

"Cada día que pasa los hermanos hondureños recrudecen sus posturas y antagonizan más con quienes piensan distinto", dijo.

Arias también hizo alusión a la posición adoptada por el ex presidente Manuel Zelaya, quien permanece en una zona montañosa de Nicaragua: "héroes no son los que atraviesan campos de guerra". Pese a los llamados de la comunidad internacional de que no intente regresar a Honduras, Zelaya ha hecho dos intentos frustrados y asegura que organizará milicias en el vecino país para reinstalarse en el poder.

Arias, mediador en la crisis política hondureña, pidió a las partes involucradas "alcanzar acuerdos" en torno a la propuesta contenida en el Acuerdo de San José. "El pueblo de Honduras merece una cuota de heroísmo", manifestó.

El Acuerdo de San José propuesto por Arias contempla, además de la restitución de Manuel Zelaya, la creación de un gobierno de unidad nacional, amnistía para delitos políticos relacionados con el golpe del 28 de junio y que Zelaya abandone los planes de reformar la Constitución.

El martes, el presidente tico dijo esperar que la 'Declaración de Guanacaste' "contemple un apoyo bien fuerte a la necesidad de que el Acuerdo de San José" sea aceptado como salida a la crisis en Honduras.

El dignatario costarricense destacó la presencia en la Cumbre de Tuxtla del secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, quien ha respaldado su plan.

A la cumbre asisten los primeros mandatarios de México, Felipe Calderón; de Guatemala, Álvaro Colom; de El Salvador, Mauricio Funes; de Panamá, Ricardo Martinelli; y de Colombia, Álvaro Uribe.
También participan el vicepresidente de República Dominicana, Rafael Alburquerque, el viceprimer ministro de Belice, Gaspar Vega, y una delegación del ex presidente Manuel Zelaya, encabezada por el ex vicepresidente Arístides Mejía.

Mejía explicó que el depuesto presidente Manuel Zelaya desistió de asistir al cónclave que este miércoles reúne porque continúa en la frontera entre Nicaragua y Honduras, en su intento de entrar a su país.

El mecanismo de Tuxtla está integrado por México, los países centroamericanos y República Dominicana.


EL Heraldo


Já fico em dúvida novamente se Honduras vai segurar este rojão sozinha, sem apoio americano ($$$), visto o nível de pobreza da população.
Mas o silêncio de Obama contrasta com os relinchos histéricos de Hillary Clinton, que revogou vistos diplomáticos de Hondurenhos.
Agora que se associa Chavez e Moralles ao Narco Estado Venezuelano e da maioria das campanha dos países latinos componentes do Foro de SP, parecia uma luz.
Mas é impressionante como cegaram à todos.
O que democracia e Estado de Direito, então?????
Fazer as vontades de um faraó, como aqui na Banânia, onde o presidente é quem "gradua" um crime agora.
Está ficando extremamente desgastante e cansativo, imagine para os hondurenhos de bem?

Não devemos nada à estes canalhas!


“Ainda bem que a gente não chegou ao poder: se isso acontecesse, teria de devolver no dia seguinte”, disse Vladimir Palmeira, em maio do ano passado, num debate entre veteranos de 1968. “A gente sabia muito pouco, não tinha preparo para governar país nenhum”. Certíssimo. “A gente não tinha nem mesmo um projeto de poder”. Errado. Os comandantes do movimento estudantil (e, sobretudo, seus mentores na clandestinidade) tinham um projeto, sim. Tão claro quanto perverso: substituir a ditadura militar pela ditadura do proletariado.

Quem não tinha projeto de poder era a “massa de manobra”, como se referiam os chefes à multidão de jovens ingênuos, generosos, anônimos, que repetiam palavras-de-ordem cujo real significado ignoravam e cumpriam ordens e instruções vindas de cima. Os soldados rasos lutavam pela liberdade. Os comandantes planejavam suprimi-la. O rebanho sonhava com a ressurreição da democracia. Os pastores queriam muito mais, confirma Daniel Aarão Reis, ex-militante do MR-8, ex-exilado e hoje professor de história da Universidade Federal Fluminense.

“As esquerdas radicais não queriam restaurar a democracia, considerada um conceito burguês, mas instaurar o socialismo por meio de uma ditadura revolucionária”, fala de cadeira Aarão Reis, principal ideólogo de uma dissidência do PCB que desembocou no MR-8. “Não compartilho da lenda segundo a qual fomos ­ o braço armado de uma resistência democrática. Não existe um só documento dessas organizações que optaram pela luta armada que as apresente como instrumento da resistência democrática”.

