sábado, 9 de janeiro de 2010

Farsa, golpe e o Decreto nº 7.037 de 21/12/2009.


A esquerda tem feito um jogo ambíguo e perigoso e está nos conduzido cada vez mais para um regime totalitário.

O discurso para a classe média continua sendo aquele do fortalecimento da democracia, da igualdade e estranhamente até de ideais republicanos.

Mas os atos e a política do governo são movimentos na direção oposta do discurso. Passo a passo estamos sendo lançados num caminho de retorno difícil e doloroso. O Foro de São Paulo é a prova cabal e inequívoca da verdadeira intenção meta da esquerda brasileira.

Até então o governo vinha agindo de forma aparentemente descoordenada e poucos percebiam o que existia por trás de uma série de acontecimentos orquestrados pela política capitaneada por Lula e aqueles que o manipulam.

Lula e a esquerda que o cerca idolatram Cuba e Fidel Castro. Isto já não é segredo, pois todos declaram esta idolatria publicamente. Este fato isolado seria mais do suficiente para perceber qual era o único objetivo desta esquerda que assumiu o poder.

Dilma Rousseff, Franklin Martins, Carlos Mink Baumfeld, a eminência parda José Dirceu e praticamente toda cúpula do atual governo, são ex-terroristas treinados em Cuba e na China com o objetivo de, na década de 60, promover uma revolução comunista armada no Brasil e transformar o país num satélite soviético. Aqueles que julgam esta afirmação uma teoria da conspiração, sugerimos que consultem a biografia destes indivíduos e confrontem datas para descobrirem que a esquerda planejava tomar o poder antes de 1964. Portanto não poderiam ser libertadores e oposição a uma “ditadura militar” que antes de 1964 não existia.

Estes fatos são passado e o tempo se encarregará de restaurar a verdade. Mas a política atual é fruto daquele movimento que aparentemente fracassou e agora vingou não pela força, e sim por um golpe populista.

Na última década vimos o país entrar numa decadência moral nunca experimentada na história. Esta corrupção institucionalizada e o sentimento apátrida que dominou mentes e almas não são mera coincidência.

A pátria foi separada em duas metades. Aquela representada pelo futebol e por glórias olímpicas continua sendo cultuada, pois é inócua e faz parte da política pão e circo.

A outra metade que representa o sentimento mais nobre de fidelidade e valores, foram objeto de programas difamatórios que transformaram todo passado de glória, heróis brasileiros e mesmo o culto aos símbolos da pátria em coisa ridícula e démodé.

O enfraquecimento das instituições e uma sociedade apática abrem caminho para uma mudança de regime que no início virá de forma pacifica para neutralizar resistências, mas gradativamente se transformará num regime monstruso como Cuba.

Outros fatos que chama a atenção e não são meras coincidências:

- enquanto a população civil vem sendo desarmada, o MST está sendo equipado e transformado num verdadeiro exército revolucionário. O MST é hoje uma grave ameaça à democracia que já tem ligações com o narcotráfico e com as FARC. Na zona rural o legítimo poder de defesa da propriedade já não existe, seja por terem desarmado os fazendeiros, seja por terem transformado integrantes do MST em criminosos intocáveis;

- a primeira etapa da revolução comunista já foi consolidada através dos múltiplos programas assistenciais do governo. O Brasil tem hoje mais de 60% da população pendurada em programas de distribuição de bolsa família ou outras formas de compra de votos à prestação.

- as Forças Armadas, talvez o último bastião de resistência, tem sido neutralizadas e acuadas por sucessivos atos que tal como num jogo de xadrez, vão deixando cada vez menos espaço de movimento. O revanchismo e a necessidade manter o “regime militar e sua barbárie” na pauta diária não são meras coincidências, muito menos um clamor da sociedade que já enterrou este passado.

- o enriquecimento ilícito e mesmo o lítico, porém antiético, de toda cúpula de esquerda no poder, é outro fato inquestionável e constitui um verdadeiro paradoxo que só demonstra ma fé daqueles que pregam democracia, igualdade e direitos humanos.

- todos estes fatos juntamente com uma lista de outros que tornariam a leitura enfadonha, criam as condições necessárias e preconizadas pela doutrina soviética para iniciar a instalação do estado comunista.

Até então, olhos menos atentos talvez não pudessem perceber todo jogo político. Acontecimentos macabros pareciam frutos do acaso, de corrupção ou iniciativas isoladas sem coordenação. Contudo o governo já se sente seguro para dar o próximo passo e publicou no apagar das luzes de 2009 um decreto que nos mostra sua verdadeira intenção.

O Decreto nº 7.037 de 21/12/2009, travestido com o nome bonito de Programa Nacional de Direitos Humanos PNDH-3, é uma tentativa de antecipar alguns passos e implantar os primeiros dispositivos legais para efetivamente promover uma transição de regime.

