sábado, 9 de janeiro de 2010

MENTIRA É VERDADE! VINGANÇA É RECONCILIAÇÃO!

Nunca é demais reafirmar o que venho dizendo há anos: em minhas atividades esquerdistas nas décadas de 50 e 60 jamais conheci um militante ou companheiro de viagem que se enquadrasse no que é descrito pela epígrafe de D. Joseita, que o faz obviamente, como denúncia. Todos, sem nenhuma exceção, a não ser os idiotas úteis que não podiam saber da verdade, lutavam para implantar o comunismo no Brasil, um regime igual ao cubano.

Quando os métodos incruentos, político-ideológicos, foram abandonados em favor da guerrilha e do terrorismo, em janeiro de 1968, 11 meses antes da edição do AI 5, por imposição da vitória do maoísmo na luta interna das esquerdas, fui testemunha dos impulsos de ódio e de vingança que imperavam em todas as organizações de jovens democratas.

A Comissão da Verdade e Reconciliação há pouco criada pelo governo já é uma fraude completa pelo próprio nome: tal qual na Oceania de Orwell seu nome é o oposto de sua função que é a de falsificar a história e acirrar os ânimos. Deveria ser denominada Comissão da Mentira e da Vingança.

Já vimos como tais comissões vêm agindo na Argentina, no Uruguai e de forma incipiente, no Chile. Montoneros, e Tupamaros e Miristas travestem-se de investigadores, promotores, juízes e jurados e, com uma defesa intimidada pela truculência revolucionária e uma justiça pífia, aprovam e executam sentenças vingativas contra aqueles que os venceram no passado. Enquanto isto seus próprios crimes permanecem ocultos e serão enterrados de vez.

A tática jurídica é simples: os crimes dos revolucionários já prescreveram, mas os dos agentes do Estado são imprescritíveis na medida em que são crimes contra os direitos humanos cometidos por responsáveis pelo Estado.

Seguem à risca o conceito de direitos humanos emanado de Stalin, o verdadeiro criador do termo. Assim, direitos humanos só existem para os comunistas ou seus associados e para algumas parcelas da sociedade civil que interesse aos comunistas proteger em determinado momento, como seus aliados, os criminosos comuns e os guerrilheiros e invasores do campo. É claro que ninguém nega explicitamente que os policiais sejam humanos, mas curiosamente não são protegidos pelos direitos humanos!

Avisem à família do Soldado Kosel que ele não tinha estes direitos e; portanto, seus assassinos, se algum crime cometeram, pois lutavam contra uma ditadura, já estão prescritos. Mas o dos Coronéis Ustra, Lício Maciel e outros, mesmo que ainda não provados, foram contra os direitos humanos e jamais serão prescritos!

Todas as homenagens à atitude brava e digna dos Comandantes das três Armas e, surpreendentemente, do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao colocarem seus cargos à disposição, em protesto contra a assinatura desta lei infame!
Depois de Honduras, será no Brasil que prosseguirá a derrota da estratégia do Foro de São Paulo?

Se for, bom 2010 para todos nós!

Heitor de Paola

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