Recrutados na massa de manobra, os alunos dos cursinhos intensivos de revolução ainda estavam na terceira vírgula de O Capital e no quinto parágrafo de Engels quando descobriam que desistir das aulas semanais era crime sem perdão. “Ele desbundou”, desdenhavam os mestres de qualquer discípulo sumido. Meia dúzia de panfletos de Lenin depois, os aprendizes descobriam que se haviam tornado oficiais do exército mobilizado para sepultar o capitalismo e conduzir o povo ao paraíso comunista.

Muitos se diplomavam sem sequer desconfiar da grande missão. Mas gente como Vladimir Palmeira tinha idade e milhagem suficientes para saber que perseguia um regime ainda mais selvagem, brutal e infame que o imposto ao Brasil. Conviviam com tutores de larga milhagem. O sessentão Carlos Marighela, por exemplo, ensinava aos pupilos da ALN a beleza que há em “matar com naturalidade”, ou por que “ser terrorista é motivo de orgulho”. Deveriam todos orgulhar-se da escolha feita quando confrontados com a bifurcação escavada pelo AI-5.

A rota certa era a esquerda, avisavam os que nunca tinham dúvidas. Passava pela luta armada e levava à luz. A outra era a errada. Passava pela rendição vergonhosa e levava à cumplicidade ostensiva com os donos do poder. Ou, na menos lamentável das hipóteses, aos campos da omissão onde se amontoavam desertores da guerra justa. A falácia foi implodida pelos que se mantiveram lúcidos, recusaram a idiotia maniqueísta e percorreram o caminho da resistência democrática.

Estivemos certos desde sempre. Desarmados, prosseguimos o combate contra quem os derrotara em poucos meses. Enquanto lutávamos pela destruição dos porões da tortura, eles se distraíam em cursinhos de guerrilha ou no parto de manifestos delirantes. Estavam longe quando militares ultradireitistas tentaram trucidar a abertura política. Só se livraram do cárcere e do exílio porque conseguimos a anistia, restabelecemos as eleições diretas e restauramos a democracia. Nós vencemos. Eles perderam todas. Alguns enfim conseguiram tornar-se contemporâneos do mundo ao redor. Quase todos permaneceram com a cabeça estacionada em algum lugar do passado. E voltaram com a pose dos condenados ao triunfo.

Fantasiados de feridos de guerra, os sessentões de 68 se apropriaram de indenizações milionárias, empregos federais, mesadas de filho mimado. Com a velha arrogância, seguem convencidos de que quem está com eles tem razão. Passa a fazer parte da esquerda, formada por guerreiros a serviço das causas populares. Quem não se junta ao bando é inimigo do povo, lacaio dos patrões, reacionário, elitista, golpista vocacional. O comportamento e a discurseira dos dirceus, franklins, dilmas, genoínos, palmeiras, garcias, tarsos, vannuchis e o resto da turma confirmam: passados tantos anos, estão prontos para errar de novo. Infiltrados no governo de um presidente que não lê, não sabe escrever, merece zero em conhecimentos gerais e faz qualquer negócio para desfrutar do poder, eles aparelharam o Estado e vão forjando alianças com o que há de pior na vizinhança para eternizar-se no controle do país. Se não roubam , associam-se a ladrões. Se não matam, tornam-se comparsas de homicidas.

Sequestradores da liberdade e assassinos da democracia jamais deixam de sonhar com o pesadelo. Não têm cura. Nenhum democrata lhes deve nada. Eles é que nos devem tudo, a começar pela vida.


Veja.com

Se encontrar o telefone do doutor e perder a vergonha de vez, também vou exigir uma bolsa-ditadura


Na tarde de 11 de agosto de 1969, no bar em frente da Faculdade Nacional de Direito, eu festejava o reencontro com a namorada que saíra de circulação havia um mês, ao saber que a Justiça decretara sua prisão preventiva. Tinha 19 anos, um copo de chope na mão e ideias lascivas na cabeça: além do fim do sumiço, comemorava antecipadamente outra noite de pecados. O castigo chegou primeiro, anunciado por um leve toque no ombro e formalizado por um substantivo: ” Polícia”, resumiu um dos quatro homens repentinamente hasteados em torno da mesa.