A íntegra do decreto está disponível em:

http://www.mj.gov.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf

Como sempre, termos como democracia, direitos humanos, transparência e outros muito em voga no discurso da esquerda, abundam no decreto e servem para maquiar o decreto que em sua essência atenta contra todos estes princípios.

O decreto tem início com palvras eloquentes.

“Ao assinar o decreto presidencial que institui o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, reafirmo que o Brasil fez uma opção definitiva pelo fortalecimento da democracia. Não apenas democracia política e institucional, grande anseio popular que a Constituição de 1988 já materializou, mas democracia também no que diz respeito à igualdade econômica e social.”…

Quem não o lê com atenção não percebe o que existe por traz de 228 páginas de palavrório.

Parte do documento é a verdadeira disseminação da desinformação, pois prega como políotica de governo tudo aquilo que não tem sido feito. Ou seja, é a mentira impressa em papel e inserida no discurso para encobrir fatos e escândalos que estampam manchetes de jornais diariamente.

Falar em direitos, respeito, cidadania, dignidade da pessoa humana, democracia e paralelamente financiar a barbárie do MST e de outros movimentos congêneres, é de um cinismo a toda prova.

Falar em saúde, segurança e educação e sucatear todo sistema como tem sido feito pelo governo, é querer lançar uma cortina de fumaça sobre a verdade e em seguida promover gigantescas e caras campanhas publicitárias para divulgar a grande política de intenções do governo, como se escrever palavras bonitas fosse a política em sí e os resultados se produzissem por vontade divina.

Outra parte do decreto traz no bojo aspectos preocupantes, seja por lesarem interesses brasileiros, seja por preparem o terreno para uma mudança de regime.

As questões do índio e de quilombolas tem sido conduzidas de forma lesiva ao país e fatalmente levarão à fragmentação República. Estamos caminhando rumo à política preconizada pela Organização das Nações Unidas que aprovou em assembléia a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas. Esta declaração é o instrumento internacional legal para índios, que no Brasil já são proprietários de áreas maiores que países e já gozam de privilégios que ferem a soberania brasileira, reivindiquem sua independência com base no conceito de “povos” e “auto-determinação”. O assunto já foi abordado em detalhes em outros artigos. O atual decreto é praticamente uma recepção, na íntegra, da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas.

O capítulo que trata do Direito à Memória e à Verdade é uma farsa, pois não descreve exatamente o que está sendo urdido nos bastidores. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça já concedeu mais indenizações à vítimas do regime militar, do que a Alemanha concedeu à vítimas do regime nazista. Fere até o bom senso, mas é fato e pior, o governo quer ampliar estas indenizações. Além disso, desejam revogar a lei de anistia, para apurar unilateralmente eventuais excessos cometidos por agentes do governo militar, sem abrir a página mais obscura da história brasileira que esconde todos os crimes cometidos pela esquerda que hoje está no poder. São assassinatos, assaltos, sequestros, justiçamentos, torturas e outros crimes que estão nos arquivos mais bem guardados da República. Querem iniciar uma caça às bruxas e transformar criminoses em heróis e vítimas para manipular o consciente coletivo. Se olharmos o passado recente, foi com esta estratégia que boa parte desta esquerda mediocre que nos esbulha se elegeu.

No capítulo que trata da valorização da pessoa humana, o governo quer outorgar aos sindicatos de trabalhadores e centrais sindicais o poder de opinar sobre licenciamento urbanístico e ambiental de empreendimentos. Com isso os sindicatos ganham status de órgão licenciador e interesses do Estado se confundem com interesses sindicais.

Ainda neste tópico está implícito que bandos como o MST e congêneres que o governo considera “movimentos sociais” passem a opinar sobre desapropriações e participem da elaboração da política de assentamento. O decreto coloca a agroindústria em cheque como se fosse uma vilã. Na realidade a agroindústria é responsável por mais 40% da pauta de exportação e pela estabilidade econômica do país. Num gigantesco lance populista o governo sataniza a agroindústria e coloca a agricultura familiar num pedestal, abrindo caminho para que nos tornemos uma Cuba onde existem terras ociosas e fome, exatamente por terem dado efnase a agricultura de subsistencia.

Existem outros aspectos ocultos neste decreto. Além disso, a leitura de 228 páginas mostra uma farsa total, pois cria um mundo paralelo e idílico que nunca saíra do papel.

Um governo que não consegue executar um orçamento com programas concretos como o PAC, “Minha casa minha vida”, entre outros, não terá capacidade de desenvolver programas tão etéreos como estes impressos em 228 páginas.

Lamentavelmente o país caminha para um desastre e poucos se dão conta ou estão indiferentes. Queira o destino, a bem de nossos filhos, que o brasileiro acorde deste torpor, antes que seja tarde.



OFCA

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