terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Estado forte


Quando o estado é forte, o indivíduo-cidadão e a sociedade como um todo são fracos.

Estado forte no entendimento dos usurpadores do planalto significa o estado controlando todos os setores e sob todos os aspectos o indivíduo e a sociedade, é a inversão de valores, a subjugação do cidadão ao estado

Na economia, estado forte significa:
- quase 50% do esforço individual ser confiscado sob forma de tributos, sem a correspondente contrapartida na prestação da justiça, da educação, da segurança e da saúde. E este quadro só tende a piorar pela recente elevação do déficit primário nas contas do governo que já atingiu os 4,61% do PIB, e com tendência a crescer em razão de novas 80.000 contratações de funcionários públicos autorizadas para o orçamento de 2010. Além disto, este é um ano eleitoral e certamente veremos um crescimento descarado e desenfreado da corrupção;

- a reestatização da economia onde o estado (através de suas estatais, seus fundos de pensão ou do ParTido), já controla a industria petroquímica, as telecomunicações, a siderurgia e a geração de eletricidade, além de ter conquistado o controle de mais de 50% do mercado financeiro e avança na indústria alimentícia. Isto tudo com o beneplácito dos estato-empresários, pseudo-empresários, hoje encastelados na paulista ptpt, que só se estabelecem à sombra do governo, quer seja pelas licitações fraudulentas, pelas ?bondades? setoriais, pela associação com os fundos de pensão ou pelos créditos oficias;

- os funcionários públicos da administração direta ou indireta e seus aposentados serem considerados de primeira classe, ganhando 5 vezes mais que os empregados ou aposentados de segunda classe, os da iniciativa privada;
- o aumento sem limites do cipoal regulatório, principalmente por atos da administração, no claro intuito de criar dificuldades para vender facilidades.
Na esfera das liberdades individuais e do estado de direito, estado forte para os sociopatas significa:
o total desrespeito às leis pelos ocupantes do poder que tudo podem e de tudo são perdoados, ficando o rigor da lei apenas aos indivíduos não sarneys. Aos amigos tudo, aos indiferentes a lei e aos inimigos a perseguição;

a eliminação da tripartição dos poderes pela compra da opinião dos parlamentares e subjugação do judiciário aos interesses do paim e de sua corriola;

o controle da mídia, tanto pelas verbas publicitárias do governo e suas estatais (que deveriam ser proibidos de fazer publicidade) como pelas inúmeras tentativas de controle social, leia-se ParTidário, da mídia.

um ensino medíocre que não forma cidadãos, mas zumbis sociais, sem iniciativa, dependentes da esmola e ração oficias;

a realização de eleições - ?as mais modernas do mundo? - por meio de urnas eletrônicas que nenhuma outra democracia implanta, justamente por não permitirem uma recontagem. E agora com a identificação dactiloscópica o governo poderá saber quem a ele se opõe;

a instrumentalização da máquina governamental pelo ParTido que controla a máquina estatal, principalmente a Polícia e a Receita Federal, faltando apenas a criação da figura dos inspetores de quarteirão, para o controle total do indivíduo.

Já para os defensores das liberdades individuais, baseadas no direito natural, estado forte significa:

Estado ético, justo, baseado na tripartição dos poderes e na supremacia da lei; Estado federal mínimo, a serviço do indivíduo, garantindo justiça, segurança, ensino e saúde básicos; Estado defensor da liberdade de expressão; Estado próximo ao cidadão, fortalecendo os municípios e os estados federados.


Por Ingo Schmidt, Tribuna Nacional

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