Usavam os paletós compridos demais e apertados demais que os sherloques brasileiros muito apreciam por se acharem mais altos e menos gordos do que efetivamente são. Depois fiquei sabendo que foram até lá à procura da moça. Resolveram levar-me como brinde ao descobrirem que também era diretor do Caco Livre. Separados, embarcamos em fuscas disfarçados de táxis rumo à sede da PM na Rua Frei Caneca. Nunca mais voltei a encontrá-la.

Isso já vale uma bolsa-ditadura, certo? A coisa não era ideologia nem opção política, mas investimento, constatou Millôr Fernandes. Se muita gente que só ficou presa em congestionamento de trânsito virou bolsista, um dia de cadeia no inverno de 1969 merece imediata reparação em dinheiro vivo. Pois foram quatro dias e meio. Como as horas na gaiola são mais longas, posso arredondar para cinco.

Na noite de 15 de agosto, depois de duas escalas de dois dias no prédio da Aeronáutica ao lado do Aeroporto Santos Dumont e na Base Aérea do Galeão, o major que acabara de me interrogar ordenou que eu desse o fora. Saí com a roupa que usava no momento da captura. COMUNISTA, ele antes havia anotado com letras graúdas e escuras na minha ficha.

Procure esse papel, sopra meu lado escuro ao escutar, de novo, o apito do trem-pagador pilotado pela Comissão de Anistia. A farra não pode parar, há milhares de passageiros a recolher. Aquela anotação em letra de forma pode valer a dianteira na fila dos jornalistas pedintes. Para acomodar-me na poltrona mais espaçosa do vagão, convém esquecer que não fui submetido a sessões de tortura. Melhor lembrar apenas que passei horas a fio de cócoras, mãos algemadas sob a perna, ouvindo perguntas tediosas e redundantes feito letra de samba-enredo. Como estou vivo, não custa caprichar na cara de zumbi e falar com voz de condenado à danação perpétua.

É verdade que meio mundo viveu experiências parecidas. É verdade que nove em 10 militantes do movimento estudantil souberam o que é o silêncio imposto a presos incomunicáveis, o cheiro de animal sem banho, a sensação de impotência absoluta, a vida suspensa no ar. E daí? Que sejam todos premiados. Os contribuintes nem vão notar que mais 1 bilhão saiu pelo ralo. Nenhuma despesa é desperdício se destinada a garantir aos sócios do Clube dos Heróis da Resistência o direito a indenizações milionárias, mensalidades de bom tamanho, empregos federais e outras condecorações em dinheiro.

Como a turma toda, também teria ido longe na vida se escapasse daquele agosto. O diretor da faculdade, que soubera de tudo, avisou em dezembro que me expulsaria se não tratasse já no dia seguinte da transferência para outras paragens. Só o Mackenzie me engoliu. Não engoli o Mackenzie daquele tempo e virei jornalista. Fica estabelecido, portanto, que não pendurei na parede o diploma de bacharel porque a ditadura me perseguiu por motivos políticos.

Só por isso não fui advogado, juiz, desembargador e ministro do Supremo Tribunal Federal. Muita pretensão? Não é: até Nelson Jobim já andou usando a toga. Mereço ser aposentado com o salário de ministro do STF. É pedir demais? Engano: o ex-capitão Carlos Lamarca foi promovido a general depois de morto, o que garantiu uma velhice tranquila à mulher que abandonou.

Argumentos tenho de sobra. Só está faltando achar o número do telefone do doutor Luiz Eduardo Greeenhalgh, que merece a porcentagem que leva de cada indenizado porque ganha todas, e perder a vergonha de vez.


Veja.com

Foro de São Paulo: Chávez congela relação com Bogotá outra vez


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chamou ontem de volta seu embaixador em Bogotá, Gustavo Márquez, e congelou as relações diplomáticas com a Colômbia, em protesto pela sugestão do governo colombiano de que armas encontradas com guerrilheiros eram da Venezuela.

Chávez acusou o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, de agir de forma "irresponsável", dizendo que não há evidências de que os lançadores de foguetes suecos que os militares colombianos dizem ter encontrado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) vieram do mesmo lote comprado pela Venezuela.

O presidente socialista ameaçou cortar todas as relações diplomáticas e tomar o controle dos negócios de propriedade de colombianos "se houver mais acusações contra a Venezuela". Chávez disse que seu país também pode suspender todos os acordos comerciais com o governo Uribe, os projetos conjuntos - como um gasoduto binacional - e encontrar novos fornecedores para substituir os bens importados da Colômbia.

As tensões entre a Venezuela e a Colômbia aumentaram após Bogotá anunciar na semana passada que lançadores de foguetes vendidos pela Suécia à Venezuela nos anos 80 foram obtidos pelas Farc. A Suécia confirmou que as armas tinham sido originalmente vendidas à Venezuela. Há tempos funcionários colombianos vêm acusando Caracas de ajudar as Farc - acusação que Chávez nega.

O clima entre os dois países já estava tenso por causa da intenção do governo Uribe de autorizar a instalação de pelo menos três bases americanas em território colombiano. Chávez criticou as negociações e chegou a dizer que os EUA estavam preparando uma ofensiva contra a Venezuela que seria lançada a partir da vizinha Colômbia.

EQUADOR

O governo equatoriano declarou que o desmentido que as Farc fizeram ontem sobre o vídeo em que o líder militar da guerrilha, Mono Jojoy, fala sobre um suposto envio de dinheiro para a campanha do presidente Rafael Correa é "mais uma prova da trama permanente" da Colômbia contra o Executivo do Equador. Segundo o ministro de Segurança Interna do Equador, Miguel Carvajal, o vídeo causou "danos ao país".

As Farc divulgaram em um site um comunicado negando que tenha ajudado a financiar a campanha eleitoral de Correa. Segundo o grupo, o vídeo foi manipulado e tirado de seu contexto pela Colômbia e os EUA.

Estadão

As FARC com "comunicado oficial"...
Desde quando terroristas tem "comunicado oficial", ainda com site...
Terroristas são tratados assim na América Latina.
Não reclamem, pois, do lulismo então!

10 mil desapareceram em distúrbios na China, diz líder uirgur

TÓQUIO - A ativista política uigur exilada Rebiya Kadeer denunciou nesta quarta-feira, 29, que cerca de "10 mil pessoas desapareceram" durante os distúrbios registrados na cidade chinesa de Urumqi, no início do mês, e pediu ao Japão que investigue o ocorrido.

Veja também:

lista Entenda: Xinjiang, área de maioria muçulmana que incomoda Pequim

O governo de Pequim convocou o embaixador japonês no país para protestar contra a visita da dissidente. A presidente do Congresso Mundial Uigur (WUC, na sigla em inglês), que vive exilada nos Estados Unidos, estará em Tóquio até quinta-feira para falar sobre a situação de sua etnia na China, com vários representantes políticos japoneses, enquanto o governo do Japão considera que sua visita ao país não danificará as relações bilaterais entre os dois países.

"Como governo, entendemos que a visita (de Rebiya) foi resultado de um convite privado e não achamos que prejudique a relação Japão-China", disse o ministro porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura, citado pela agência de notícias Kyodo.

Rebiya, de 62 anos, denunciou em entrevista coletiva no Clube de Correspondentes Internacionais de Tóquio que houve cerca de "10 mil desaparecidos em uma só noite" durante os distúrbios na cidade de Urumqi, na província de Xinjiang, no oeste da China. A ativista quer saber onde estão as milhares de pessoas, caso elas estejam mortas e pediu ao governo do Japão que "se envolva seriamente no esclarecimento da situação".

Rebiya responsabilizou, além disso, o governo chinês de ter transformado em "violenta" uma manifestação que começou como pacífica e negou as acusações que a apontam como instigadora dos distúrbios. Pequim acusou a ativista uigur de ser uma "delinquente", por instigar os protestos em Urumqi, nos quais, segundo os números oficiais do governo chinês, morreram pelo menos 197 pessoas, 1.700 ficaram feridas e cerca de 1.400 foram presas. Segundo as organizações uigures no exterior, 800 pessoas morreram durante os protestos em Urumqi.

Rebiya se reuniu, além disso, com Seichi Eto, representante no Senado do governamental Partido Liberal-Democrata (PLD) e que pediu que o Executivo japonês envie uma missão de representantes à China para verificar os dados relacionados com os distúrbios. "Estou impressionada com o problema de direitos humanos que está ocorrendo em nosso país vizinho atualmente. Não podemos fechar os olhos para o que aconteceu", disse Eto, que considerou "natural" que o Japão envie uma missão de investigação à China, segundo a Kyodo.

Estadão

"Contribuinte vai pagar a conta de Itaipu", diz líder tucano